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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - MENSAGEM DE ANO NOVO - Dihelson Mendonça ( 01-01-2018 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



30 dezembro 2017

Por que a ideologia de luta de classes é anticristã -- Por Vitor Erni Matias Figueiró

   “Luta de Classes”,  um conceito muito difundido, talvez banalizado, mas inegavelmente popular, mesmo que subjetivamente. É comum que seja assim, não só com este, mas com vários outros conceitos, que ganham conotações diferentes, como uma palavra que ganha diferentes sentidos conforme os anos passam. Não podemos iniciar um texto sobre luta de classes sem antes falar do termo anterior: a ideologia. Por ser um termo deveras espinhoso, explicarei rapidamente as duas definições possíveis, coligando-as de modo a facilitar o entendimento.
   Primeiro, pode-se defini-la como um conjunto de ideias e doutrinas individuais ou de grupo, algo como uma subcultura; segundo, pode-se defini-la como meio de dominação por meio do convencimento. Arranjando os termos, temos uma subcultura ilusória. Russel Kirk (1918 - 1994) define a ideologia como a secularização da religião, com seus próprios santos, dogmas e rituais, prometendo um paraíso terrestre contanto que se siga sua sistemática doutrina; por tais características, ela atrapalha o juízo humano, direcionando-o a um ponto, mascarando seus defeitos por meio de sofismas; e por manter tal fidelidade ao seu dogma, causa a divergência entre homens. Assim, a ideologia cria o caos.
   Posto tal ponto, é possível falar da luta de classes. Tal conceito é cunhado por Karl Marx (1818 - 1883) para nomear o confronto entre “classes” de pessoas, definidas pelo seu “capital acumulado”: há a "burguesia" (dona dos meios de produção) e o "proletariado" (o trabalhador braçal). Para Marx, os trabalhadores estariam influenciados pela ideologia burguesa e, para fugir desta alienação, deveriam concorrer na luta ideológica, e então cunhar a revolução.
   O próximo passo, então, é responder à pergunta essencial deste artigo: porque a ideologia de luta de classes, ou, porque a ideologia e a luta de classes são anticristãs?
   Richard M. Weaver (1910-1963) nos diz que a harmonia entre nações que estão divididas em grupos maiores ou menores não depende da quimérica ideia de igualdade, mas de fraternidade, um conceito muito anterior e que está fortemente arraigado no sentimento dos homens. Não é difícil ver que tal ideia é perfeitamente aplicável, visto que a fraternidade demanda respeito e proteção, como em uma família, onde o irmão mais novo pode exigir que o irmão mais velho cumpra seu dever, através de uma rede de sentimentos. – Muito semelhante à famosa frase de Jesus, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”; em que amar não é concordar com tudo o que o próximo diz ou faz, pois não implica amar ações, aplica amar o indivíduo substantivamente; e isso não exige qualquer igualdade fora a substância. Ou seja, humano, e nada mais que isso.
   Logo de início, vemos que o ensinamento de Cristo atrita com Marx, mas, antes disto, há o atrito com a ideologia; o catolicismo é Religião, não secularização, e não quer ocultar a verdade, mas revelá-la, pregar a igualdade substantiva e não material, o amor fraterno e mútuo entre as pessoas humanas. Um pouco de leitura cristã mostra que o homem possui uma imperfeição intrínseca ao ser; pois, se fosse perfeito, seria Deus, o único Perfeito. Mas, por ser feito à imagem de Deus, ou seja, à imagem do Intelecto infinito, o homem possui intelecto, ou a virtude da razão, o que o diferencia dos animais. Por tais características, o homem pôde desenvolver a Filosofia para buscar a verdade. Por ser imperfeito, porém, o homem não pode conceber um sistema perfeito, e não pode conhecer todas as verdades. Mostrar verdades fundamentais e evitar erros é a função da Revelação, esta que é estudada e corroborada pela Teologia, com o auxílio da Filosofia: a união da ciência de Deus e a ciência do homem.
   Querer por meio da ideologia oferecer um sistema que promete a verdade absoluta, pressuposta pela imperfeita razão humana, é em si automaticamente anticristão, com o agravante de causar atrito entre os homens, em oposição à fraternidade proposta pelo cristianismo. Postas as cartas na mesa, a luta de classes é essencialmente anticristã. Mais que tudo, o objetivo deste, além de explicar a divergência entre os termos de forma enxuta, é o convite à leitura. Há muitas ideologias no mundo, e há ideias que são consideradas como se fossem mas não são, outras mascaradas de cristianismo, outras não, outras que o apoiam, outras que querem destruí-lo.


Raquel Dodge diz que Cid Gomes "corrobora" denúncia da JBS contra ele

 Crédito da foto:Mateus Dantas
Segundo a PGR, ex-governador deu à Justiça dados que confirmam denúncia de Joesley, no caso de créditos do ICMS que teriam sido liberados em troca de doações de campanha. Dodge também recomenda divisão de processos
Fonte: jornal O POVO, 30-12-2017 (por Daniel Duarte).

   Parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que informações do ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) corroboram acusações contra ele, na delação premiada de Wesley Batista, um dos donos da JBS.
   A informação é de reportagem do jornal Folha de S. Paulo. O parecer de Raquel Dodge foi emitido no início de mês como resposta ao pedido de Cid Gomes de que Wesley Batista fosse processado por calúnia.
   Nele, Dodge faz referência às informações de Wesley de que o grupo JBS teria feito repasses para campanha de reeleição Cid, em 2010, a pedido do ex-governador, negociando pagamento de dívida de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e serviços) de uma das empresas do grupo, a Cascavel Couros, como troca pela contribuição.
   Como Wesley disse na delação que resistiu, quatro anos depois, ao pedido de R$ 20 milhões para a campanha do governador Camilo Santana (PT) porque o Estado lhe “devia R$ 110 milhões” em créditos de ICMS, referentes aos anos de 2011 e 2013, Cid Gomes informou à Justiça, como revela o parecer de Dodge, que realizou, sim, os pagamentos.
   “Os pagamentos no total de R$ 41 milhões ao longo de três anos e o pagamento de R$ 110 milhões apenas no ano de 2014 na verdade corroboram o que foi narrado pelo colaborador”, diz Raquel Dodge no parecer.
   Conforme a procuradora-geral, a afirmação de Wesley de que o Ceará “não pagou nenhum centavo” se trata de figura de linguagem – visto que foi recebido uma parte do dinheiro, R$ 41 milhões –, sendo “recurso exagerado na narrativa” de Wesley e não podendo “conduzir à tipificação da conduta” (caluniosa).
   Cid Gomes foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às tentativas de ligação durante a tarde e noite de ontem. Em nota, a assessoria afirma que Cid já se pronunciou “sobre o assunto à época em que foi divulgado o caso, rebateu com dados as falsas acusações e anunciou um processo contra Wesley Batista por mentir à Justiça” e que “cabe à Justiça analisar e dar prosseguimento”.
   O governador Camilo Santana reforça ao O POVO que “Cid Gomes é homem sério, honrado, e não compactua com coisas erradas”.
   Líder da base governista na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT) disse que a posição da procuradora “não é uma decisão, mas apenas uma opinião”. “Respeitamos, mas disccordo. Se a denúncia for acolhida – o que não acredito –, Cid provará, com o que tem, que não procede”, garantiu Leitão.
Entenda o caso
Divulgação da delação
   Delação dos sócios da JBS, os irmãos Wesley e Joesley Batista, é tornada pública no dia 19 de maio. Nela, Wesley acusa o ex-governador Cid Gomes de pedir “propina” para a campanha de Camilo, em 2014. O dinheiro seria repassado em forma de doação oficial, como havia sido feito em colaboração para a campanha de reeleição Cid em 2010. Na narrativa de Wesley, Cid enviou Arialdo Pinho, então chefe da Casa Civil do Estado, ao escritório da JBS para conseguir uma “contribuição financeira” para a campanha de 2010. O repasse, então, foi de R$ 5 milhões, em troca de uma liberação de créditos de ICMS para empresa do grupo JBS. Já em 2014, o próprio Cid Gomes teria se dirigido ao escritório da JBS em São Paulo, segundo Wesley. O empresário alegou ter resistido, visto que o Governo do Ceará lhe devia o crédito de ICMS no valor de R$ 110 milhões.
22 de maio Cid Gomes se defende
   Em coletiva de imprensa, O ex-governador Cid Gomes confirmou ter se reunido com os irmãos Batista, mas negou ter tido financiamento de campanha como finalidade. Segundo ele, o deputado federal Antonio Bahlman e Arialdo Pinho, “já licenciados”, “cumpriram tarefa regular” de “financiamento de campanha no Brasil”.

