17 março 2018

Crônica do domingo -- por Armando Lopes Rafael

O tempo é o Senhor da Razão
    Em 13 de janeiro de 2002 (e lá se vão 16 anos), escrevi no “Jornal do Cariri” um artigo com o título “Dom João VI, esse injustiçado”. Naquele ano o “Jornal do Cariri” vivia sua fase áurea, bem diferente do que se tornou nos dias atuais. Pois bem, em 2002, estava sendo exibido na Rede Globo, um folhetim, apresentando Dom João VI como um glutão, um despreparado, um omisso e preguiçoso... pipocaram protestos na mídia, escritos por historiadores honestos, repudiando a inverdade histórica da Rede Globo. Um deles, assinado por Evaldo Cabral de Mello dizia: "(A minissérie da Rede Globo) "Quinto dos Infernos" revela muito mais a cabeça dos telespectadores do século XXI do que a realidade do início do XIX".
     Depois de citar, no meu artigo, outros diversos depoimentos de intelectuais brasileiros, todos repondo a verdade sobre Dom João VI, encerrava assim meu escrito:

“O tempo é o Senhor da Razão” (segundo um ditado português). O tempo trabalhará, pois, a favor da revisão de muitos conceitos errôneos amplamente divulgados como "foros de verdade" até 1989. Neste ano, ocorreu a queda do Muro de Berlim. Consequência daquele episódio histórico foi desnudar as mentiras pregadas pelos comunistas e repetidas, ad nauseam, pela esquerda troglodita. Uma dessas mentiras,que será desmascarada,  foi sobre o que representou a instituição monárquica para o Brasil, durante os 1º e 2º Reinados (sob o comando dos imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II). Alguém duvida? É só aguardar. Quem viver, verá...”

***   ***   ***
         Relendo hoje aquele velho escrito, e vendo o panorama atual do Brasil, acredito que “O tempo, Senhor da Razão” cumpriu seu papel.

           Sábado próximo – dia 24 de março de 2018, haverá no Iu-á Hotel, de Juazeiro do Norte, o 1º Encontro Monárquico Conservador do Cariri, promovido pela Juventude Monárquica do Cariri. Um evento feito por jovens. Que trará ao Cariri, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança – bisneto da Princesa Isabel e trineto de Dom Pedro II – representando a família Imperial.
             “Nenhum brasileiro diz de boca cheia que a República deu certo”. Com esta frase, o príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança resume o momento político que o país atravessa. “Voltar à monarquia é um caminho óbvio”, “A República, com seus fracassos, está libertando os monarquistas”. “Ninguém confia na política atual, nas eleições, nos partidos”. “Nós enxergamos o Brasil como uma família. Hoje, a unidade da nação está destruída”. Estas são afirmações recentes de Dom Bertrand. Ele acrescenta: “Ser conservador não é ser retrógrado. Prezamos as tradições. Todas as questões podem ser debatidas. Contudo, é essencial os direitos naturais, como a família, a livre iniciativa, a propriedade privada e o princípio da subsidiariedade” (*).
                   É isso: O tempo é o Senhor da Razão!

(*) O Princípio da subsidiariedade é um princípio legal que determina caber ao direito penal ou ao estado resolver um conflito apenas se nenhum outro meio civil for capaz de resolve-lo.Ou seja, o que o menor pode fazer, o maior tem que respeitar.
Armando Lopes Rafael

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