15 agosto 2018

As malhas do silêncio - Por: Emerson Monteiro


Tão perfeitas, alvas e puras, elas envolvem de beleza o senso da alegria de que carecem os humanos em peregrinações vítimas dos martírios. Ordenamento de valores que iluminam através das derradeiras réstias do sol que se esvaem num passado ingrato. Depararam trâmites de angústia e nem assim dobraram viver diante das dores. Receberam gestos agressivos dos que fugiram da consciência e do amor. Perdoar qual atitude única de corresponder às infinitas religiões e aos idiomas diversos de transformar penhor em luz mais elevada.

Que contrapor face aos desvarios deste mundo esdrúxulo? Dar faces no abismo sem perder de vista o valor da gratidão? Aceitar de bom grado as garras do destino, as latanhadas de feras, dos erros; pesar e medir, e nunca jogar os pés pelas mãos. Exercitar princípios da exatidão e da crença na justiça que em tudo prevalece. Um dizer contido nas marcas do sentimento, rasgos de dragões pela alma; saber que ninguém viverá longe dos olhos do Ser maior e presente no Universo inteiro.

Agora, essa leveza no interior das pessoas que padecem os traumas da amargura e sabem que têm de sobreviver perante o trilho deserto de tanto suor e sofrimento. Ali nuvens escuras cobrem esse fio azul dos olhos e pedem contribuição da inesgotável paciência. Procurar palavras no dever da conformação, entretanto respeitando que existem as vestimentas de quem padece sozinho e só eles devem sentir e transcender as dores deste mundo.

Saber suportar o silêncio nas transições de nossa evolução a níveis superiores, convicções entranhadas de resistir aos desafios e às provas. Domar os sentidos machucados ao jeito de santos e devotos, quase super-homens dos poderes inatingíveis. Ouvir palavras da misericórdia quais lágrimas de humildade e certeza nos dias bons logo a caminho, aonde seremos todos iguais nas bênçãos de novos Céus e alentos da Felicidade.

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