29 dezembro 2017

A incongruente “Zona Azul” de Crato – por Armando Lopes Rafael


   A nova “Zona Azul” reimplantada pela atual administração municipal de Crato é cheia de incongruências. Vejamos apenas uma delas. A Rua Tristão Gonçalves  – mais conhecida como Rua da Vala – no centro comercial da cidade, não foi beneficiada com o serviço da Zona Azul. A Rua da Vala é, provavelmente, a artéria urbana do centro citadino com maior número de veículos estacionados. Dado a sua extensão ali são estacionados, por exemplo, duas vezes mais veículos do que na Praça da Sé. E nesta última existe a “Zona Azul”.
     A razão dessa incompetência? Ninguém sabe. A Rua da Vala tornou-se um dos “points” onde os flanelinhas mandam e desmandam; onde as motos invadem o espaço antes destinado aos veículos; onde os entulhos das construções são colocados nas calçadas prejudicando o direito de ir e vir dos pedestres. Naquela rua estão localizados os Correios, clínicas, consultórios e laboratórios médicos, cartório, muitas lojas, padaria, oficinas mecânicas, dentre outros estabelecimentos de utilidade pública.
      Tivéssemos vereadores atentos aos interesses do povo, ou uma imprensa que agisse como outrora agia a nossa imprensa (na defesa do interesse da população) diariamente ouviríamos apelos para implantação da “Zona Azul” na Rua Tristão Gonçalves.
         Mas o que se observa, infelizmente, é a acomodação e omissão das nossas autoridades. Até quando?

Neste dia 1º de janeiro, Dom Fernando Panico chega aos 72 anos – por Armando Lopes Rafael


    Uma curiosidade: apesar de ter vindo ao mundo, em 27 de dezembro de 1945, Dom Fernando Panico foi registrado oficialmente como tendo nascido em 1º de janeiro de 1946. Seus pais, Vito e Luzia Piri Panico, bem como seus irmãos mais velhos – como toda a população italiana – tinham sofrido os horrores da Segunda Guerra Mundial. Os genitores de Dom Fernando tentavam esquecer as dificuldades que enfrentaram, no decurso daquele longo conflito. A Itália entrou na Guerra, em junho de 1940, e o conflito só foi encerrado em maio de 1945, com a capitulação da Alemanha. Naqueles cinco anos de luta armada, a população italiana sofreu com a falta de gêneros alimentícios e de medicamentos, com o desemprego, com a morte dos seus soldados, nos fronts de batalha e até com a falta de agasalhos para enfrentar o frio.
     Aliás, essas dificuldades ainda persistiram, durante algum tempo do “pós-guerra”. E motivou o Sr. Vito, patriarca dos Panico, a só efetivar o registro civil do filho caçula, no primeiro dia de 1946. Fê-lo como uma espécie de bom augúrio, com o desejo de que o novo rebento da família – que não tinha passado pelos padecimentos da guerra – pudesse levar uma existência, sem qualquer ligação com o passado bélico da Itália.
          Dom Fernando Panico foi o 5º Bispo Diocesano de Crato. Governou a nossa diocese por 15 anos e 6 meses. Dias atrás entrei no Hospital São Francisco e lembrei-me do nosso bispo-emérito. Logo após sua posse na Diocese de Crato, Dom Fernando se deparou com um problema que se arrastava há anos: o sucateamento do Hospital São Francisco. Este vinha sendo tocado, de forma empírica, por pessoas que não tinham experiência em gestão hospitalar. Sentiu Dom Fernando que a continuar aquele modo de gerenciamento, o Hospital São Francisco iria encerrar suas atividades. Como veio a acontecer, posteriormente, com o Hospital Pediátrico Mons. Rocha, com o Hospital Manoel de Abreu e com a Casa de Saúde Santa Teresa (todos em Crato). Bem como aos hospitais São Lucas e Santo Inácio (em Juazeiro do Norte), para citar apenas estes exemplos.
     Dom Fernando mandou realizar um profundo estudo, concluindo que a administração do Hospital São Francisco deveria ser feita por uma instituição especialista em gestão de casas para tratamento de saúde. Foi então que cedeu, através de um comodato, a gestão daquela unidade hospitalar à Sociedade Beneficente São Camilo, de São Paulo. Foi isso – e unicamente isso –, que evitou não só o Hospital São Francisco de encerrar suas atividades, como também melhorar e ampliar o seu atendimento, adquirir novos modernos equipamentos médicos, e servir hoje de referência hospitalar em todo o Sul do Ceará.

28 dezembro 2017

Piso salarial do professor terá aumento de 6,81% em 2018


Com o aumento, piso nacional do magistério será de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais.

O governo federal anunciou um aumento de 6,81% no piso salarial dos professores para 2018. O piso nacional do magistério passará a ser de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais.
A portaria que autoriza o aumento foi assinada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta quinta-feira (28). O índice, anunciado pelo MEC, é 4,01% acima da inflação prevista para este ano, que é de 2,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).
Nos últimos dois anos, os professores tiveram um ganho real de 5,22%, o que corresponde a R$ 124,96, segundo o Ministério da Educação.
O reajuste anunciado segue os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro.
O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundeb, que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda) em relação ao penúltimo exercício. No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015.
Fonte: Agência Brasil
Via BLOG DO CRATO


Mais 1.305 policiais militares são graduados nesta quinta-feira (28) e reforçam efetivo do Ceará


Após 1.350 policiais militares se formarem em outubro deste ano, reforçando o efetivo da PM no Ceará, outros 1.305 agentes de segurança foram empossados nesta quinta-feira (28) pelo governador do Estado, Camilo Santana, em solenidade no Centro de Eventos. Aprovados no último concurso público para a carreira de praça, realizado em 2016, os soldados, agora graduados, já poderão atuar nas ruas de todo o território cearense.

De acordo com o Governo do Estado, a meta é ter 4.200 novos policiais reforçando o policiamento nas ruas ainda no primeiro semestre de 2018. A terceira turma de aprovados no último concurso da PM, inclusive, já iniciou o curso de formação profissional na Academia Estadual de Segurança Pública do Estado (Aesp/CE).

Lançado em julho de 2016, o concurso para soldado da PM no Ceará teve sua primeira etapa realizada no dia 25 de setembro do ano passado e contou com a participação de 70.133 candidatos. Já na segunda etapa, os aprovados passaram por inspeção de saúde, com exame médico, biométrico, odontológico e toxicológico. Por fim, os candidatos foram submetidos ao curso de formação da Aesp/CE, que inclui avaliação psicológica, de capacidade física e investigação social.

Via BLOG DO CRATO

Mundo interior - Por: Emerson Monteiro

Numa dessas manhãs frias da Serra, ia levá-las à escola quando se desenvolveu assunto em que falávamos de perfeição. Ainda com a voz sonolenta, Janaína disse: - Meu pai, a perfeição só existe no mundo das ideias, segundo Platão. Parei no tempo do pensamento e vi que chegava lá onde interessava continuar por minha conta e risco. Daí interpretei as suas palavras; logo a perfeição existe. No mundo das ideias. Há esse mundo, portanto, e como chegar a ele significaria trocar passos, indo em frente. 

Na pressa dos pensamentos, raramente pessoas aceitam olhar os meios que possuem como as alternativas aqui bem próximas das mãos. Divisar a porta que trará o senso do mistério; e abri-la. Desvendar os olhos que antes não quiseram ver, mas que de cego nada tinham. Olhar o mundo em novas dimensões. Aceitar a condição de transpor a realidade através do que ora possui.

