21 junho 2019

CARIRIENSIDADE


Iniciadas as obras da 3ª etapa do Anel viário do Crajubar

 As obras da 3ª etapa do anel viário passam em cima da divisa de Crato-Juazeiro do Norte

    A terceira etapa do Anel Viário do Cariri, no trecho Contorno de Juazeiro – Barbalha, acesso pela fronteira de Crato foi reiniciada. A obra contempla a implantação de 6,84 quilômetros de rodovia duplicada, com serviços de terraplenagem, pavimentação, sinalização, drenagem e obras d’arte correntes, um viaduto e proteção ambiental.

       Segundo fontes do Governo do Ceará, essa nova avenida (que ligará o bairro São José à Barbalha) beneficiará toda a Região Metropolitana, pois facilitará o tráfego, ligando o Norte ao Sul e evitando passar pelo bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte.  Essa nova etapa vai acrescentar enorme área para o crescimento urbano do Crajubar, facilitando, inclusive, a construção de um condomínio residencial de luxo, na fronteira Crato-Juazeiro: o Alphaville. O Anel Viário do Crajubar terá, ao final, cerca 16 km de extensão. A previsão é que a obra seja concluída no segundo semestre de 2019.

Vila da Música do Belmonte muda de nome

 Vila da Música Mons. Ágio Augusto Moreira

     Durante a missa do velório de Monsenhor Ágio, ocorrida no último dia 13, o governador Camilo Santana anunciou que a Vila da Música, localizada no bairro Belmonte em Crato, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), ganhará agora um novo nome: “Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira”. A mensagem 8.398, que apresenta a proposta, já foi encaminhada à Assembleia Legislativa e aguarda tramitação. A Vila da Música do Belmonte foi o primeiro equipamento cultural construído pelo Governo do Ceará no interior do Estado. Resultou de uma parceria entre a escola de música Sociedade Lírica de Belmonte (Solibel), fundada pelo Mons. Ágio Augusto Moreira na década de 1970 e o Governo do Ceará, por meio da Secult. 

 Curso de Museologia Social   

 Museu Vivo do Padre Cícero, o museu mais visitado do Cariri. Em segundo lugar está o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri

      De repente, não mais que de repente como diria o poeta, a comunidade da conurbação Crajubar começa a despertar para a importância de preservar sua história e o patrimônio arquitetônica de suas cidades. A Universidade Regional do Cariri–URCA em parceria com a Secretaria de Cultura de Crato realizará nos próximos dias 29 de junho e 05 e 06 de julho, do corrente ano, um curso de Museologia Social, no Campus do Pimenta da URCA em Crato. As inscrições podem ser realizadas on line,  na Secretaria de Cultura de Crato, pelo link:https://forms,gle/LrdbAT2zwrmz123z6.

E por falar no patrimônio arquitetônico de Crato

 Como era e como vai voltar a ser a fachada do Palácio Episcopal

    Durante as décadas 30 e 40 do século passado, alguns prédios construídos na cidade de Crato foram erguidos dentro do estilo da “Arte Déco”. Algumas construções desse estilo, em Crato que merecem destaque: o Edifício do extinto Banco Caixeiral (hoje aproveitado como loja comercial), o Palácio Episcopal Bom Pastor, o prédio dos Correios e Telégrafos, a igreja de São Vicente Ferrer, o  descaracterizado Crato Hotel e o Edifício Lucetti. Infelizmente a maioria desses prédios sofreram o processo de descaracterização ao longo dos tempos. A igreja de São Vicente desde a década 60 foi coberta por azulejos usados em cozinhas e banheiros.

Fachada da igreja de São Vicente Férrer na década 50 do século passado

 Como ficou depois da colocação dos azulejos na década 60

       Segundo o arquiteto Waldemar Arraes de Farias; “É lamentável a falta de uma política destinada à conservação do patrimônio histórico e arquitetônico de Crato. Aqui se destrói do dia para noite porque não tem ninguém para defender".  Os que resistem, a essa destruição, não têm nenhum tipo de amparo, nem mesmo de uma Lei Municipal, que assegure essa preservação. De concreto consta apenas o tombamento (pela Secretaria de Cultura do Ceará) da Casa de Câmara e Cadeia (na Praça da Sé), da antiga estação ferroviária (no Largo da RFFSA) e do Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, lugar onde viveu o Beato José Lourenço e sua comunidade, na zona rural do distrito Dom Quintino. 

Uma boa notícia

          Ultimamente Waldemar Arraes vem acompanhando o serviço de restauração do Palácio Episcopal Bom Pastor, antiga residência dos bispos de Crato. Este imóvel teve sua construção iniciada em 5 de junho de 1937. O projeto de arquitetura é de autoria do escultor italiano Agostino Balmes Odísio, que também foi responsável pelos serviços de direção e administração da construção desse palácio, concluída em 1940. Na falta de uma política pública de conservação de imóveis, a Diocese assumiu esta nobre missão.

Um prédio no estilo “Art Déco”    

Obras de restauro da fachada do Palácio

        Segundo Waldemar Arraes Farias, o Palácio Episcopal, patrimônio da Igreja Católica, é um dos poucos exemplares da arquitetura no estilo “Art Déco” ainda existentes na cidade do Crato. Faz parte da história da Igreja nesta cidade e, consequentemente, da história do município. O imponente edifício, lugar na memória afetiva dos cratenses e é um testemunho atual do desenvolvimento da cidade durante os anos de 1930 a 1950 do século XX. 

    Explica Waldemar: “Para iniciar qualquer projeto de restauro, precisamos conhecer bem o objeto a ser restaurado e sua história no intuito de obter suporte nas futuras decisões. O trabalho de restauração foi desenvolvido a partir de um estudo arquitetônico detalhado feito através de pesquisa histórica, iconográfica, prospecções físicas e levantamento arquitetônico. No trabalho de recuperação das fachadas do Palácio Episcopal foi tomada a decisão da retirada do revestimento de azulejos para resgatarmos a originalidade estilística do edifício, decisão esta baseada em preceitos técnicos e teóricos adequados”.

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