Esse mundo das ideias representa, nada mais, nada menos, a fonte da libertação de que falam profetas, poetas e místicos, viés da transformação da matéria em espirito. Isto qual parte integrante do ser, à luz da humana Consciência. Naquele momento, via ao longe o corredor imenso que permeia nós de nós mesmos, e tantos insistem ficar presos ao passado, ou lançados nas imprevisões do futuro, no porvir. Deem a ele o nome que desejem, no entanto ele existe. Fonte viva. País das maravilhas. Reino de Deus. Conquanto viva em si a matriz da Salvação, no redemoinho dessas nuvens diversas, cá estamos a vagar nas sombras à cata do significado das horas, viajantes das estrelas. Há em nós resposta suficiente a esse enigma de tantas vezes chegar e sair, e chegar outras vezes ao chão do Planeta, plano dos seres e objetos em constante movimento dos astros.

Artesões da própria sorte, toquemos o barco no rio do Tempo ao furor das existências, e, coautores da Criação, sigamos os sinais que possibilitam viver, sonhar e realizar, no seio dos mitos e das ideias, a Felicidade em nós, do zero ao Infinito... 

27 dezembro 2017

E quando menos se espera - Por: Emerson Monteiro

Já há alguns dias não escrevo. Veio esse período de final de ano, época feliz de Natal e proximidades do Ano Novo, tempo de reflexões. Um tanto de gente pega seus carros e saiu vagando mundo afora. Reúnem as famílias nas salas de janta e, juntos, cantam cantigas de alegria face aos momentos que surpreendem pelos sentimentos que parecem dominar a realidade. Os humanos são assim diante das emoções, cheios de amabilidades e surpresas Certa vez vi um filme da Segunda Guerra que mostrava cena de noite natalina face à luta entre soldados alemães e russos e, ao instante em que comemoravam o nascimento de Jesus, suspendiam o fogo e se confraternizavam quais irmãos que sejam.

Época assim, de saudades fortes, ausências de não ter tamanho dos entes queridos que o passado carregara. Horas que sumiram nas dobras dos caminhos, de lembranças intensas. Circulam nos ares esses fiapos de presenças que regressam, rodopiam e desaparecem, deixando no peito apertos de distâncias e nunca mais. Entre esses cascalhos de abandono das idades alguns insistem permanecer grudados no manto das sombras, quais fantasmas de histórias antigas. Sopram aos ouvidos o hálito perfumado de amores longe.

Mesmo jeito que chegam, as flores deixam seu perfume entranhado na gente e chafurdam as águas desse todo universal que somos nós, insistências de viver. Trabalham a matéria prima do desejo de continuar vagando nessas ruas solitárias, cheias de cenas e visagens que regressam aos bastidores do teatro à busca de novas ocasiões de machucar a sensibilidade que ainda não dorme outros 365 de todo ano. Espécie de abismo intransponível abrirá, pois, o chão e depositará os desejos de solidariedade que mexem no coração das pessoas. De vez em quando, no entanto, ferverá em si a vontade poderosa de seguir o Mestre Divino e conhecer da esperança que renova esse espírito natalino das criaturas humanas.

26 dezembro 2017

Estando distante, vejo o Crato pela lembrança - Crônica de Gabriel Xenofonte.



Estando distante, vejo o Crato pela lembrança. E quando isto ocorre, eu sempre resgato da memória um Crato que talvez eu nem mesmo tenha conhecido. Um Crato quase idílico e quimérico, que teceu-se em mim através das lembranças alheias que os outros me passavam.

Assim, eu as fui guardando e acumulando de tanto ouvir, para depois bordá-las todas à minha própria memória como se me pertencessem. Mas eu acho que, de algum modo, elas me pertencessem. Embora indiretamente. Evocar a glória do passado é o consolo dos que não aviveram.
Quem sabe isto seja obra da ótica que emprego nesses momentos. A ótica turva e fantástica da saudade, que maquila a lembrança do que está ausente, com o pincel sublime da utopia. Deixo meus pensamentos dormitarem sob a lembrança do Crato, de seus becos e praças ensombradas,para tentar revigorar a mente com o bálsamo e o conforto que só mesmo a Terra-Mãe pode me dar.
Tantas vezes já ocorreu-me escrever sobre o Crato, mas deixava sempre esta ousadia para uma chance em que pudesse discorrer mais sabiamente sobre suas venturas. Sobre suas belezas e singularidades.
Inspirava-me em cada brisa que soprava entre os ramos do arvoredo da praça da Sé; Em cada casarão apagado e misterioso que deixava-me aflito de curiosidade para conhecer sua história; Nas ruas mais antigas, nas sacadas da Nelson Alencar...
Eu buscava inspiração em tudo que me remetesse a outros tempos ou que me parecesse particular, extremamente particular, à vida Cratense. Tantos nomes eu sabia, tantos lugares... Tantos fatos que construíam-se dentro de mim para formar esta imagem de um Cratoque, hoje, só existe em meu Coração.
O Crato de Cândido Figueirêdo; de Nemezin; de Luiz Barreto; de Thomaz Osterne; de Bárbara de Alencar; Virgílio e Antônio Xenofonte e tantos outros. O Crato de Nezim Patrício de Aquino e dos irmãos Divani e Huberto Cabral. O Crato da Chapada!
Falo daquele nosso Crato do Votoran e do Pau do Guarda. Do Madrigal; da Praça dos pombos; da estação do trem e do Mercado Redondo.
Como esquecer o Crato proibido de Glorinha e Maria Alice; Os encontros mais que memoráveis na inesquecível Sorveteria Glória, na Cisneilândia e no Alagoano. Esse Crato da Rua Grande, da Pedro II e da barbearia Elite. Crato da Decolores, da Padaria Sidrim e das conversas infindáveis nas calçadas.
O Crato de seu Pedro Felício; de Bantim e da Casa dos Leões. De tantos personagens eternos, dos quais eu só conheço o nome e seus "causos". É como diz a expressão imperecível: "Isso, só no Crato!"
Viva o novo Crato que resgata sua cultura! Viva a rica literatura regional, viva o cordel imortal! Viva o Reizado! Essa cidade de Bastinha (Nunca nos esqueçamos de sua irmã Adalgiza), de Josenir Lacerda e de Ulisses Germano. A cidade da rima.
Das crônicas de Mademoiselle Claude Bloc, dos textos mais que poéticos de Roberto Jamacaru e das palavras inigualáveis de João Marni. Crato de Zé Flávio, de Dr. Gesteira e de Madre Feitosa.
É desse Crato que eu falo; Desse Crato que eu tenho saudade e que amo tanto. O Crato que não se esquece de si mesmo e que perpetua o esplendor do passado para que ele se reflita no presente e se encaminhe para o futuro. O Crato do povo que luta, que canta e que ri. E que jamais deixará de ampliar e mostrar sua Cultura genuína.
Mas agora, cá me encontro nessa mistura tão tenra de amor e de saudade da minha terra; Mas de muito orgulho e ternura também. Cá me encontro; buscando palavras que resumam tudo o que quero dizer e que quero exaltar.
Enfim não as encontro. E por isso paro por aqui, mas não sem deixar as reticências de tudo o que não disse por esquecimento ou falta de espaço. Não me encerro, mas concluo.
Deixo a quem lê, o pedido de que ame esta terra e de que nunca se esqueça dela. Nem mesmo, por mais longínquo que esteja; Por mais distante que esteja, levai o Crato contigo. Levai o Crato na alma...

Por: Gabriel P. Xenofonte 
Colaborador do Blog do Crato
Foto: Rua Nelson Alencar. De autoria de Renato Rodrigues.

BLOG DO CRATO - 26/12/2017

25 dezembro 2017

Conquistas pioneiras de Crato – por Armando Lopes Rafael


   Em 1874, o primeiro bispo do Ceará, Dom Luiz Antônio dos Santos, atendendo à sugestão de um filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista, fixa residência temporária nesta cidade, com o objetivo de construir um Seminário, a funcionar como um suplementar do Seminário Episcopal, existente na sede da diocese, Fortaleza, distante cerca de 600 Km do Cariri. Em 1º de março de 1875, ainda de forma precária, o Seminário São José do Crato é colocado em funcionamento.
   Em 8 de dezembro de 1908, o vigário Pe. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, convoca as autoridades e lideranças da cidade, com o objetivo de solicitar ao Bispo do Ceará encaminhar a Santa Sé o pedido de criação da diocese do Crato. É formada uma comissão com as lideranças e os notáveis da terra para os trabalhos preparatórios da nova diocese.
   Em 20 de outubro de 1914, o Papa Bento XV, através da Bula “Catholicae Ecclesiae”, cria a diocese do Crato, a primeira do interior do Ceará. Em 10 de março de 1915, o vigário Quintino é preconizado primeiro bispo da nova igreja particular. A partir de então, diversas iniciativas da Diocese do Crato são responsáveis pelo surto de progresso sentido na cidade. Uma delas a criação, em 1921, da primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que presta grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região.
   Em 1922, Dom Quintino torna-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará, porquanto dota o Seminário São José de Curso Teológico. Este, subdividido em Curso de Filosofia, feito em dois anos, e Curso de Teologia, em quatro anos, proporciona ao novo presbítero receber no Crato a licenciatura plena. Dom Quintino planta, assim, a semente germinativa da Faculdade de Filosofia do Crato (criada em 1959) que foi, por sua vez, o embrião da atual Universidade Regional do Cariri (URCA), criada em 1986. Esta universidade leva a instrução superior in loco à vasta área do Estado do Ceará. E recebe no Crato alunos residentes nos Estados do Piauí, Paraíba e Pernambuco. Hoje, o Crato é um dos mais importantes polos do ensino universitário, no Nordeste brasileiro.
   Em 1946, quando não se fala em ecologia ou biodiversidade, o Crato é palco de nova ação pioneira. Através do Decreto n° 9.226 de 02 de maio de 1946, o Governo Federal cria a primeira reserva florestal do Brasil. Trata-se da Floresta Nacional do Araripe, que tem boa parte da sua reserva encravada no Município do Crato. Constituída por mata primária, clima ameno, além de possuir boa variedade de fauna e flora nativas, fontes naturais, pequenas grutas e fósseis, a Floresta Nacional do Araripe vem permitindo a pesquisa científica, recreação e lazer, educação ambiental, manejo florestal sustentável e turismo.
    Em 2004, o Governador do Ceará, Lúcio Alcântara, confiou ao então Reitor da Universidade Regional do Cariri–URCA, Prof. André Herzog, a implantação do Geopark Araripe. Geoparque (ou geopark, em inglês) é uma marca atribuída pela Rede Global de Geoparques (GGN), sob os auspícios da UNESCO.  A iniciativa visa preservar territórios importantes para o nosso planeta. O GeoPark Araripe foi o primeiro geoparque das Américas e do Hemisfério Sul reconhecido pela GGN (Global Geoparks Network). Ele é composto por 9 geossítios que estão distribuídos em 6 municípios da Região do Cariri: Batateiras (Crato), Pedra Cariri e Ponte de Pedra (Nova Olinda), Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz (Santana do Cariri), Cachoeira de Missão Velha e Floresta Petrificada (Missão Velha), Riacho do Meio (Barbalha), Colina do Horto (Juazeiro do Norte). O território desse geoparque brasileiro, patrimônio da humanidade, totaliza uma área de 3.441km². Quatorze anos depois de implantado o Geopark Araripe é a vitrine da Universidade Regional do Cariri e um empreendimento que eleva o nome do Ceará em todo o Brasil.
É o Crato pioneiro. Sempre à frente dos acontecimentos futuros...

Retrospectiva 2017: o Rio de Janeiro no fundo do poço

Servidores sem salário, desmonte na educação, saúde em colapso e violência crescente
Fonte:Jornal do Brasil On line
Enquanto a população do Rio de Janeiro sofreu em 2017 a maior crise da história do estado, o ex-governador Sérgio Cabral – 17 vezes réu e quatro vezes condenado pela Lava Jato - pareceu ainda gozar de privilégios mesmo na cadeia. Os servidores não tiveram dinheiro sequer para comer, os hospitais entraram em colapso, o comércio fechou as portas, o desemprego alcançou níveis alarmantes, a educação sofreu um desmonte e a escalada da violência matou até bebês antes de eles nascerem, e tornou alvos jovens pobres e negros e policiais militares que ultrapassaram a dramática marca de 100 mortos somente neste ano. Na prisão, Cabral respondeu por seus crimes contra o estado e a população fluminense com um simples pedido de desculpas.
Além disso, outros dois ex-governadores do Rio, Anthony e Rosinha Garotinho, foram presos na mesma Cadeia Pública, em Benfica. Na véspera de Sérgio Cabral completar um ano atrás das grades, também foram presos o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani, e dois deputados estaduais, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.
Servidores Públicos
A venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) foi aprovada pela Alerj como forma de socorrer as finanças do estado. O governo do Rio prometeu utilizar todo o valor de R$ 2,9 bilhões para pagar o que deve aos servidores estaduais. A medida, entretanto, é polêmica, pois, segundo os funcionários da Companhia, com a privatização o consumidor passará a pagar mais pela água, a exemplo do que teria acontecido em empresas de saneamento vendidas à iniciativa privada em anos anteriores.
Segurança Pública
 A crise política chegou e a falência do Estado também. O clima foi de depressão e de mais violência. E essa violência atingiu em cheio a Rocinha. Tiroteios, toque de recolher, jovens perdendo o vestibular na Uerj, suspensão do direito de ir e vir e medo. O terror se instalou na Rocinha, enquanto na outra ponta da cidade era possível ouvir o som do famoso festival de música Rock in Rio, que atraiu mais de 700 mil pessoas de todo o Brasil.
A crise do Rio, entretanto, não atingiu somente a segurança pública. Quem assistiu a Tom Jobim ser homenageado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1990 não imaginava que seu palco sofreria com um desmantelamento gradual, com risco de fechar as portas. A universidade que já formou três ministros do STF – Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Luis Roberto Barroso –, recebeu o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, e foi pioneira em diversos programas públicos, como a idealização do Sistema Único de Saúde (SUS) e o sistema de cotas, sofreu com um grave processo de sucateamento, o pior em toda sua história, agravado pela crise financeira do estado.
Educação
Professores, ativistas, e defensores da rede pública e gratuita de ensino acreditam que a crise da Uerj é, na verdade, um projeto para acabar com a educação pública e gratuita. Um parecer da Subsecretaria vinculada ao Ministério da Fazenda, chegou a sugerir "a revisão da tarefa do ensino superior", caso o Estado falhe em colocar em prática alguma das medidas de ajuste já acordadas no Regime de Recuperação do Rio. Apesar disso, a Uerj foi eleita a 11ª melhor universidade do Brasil, segundo ranking da Times Higher Education, uma das principais avaliações educacionais do mundo todo.
Saúde
Na saúde, profissionais da área decretaram, no último dia 12, “calamidade pública técnica” no estado. A decisão foi dos conselhos regionais profissionais de medicina, nutrição, fonoaudiologia e fisioterapia, que justificaram a medida como forma de alerta para a crise que afeta hospitais e outras unidades de saúde.
Legado Olímpico
 Em meio ao caos, surge a pergunta: um ano após Olimpíada, e três após a Copa do Mundo, onde está o legado dos grandes eventos esportivos prometido pelos ex-governantes? Cabral virou mais uma vez réu, junto do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman, e o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, o "Rei Arthur", pelo crime de corrupção devido à suspeita de votos para a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Fonte: Excertos da matéria publicada pelo Jornal do Brasil on line, disponível na Internet

23 dezembro 2017

Limites do inesperado - Por: Emerson Monteiro

Impressões de quando todas as sustentações da crença restam apenas qual matéria de memória, repetição de rituais. Hora em que o teto das possibilidades atingirá as fronteiras nunca vistas entre o desespero e a sanidade. Bem nesse cume de everests insondáveis, onde as expectativas humanas viram trapo, quando a sede fere os rebanhos e o mato esturrica nas caatingas exaustas, nessa hora, o extremo oposto da visão dos desencantos parece tomar conta do mundo em volta. A quem buscar, então, pedir, implorar?

Horas definitivas de provação significam isso. A gente sustentar que tem fé, que os santos nos amparam e auxiliam, mas de uma hora a outra fechará o tempo e todo arranjo em nada se desfará. Esconder aonde a ausência de sentido que da vida resultou perante as teorias todas que desapareceram feito nuvens ao vento? São os limites do inesperado, extremos do possível. Havia um planejamento de uso, que não produziu apenas os frutos indesejados de vazio. Daí a solidão, a exaustão das capacidades antes imortais.

Contam que os santos viveram tais horas e entregaram de vez o que sobrara das vaidades num único instante e para sempre, nas fogueiras, nas masmorras, nos circos. De que adiantaria resistir sem mais com que contar?!  Vidas em movimento geram essas situações insustentáveis de resistência.

Entretanto há de revelar em si a sofrência e suas respostas que a consagram no rol da misericórdia divina. Face a face com o destino, ninguém será tão sozinho nas calandras do mistério. O nível máximo da convicção estabelecerá, pois, o triunfo do espírito sobre a matéria. Isto no dia em que virá a prova de fogo da certeza. Ali naquele momento sagrado quem viver verá a luz que acende e revela o íntimo da dor e a paz da Libertação.

A grande verdade - Parte 1 - Por: Dihelson Mendonça


01 - Vivemos numa grande MATRIX, arquitetada há muitos anos e mantida pelo sistema, que escraviza a mente das pessoas e as torna dóceis e subservientes através do controle social, mediante as religiões, a política, a mídia oficial ( que é o braço direito dos governos ), as "leis", forjadas para defenderem sobretudo, o Estado, a intimidação militar, e a tecnologia. Qualquer um que se rebelar contra essas formas de escravidão e dominação, será atacado pelo sistema, e confrontados pela maioria que dorme, sem saber que são controlados, como marionetes.

02 - Nunca estivemos sozinhos no universo. A humanidade é produto de um hibridismo entre raças alienígenas que aqui chegaram centenas de milhares de anos atrás, e a nossa espécie foi aperfeiçoada cerca de 11 vezes até o estágio atual, sendo a grande e última mudança, ocorrida há cerca de 50 mil anos atrás. Estamos sendo acompanhados desde o princípio, mas as interações entre humanos e aliens só se fazem quando absolutamente necessárias, somente com o propósito de garantir a integridade do planeta, e para que nossas experiências termonucleares não causem perturbações na órdem cósmica e noutras raças que dividem o planeta. Vivemos na terra, mas não pertencemos a ela. A grande maioria das pessoas ainda não está preparada para encarar a verdade de que não estamos sozinhos, nunca estivemos, e nem nunca fomos prioridade. A ignorância sobre esses fatos, é semelhante ao tempo em que se pensava que a terra era o centro do universo, e somente com Copérnico e Galileu se observou que a terra não era única, mas girava em torno do sol. De forma análoga, vivemos num mar de ignorância ainda, por não conhecermos que somos apenas uma entre milhões de outras raças que habitam o cosmos. Mas há um movimento de "disclosure" ( revelação ) em todo mundo sendo trabalhado há décadas por pessoas esclarecidas destes fatos, de forma cada vez mais acentuada, através de filmes, palestras, relatos, testemunhos e provas, para nos preparar para o evento mais importante da história da humanidade, quando finalmente saberemos quem somos, porque estamos aqui, e para onde iremos. A mensagem da presença constante de outras raças interessa mais ao nosso conhecimento do que a quaisquer outros povos. Já estamos firmes neste rumo, e a revelação e admissão oficiais por parte dos governos não tardará, sob a constante pressão popular e a crescente quantidade de testemunhas importantes que surgem a todo instante.

03 - A evolução tecnológica de 50 anos para cá é maior que nos últimos 5.000 anos anteriores, e isso não se deu por mero acaso. Aliás, nada acontece por acaso.

04 - Os governos não estão interessados em que o público conheça a verdade sobre a presença alienígena no planeta, ainda que algumas raças sejam benevolentes. Mesmo agora, quando dezenas de generais da mais alta patente estão vindo a público admitir oficialmente que trabalharam em projetos secretos de engenharia reversa de naves espaciais na Área 51, Dulce, base Right-Patterson e outros, e trataram diretamente com seres alienígenas, estas vozes não alcançam a mídia oficial, mas podem ser encontrados seus extensos depoimentos na internet e nas várias organizações de estudos. Talvez você não verá uma única linha escrita nos jornais oficiais ( Faça a sua pesquisa ). Confissões no leito de morte de segredos altamente confidenciais estão sendo feitos por todo o mundo em relação à presença alienígena e a interação com os governos, para nós, em troca da tecnologia. As consequências de uma eventual revelação de que há pelo menos 50 anos já possuímos tecnologia antigravidade, velocidade de dobra espacial ( Informação tornada pública pelo engenheiro-chefe da Loockheed-Martin ), além de energia livre ( revelada pelo renomado político canadense Paul Hellyer ), se aceitas oficialmente, abalariam o sistema econômico do planeta, e levaria o caos à indústria trilionária do petróleo. As religiões teriam que ser reformuladas quando se tomasse conhecimento de que seres de outros mundos estão sobre ( E SOB ) a terra desde o início, algumas delas, avançadíssimas diante de nós, que transitam entre espaços interdimensionais e foram consideradas por nossos ignorantes antepassados, como deuses, anjos, ou demônios. Suas carruagens de fogo, amplamente relatadas na mitologia dos povos, e nos livros religiosos, são apenas máquinas sofisticadas demais para o entendimento da época.

05 - Quando nossos corpos físicos já não suportam mais, largamo-los e tomamos um outro. Estamos aqui realizando uma missão que nós mesmos escolhemos antes de vir para cá, e aprendendo uma lição, e o preço é ficarmos inconscientes dessa missão por toda a vida, para ser-nos revelados somente após a morte do corpo físico. O espírito, no entanto, é eterno, e se aperfeiçoa a cada vinda. Podemos reencarnar em outros planetas, entre outros povos, bem como podemos voltar na forma de outras espécies. Tudo o que existe, possui uma essência vital.

06 - A realidade não é o que você vê. Vemos a aparência das coisas, moldadas por nossa imaginação. A mente cria e interfere na realidade. A mente tem o poder de alterar o que deve acontecer, para infinitos caminhos e realidades paralelas e suas consequências, com a força do pensamento, a concentração do "eu" mais profundo, e a meditação.

07 - O tempo como entendemos, é uma ilusão. Tempo, espaço, matéria e energia são visões diferentes do mesmo evento. A noção de passado, presente e futuro, só existe no pensamento humano, mas o "tempo" ocorre em modos paralelos, segundo as diferentes realidades.

08 - Há um conhecimento coletivo, chamado acáxico, em que todo o conhecimento dos povos e das pessoas que nos antecederam está presente, e é repassado de geração a geração. Este conhecimento pode ser acessado pelo subconsciente a qualquer instante para fazer uso, e não dos damos conta de quantas vezes o usamos.

09 - A maior velocidade que existe não é a da luz, e sim, a da mente. Assim como nos mostra a física quântica, na questão do entanglement, em que dois elétrons que giram em sentidos opostos, ao serem separados por qualquer distância no universo "sabem" imediatamente se o outro mudou de spin ( direção de rotação ), o que levaria a violação de uma das leis fundamentais da física, a de que a maior velocidade seria a da luz...o pensamento e a velocidade da mente são superiores e trabalham pelo mesmo princípio quântico, trafegando por uma outra "dimensão" e atingindo qualquer parte do universo, sem qualquer interferência do espaço/tempo tal como experienciados neste universo. Assim compreende toda a fenomenologia da energia psíquica, tais como a telepatia, a precognição, a visão remota ( clarividência ), dentre outros.

10 - O cérebro não produz pensamentos. O cérebro é um receptor do espírito, que controla o corpo e faz a mediação entre a estrutura material e o que chamamos de alma. O espírito envolve dimensões próprias e mais relevantes. Cada dimensão, pode, por sua vez, abrigar seres de formas específicas em graus diferentes da evolução cósmica.
Discorda ? Você não precisa acreditar em mim. Faça a sua própria pesquisa, porém, um lembrete: Nunca acredite no que a mídia, governos, chefes religiosos lhes dita, ou o que eles querem que você faça e acredite. Liberte-se da matrix. Há muito mais do que isso para ser revelado em 40 anos de pesquisa. Do your resource ( Faça a sua pesquisa ! ).

Até sempre !

22 dezembro 2017

O Bispo tinha razão: a transposição do São Francisco e a "herança maldita" deixada pelo PT (por Armando Lopes Rafael)

Dom Flávio Cappio em 2007

   Lembram-se daquele bispo católico que, em 2007, fez uma greve de fome, alertando para a preservação do Rio São Francisco? Há 10 anos, Dom Luís Flávio Cappio, Bispo de Barra (BA) denunciou: o chamado Rio da Integração Nacional passava por inúmeros problemas ambientais, incluindo o assoreamento e, naquele curso de água, o precioso líquido ia rarear. Não deu outra.  A cada dia que passa,o Rio São Francisco fica  mais raso. Dom Flávio Cappio dizia que o projeto faraônico da transposição das águas do Rio São Francisco corria o risco de naufragar devido ao pouco volume de água que seria alardeadamente levado para o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. O Bispo estava coberto de razão!
     Chegamos ao final de 2017. Faz 10 anos. Em 2007 todo mundo ficou ao lado do governo mais corrupto da era republicana (verdade que, naquela época,  Lula e o PT ainda tinham alguma credibilidade), e se manifestou contra Dom Flávio Cappio. Muitos (uns por má fé, outros por ignorância)  escreveram que Dom Cappio era um desumano, que não queria dividir a água com os sertanejos do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Foi um Deus nos acuda...
      Hoje sabemos que o bispo é quem tinha razão. A transposição ainda se arrasta depois de 15 anos de iniciada. Os governos corruptos do PT usaram contratos da transposição para obter propinas e eleger seus sequazes. Deu no que deu.
     Segundo o Bispo, em 2007, antes de desviar as águas do rio para a transposição o (des) governo de Lula  precisava de um projeto paralelo de recuperação ambiental com o objetivo de melhorar a qualidade da água daquela bacia hidrográfica. Outra providência que se impunha era o reflorestamento das margens na tentativa de recuperação da mata ciliar, impedindo a erosão, que em muitos pontos está entupindo os canais, gerando assoreamento, causando problemas para a navegação e diminuindo a concentração de espécies nativas. Outra iniciativa que precisava ser feita era a coleta e tratamento das águas dos esgotos das cidades ribeirinhas na Bahia e Pernambuco, na tentativa de diminuir a poluição hoje presente no rio.
      Como “herança” real  da era petista, o IBGE divulgou ontem, 21 de dezembro de 2017, que em 2016, cerca de 66,3 milhões de pessoas de 25 anos ou mais de idade (ou 51% da população adulta) tinham concluído apenas o ensino fundamental. Além disso, menos de 20 milhões (ou 15,3% dessa população) haviam concluído o ensino superior. A desigualdade na instrução da população tem caráter regional: no Nordeste, 52,6% sequer haviam concluído o ensino fundamental. No Sudeste, 51,1% tinham pelo menos o ensino médio completo. O número de analfabetos beira 12 milhões de pessoas.
     Na era petista a prioridade era conceder a esmola do “Bolsa Família” para sustentar a petralha no poder e enganar os incautos, anunciando que em breve o semiárido nordestino teria água em abundância vinda do Rio São Francisco. Me engana que eu gosto!

As imbecilidades publicadas no facebook – por Armando Lopes Rafael

     A ideia inicialmente era boa. O Facebook é uma rede social lançada em 2004 e que hoje ultrapassa 1 bilhão de usuários,  sendo por isso a maior rede social em todo o mundo. Existem, é verdade, boas postagens. Com mensagens construtivas, compartilhamentos fraternos,  bons e verdadeiros  vídeos e lindas fotos. Mas confesso que nunca me conformei com o número de pessoas que usa o facebook apenas para exibir  suas boçalidades; vender suas ideias pessoais ou ideologias de luta de classe, e falar mal -- sempre atacando irracionalmente -- quem pensa contrário. E, o pior, esses espíritos do mal, espargem seu ódio irracional e ainda se julgam “O Rei da Cocada Preta”. Iludem-se pensando que vão influenciar o comportamento de outros. Pelos frutos se conhecem as árvores! Li o interessante o artigo (que transcrevo parte abaixo) o qual  compartilho com o leitor um pequeno texto, por ser um escrito longo, mas  lógico:

O Brasil carcará -- Por Péricles Capanema
   
     Procurava subsídios para artigo e encontrei aos montes o que não esperava. Foi assim. Em vez de fixar a atenção apenas nas colaborações para os sites políticos das mais variadas orientações, voltei-a para a seção de comentários. Deparei-me com o horror. Mares de opiniões pavorosas pela irreflexão, superficialidade, insciência, despropósito, primarismo e boçalidade; aqui e ali, pérolas nos brejos, observações inteligentes.
    Aproveitei o embalo e, para verificar se o fenômeno era generalizado, fui espiar por alto repercussões em sites de futebol, mundo do espetáculo e algo mais. Mesma coisa. Propositadamente deixo de lado o enorme monturo da linguagem chula e dos palavrões. Não recomendo a peregrinação deprimente.
    Lembrei-me quase automaticamente de desabusadas e já antigas ponderações de Nelson Rodrigues: “Antes, o silêncio era dos imbecis, hoje são os melhores que emudecem. Até o século 19 o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Aquele sujeito que antes limitava-se a babar na gravata passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente. Houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas. Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas, hoje, os idiotas pensam pelos melhores”.
     Enquanto lia a seção dos leitores de vários sites, irritantemente me voltava à memória o refrão de conhecida música “Carcará, pega, mata e come”. Magro, feioso e voraz, um solidéu de penas pretas na cabeça, o pássaro carniceiro só sabe pegar, matar e devorar. Na paisagem sáfara, lá fica ele no alto, indiferente a tudo, menos às presas. Desce rápido e as estraçalha. Pousa então em galhos das árvores, cabeça alta, bicão tosco levantado. Logo depois volta a fazer o mesmo. É sua existência, bom símbolo de cegueira para a realidade, pensamento mínimo e arrogância.
    Termino com bonito, quase tocante, trecho de Nelson Rodrigues: “O ser humano é um caso perdido. E falo isto com a mágoa de quem queria ser um santo. O único ideal que eu teria na vida, se fosse possível realizá-lo, era ser um santo. Eu queria ser um sujeito bom. A única coisa que eu admiro é o bom, fora disto não admiro mais nada”. Programa para cada um, para o Brasil, apropriado especialmente para dias do Natal.

21 dezembro 2017

Idolatria - Por: Emerson Monteiro

São passados 50 anos desde os tempos apocalípticos de 1968, a estação final dos sonhos livres da minha geração. Acordávamos ali, prematuros, de infância tardia, em pleno campo de batalha do totalitarismo. Nada seria como antes de quando acreditávamos na inocência original das gerações e seus impulsos. É proibido proibir, gritavam os líderes da Primavera de Paris. Outros eles, no entanto, os ditadores, estavam mais vivos do que imagináramos. Nisso, aí estão em pleno furor, dotados das melhoras máquinas e determinando seus valores arcaicos quais novidades, nos mesmos índices forjados nas estatísticas artificiais dos laboratórios escondidos.

Prováramos o que, naquilo tudo?!  Que a Terra é redonda, achatada nos polos e que gira no espaço feito laranjas azuis?! Seremos só autores das novas experiências que passam ou serão eliminadas quando incendiarem as outras bibliotecas de Alexandria que restem?! O que mudou e o que mudaram? Que olhos nos veem de longe, conquistadores das rotinas financeiras, apenas senhores da sobrevivência carnal?

Foram épocas tão difíceis quantas as que largaram no espaço adentro em formato de flores metálicas nos filmes dos desencantos. As gerações tais perdidas. Os ventos que sopravam a paz que ainda não veio. Os versos e as canções de saudades, de amizade, dos momentos bons de felicidade, os desejos, as dúvidas, as indefinições. Os ideais maiores adormecidos na raça.

A propósito, outro dia recebi mensagem de uma amiga que, no mínimo, perguntava o que seremos de nós ao término das interrogações que persistem. Ela disse: É que a alienação atual, a indiferença diante da covardia, da injustiça, vendo nossos jovens serem torturados e humilhados, serem cobrados, bandidos, será? A indiferença perante a evidência, o silêncio, onde estão todos, acomodados na sua conveniência. Levantem, vamos!!! Indignados.

Emerson, não quero seu poema singelo. Quero que escute, veja, lute. Esqueceu as dores, mesmo não sendo na nossa casa, nossos filhos. Somos irmãos. Se encontre comigo. Pieguice neste sistema atual. Hoje são jovens que torturam e são torturados.

E pouco antes ela havia postado uma estampa com o retrato de Mahatma Gandhi e a frase dele: O fraco jamais perdoa. O perdão é uma das características do forte.

Assim, mediante tais cogitações, que fazer, então, senão lembrar as lutas de 1968, o ano que nunca haverá de terminar, pois, enquanto durar a indiferença de tantos e a atitude de tão poucos.

20 dezembro 2017

Transcendência - Por: Emerson Monteiro

Nas batalhas entre exércitos, no campo de manobras resta margem de respiração, no meio dos dois territórios. Aquela faixa recebe o nome de Terra de Ninguém. Zona intermediária por demais importante, exige de ambos os lados condições mínimas de respeito, a título da segurança das tropas.

Assim, nos humanos. De um aspecto, o mundo ilusório. Do outro, a transcendência do Ser. Qual fruto em fase de amadurecimento, a existência permanece o tempo inevitável de, um dia, cruzar fronteiras e unir a divisão dos dois eus na fase de elaborar o sonho da Salvação.

Presos ao chão daqui, estamos nessa época de vencer a terras de ninguém e desvendar os bosques da libertação na individualidade. Disso, a busca da Luz da espiritualidade. Largar os apegos da matéria e conduzir o barco aos oceanos do Infinito, razões principais da Consciência. Permitir ao barco do Ser navegar as águas da Perfeição.

Nessa epopeia da realização, o trilho há de iluminar a alma da gente. Primeiro, saber disso. Desvendar o primor da possibilidade. Admitir o senso da procura e caminhar rumo de sua concretização. Trabalhar em si os meios de querer e dar os primeiros passos. Exercitar o conhecimento através dos meandros por vezes escuros daquela zona de luta de nós conosco próprios.

Transcender, eis o nome que resume as ações de vencer montanhas e precipícios da zona desmilitarizada dentro do campo de batalha que somos nós. Converter a permanência em impermanência e deixar margem a transpor o espaço das contradições, até revelar ao ser interior o mistério da superação. Isto bem significa o transcorrer da busca imortal.


Ausentes disso, dessa condição determinada nas leis eternas, fora daquele território neutro, antes só impera a inexistência, as cavernas da ilusão. Requer, por isso, a coragem de vencer fronteiras nos céus e chegar aos braços eternos do Amor, fonte da Vida. 

Natal 2017: carta ao Menino Jesus -- por José Luís Lira (*)


   Amado Jesus, o Cristo personificado numa criança humilde e indefesa, é vosso aniversário!
Há 2017 nascias. Os homens negaram-te hospedagem. Nascestes num estábulo e nenhum rei nascido em berço de ouro teve mais luz, mais amor, mais ternura que vós, naquele recanto de Belém, ao som da celeste sinfonia dos anjos que clamavam, felizes: “Glória a Deus no mais alto dos céus e sobre a terra paz para os seus bem-amados”.
   A Estrela que se formou no Céu de Belém conduzia pastores e sábios ao vosso berço, para contemplar-vos e adorar-vos. Sim, adorar-vos, és Deus, parte da Trindade Santa que um amigo e irmão nosso Santo Agostinho de Hipona pensava descobrir e um dia, durante reflexão à beira-mar, viu um menininho com um búzio tirando água do mar e colocando num pequeno buraco que fez na areia. O Santo indagou ao menino: “Que fazes, filho?”.  
    Ele respondeu: “Estou trazendo o mar para cá”. O Santo diz-lhe: “É impossível”, ao que ouviu em resposta: “É mais fácil eu trazer o mar para cá do que o Senhor descobrir o mistério da Santíssima Trindade”. Deus-Menino-Trino És!
    Meu Menino Jesus. Naqueles dias um sanguinário rei, muito revoltado com vosso nascimento mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todo o seu termo, de dois anos para baixo, e vimos confirmada a profecia de Jeremias: “Ouviu-se um clamor em Ramá, choro e grande lamento; era Rachel chorando a seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem”.
    Meu caríssimo Menino, sua terra – a Terra Santa –, mais uma vez passa por conflitos. Desta vez um rei provisório (presidente) maluco, seguido de outro resolveram tirar de Jerusalém o caráter internacional que ela tem – cidade de todos os povos e nações – e reconhecem-na capital, um do povo judeu; outro, do povo palestino. Senhor Menino Jesus, vós que tudo vês e sabes, enxergas o que lá se sucede. O problema da paz é de todo o mundo. Aqui no Brasil também padecemos disso. Nas grandes e pequenas cidades se mata horrorosamente e a justiça humana nem sempre funciona como deveria.  
    Um outro tipo de ameaça à paz é a corrupção. Nunca se viu tanta corrupção nesta Terra da Santa Cruz e só vós podeis nos encorajar a seguir.
    Sabe Menino Jesus, é vosso aniversário e eu falando e lamuriando aqui. Perdoe-me! O Senhor sabe. Eu não sei o que faço, como muitos dos homens e mulheres, todos filhos vossos que caminham neste mundo buscando a Luz que emana de vós!
     Quero agradecer-vos pelas coisas boas com as quais nos premiastes. Como este texto público, não enumerarei aquelas graças pessoais que em meu coração ficam guardadas. Hoje mesmo recebi um presente vosso e agradeço, de coração!
     Querido Menino Jesus, agradecemos por todos os dons recebidos da Trindade, mas, ainda assim, ousamos pedir-vos que faça reinar a paz na terra (pacem in terris); sensibilize a todos a vos enxergar no sorriso lindo das crianças (lembro-me de minha linda sobrinha Isadora, presente vosso à nossa família), na sabedoria dos idosos, no amor dos pais e dos filhos também. Ensinai-nos a respeitar as crianças e os idosos. Isso é a essência do bom-viver e vós sabes muito melhor disso do que nós, criaturas vossas. Peço-vos perdão por vos falar tão humanamente. És Deus-Menino, mas, também é nosso irmão amado. Derrameis sobre nós todos vossas bênçãos.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com vários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.É colaborador do Blog do Crato.
Na foto, o morrinho do presépio no Santuário Nacional de Aparecida (SP) que este ano comemorou 300 anos do aparecimento da imagem da Padroeira do Brasil

Monarquia: um regime de governo familiar

   A sociedade não é constituída basicamente por indivíduos, como ensinaram, erradamente, os filósofos que prepararam a Revolução Francesa. Mas é constituída por famílias. A sociedade é uma família de famílias.
   Assim como no ambiente doméstico, onde o pai, pela sua autoridade e pela direção que imprime ao conjunto, faz as vezes de rei, também a mãe exerce uma forma peculiar de autoridade, complementar e subordinada à do pai; é a rainha do lar.
   Sendo a sociedade composta por famílias, é muito razoável que, no seu ápice, esteja não um indivíduo, mas uma família.
   Por outro lado, num regime monárquico bem constituído, o Soberano faz as vezes de pai do seu povo, sentindo-se todos integrados numa imensa família. Se quisermos exprimir essa verdade em linguagem filosófica, diremos que a autoridade paterna é o analogado primário de toda e qualquer forma de autoridade legítima existente entre os homens: a do mestre, a do patrão, a do juiz, a do Monarca. E a família, a primeira de todas as sociedades humanas, é igualmente o analogado primário de toda e qualquer forma de associação entre homens. O colégio, a empresa, o sindicato, o município, a província, a nação, se bem constituídos, é na família que encontram seu modelo.
   O regime monárquico concebe a nação como uma imensa família. Contrariamente, o regime republicano a concebe como uma imensa empresa comercial, ou como uma imensa repartição pública...
    Esse caráter familiar era muito generalizado nas Monarquias da Europa, influenciadas a fundo por séculos de civilização cristã, e até mesmo em Monarquias só indiretamente beneficiadas pela influência da Igreja. No Império Russo, por exemplo, os Imperadores Autocratas eram familiarmente chamados, pelos camponeses, de “patruchka”, e as Imperatrizes, de “matruchka”; ou seja, “paizinho” e “mãezinha”.

- Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do Prof. Armando Alexandre dos Santos.
Gravura abaixo: a árvore genealógica da Família Imperial Brasileira entre o final do século XIX e o início do XX; o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Dona Teresa Cristina, sua filha, a Princesa Imperial Dona Isabel, e o marido e os filhos desta, o Conde d'Eu, e os Príncipes Dom Pedro de Alcântara, Dom Luiz e Dom Antonio.

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz no Twitter ter sido agredida em avião em Brasília

A presidente do PT e a suposta agressora foram encaminhadas ao posto da Polícia Federal (PF)
(foto: / AFP / EVARISTO SA )
Sensível, a petista se disse agredida "verbalmente"

    A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), relatou nesta terça-feira, 19, ter sido agredida verbalmente enquanto desembarcava de um avião no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek.
    "Fui agredida aos berros dentro de um avião por uma mulher descontrolada antes de desembarcar em BSB. Como não acho esse tipo de comportamento liberdade de expressão, solicitei a presença da polícia e o desembarque foi suspenso até sua chegada", escreveu, na conta oficial no Twitter.
   Acompanhadas pela polícia, Gleisi e a suposta agressora foram encaminhadas ao posto da Polícia Federal (PF) no aeroporto para registro da ocorrência, disse a senadora.
   

19 dezembro 2017

CRATO - A VIRGEM DA SERRA: MONUMENTO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DA SERRA DO ARARIPE



O ano era 1967. Na ocasião em que se completavam meio século das aparições de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, a cidade do Crato se preparava para prestar mais uma homenagem à referida santa em função desta efeméride. Foi ofertado ao município e aos seus católicos locais, por parte do artista jardinense José Rangel (1895 - 1969), um monumento alusivo a Nossa Senhora de Fátima, que seria erguido na praça do então aeroporto de mesmo nome, com o intuito de brindar a cidade com mais um símbolo desta devoção, iniciada no ano de 1942, conforme nos diz o historiador e médico cratense Irineu Pinheiro, na obra, O Cariri, (1950, pg.272).

Em matéria do antigo Jornal A Ação de 10 de Junho de 1967, se noticiava a ocasião da homenagem, com a manchete que se intitulava “Aeroporto terá belo monumento”.

Em relação ao significado dos monumentos religiosos e sua ligação com as pessoas, o pesquisador Ivan Rêgo Aragão (2015) assinala que a comunidade percebe nestas edificações um valor afetivo, um convite à oração e a sociabilidade.Nesse sentido, acabam estabelecendo lastros afetivos relativos às suas histórias de vida. Para a escritora Manuela Tavares (2000), estas construções funcionam como uma tentativa de mobilizar sentimentos em torno de um dado acontecimento e, portanto, são símbolos de uma memória coletiva, onde o monumento guinda à perenidade.

O monumento, todavia, só teve a sua construção iniciada em 11 de maio de 1968, após os devidos alinhamentos feitos entre o então prefeito municipal Dr. Humberto Macário de Brito (1967 - 1970), o pároco da Sé Catedral Monsenhor Rubens Gondim Lóssio e o artista jardinense José Rangel, doador da escultura religiosa ao aeroporto.Vale ressaltar que a referida data em que se iniciou a construção do monumento (11 de Maio), alude ao mês das primeiras aparições de Nossa Senhora de Fátima em Portugal. 

Uma semana antes da inauguração do monumento religioso, em 15 de Junho de 1968, o então jornal A Ação, trazia manchete especial na qual abordava as realizações que ocorreriam na semana do Município, e dentre elas, destacava as informações em torno da referida imagem do Aeroporto de Fátima:

“13:30 – Início da grande romaria ao aeroporto da Serra do Araripe, conduzindo a imagem de NS de Fátima [...] 14:20 – Inauguração e benção do monumento à NS de Fátima construído pelo escultor José Rangel e doado pelo mesmo ao município do Crato.”

A IC Revista do ano de 1968, veio também abordar a ocasião da edificação do referido monumento religioso,sendo bastante expressiva ao destacar:

“Aquele recanto é agora dos passeios mais belos dos arredores de Crato. Ergue-se ali pracinha, com passeios, bancos e arborização natural da mata virgem [...]a bonita e artística estátua da Excelsa patrona daquele campo está em seu pedestal serrano a derramar suas bênçãos pela vastidão do Araripe, que se estende lá embaixo.”

O Aeroporto de Fátima teria vida efêmera durando, no máximo, duas décadas. Mesmo com o monumento à virgem de Fátima recém-construído e tendo sido empreendidos vários melhoramentos no seu espaço na gestão Humberto Macário de Brito (1967-1970), em meados dos anos 70, o mesmo seria desativado. 

Apesar disso, o monumento edificado naquele espaço, continuou a fazer parte das histórias de vida de muitas pessoas, as quais ainda hoje, sentem-se intimamente ligadas a aquele ambiente, sejam por lastros de pertencimento, ou por práticas devocionais, regidas pelo símbolo de uma memória afetiva.Assim sendo, conforme nos diz o historiador Pierre Nora, “a memória é vivida no interior, mais ela tem necessidades de suportes exteriores e de referências tangíveis de uma existência que só vive através delas” (NORA, 1993, p.14).

Fontes:

Jornal A Ação (1967 - 1974)
IC Revista (1968)

Igrejas de São Cristóvão/SE: Monumentos de Identidade, Patrimônios de Culto, Suportes de Memória e Atrações Turísticas.Ivan Rêgo Aragão. Disponível em < http://anais-semucipa.blogspot.com.br/p/anais-do-ii-semucipa.html >. Acesso em: 12 Nov. 2015.

NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Revista Projeto História, São Paulo: nº 10, 1993.

PINHEIRO, Irineu. O Cariri: seu descobrimento, povoamento e costumes. Fortaleza: 
Fundação Waldemar Alcântara, 2009. [fac-símile da edição de 1950].

RIBEIRO, Maria Manuela Tavares. Crise de Identidade Nacional e a Festa da Rememoração nos anos 90 em Portugal. Anos 90 - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, nº 13, julho de 2000. 

Por: Adeildo de Sousa - Colaborador do Blog do Crato
Historiador formado pela URCA. Pesquisa temas alusivos à história do Crato.

VIA BLOG DO CRATO - www.blogdocrato.com


"Los hermanos" sempre à frente: Argentina aprova reforma da previdência

Fonte: Agências de notícias
Deputados argentinos passaram a madrugada tentando votar o projeto, que recebeu 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções.
Lá como cá: Manifestantes recebem jatos de água disparados pela polícia durante protesto contra a reforma da previdência em Buenos Aires, na Argentina, na segunda-feira (18) (Foto: AP Photo/Victor R. Caivano)

    O Parlamento argentino aprovou a controversa reforma da previdência na manhã desta terça-feira (19) apesar dos violentos protestos no país desde quinta-feira (14) e uma greve nos transportes, deflagrada à meia-noite.
    Os deputados argentinos passaram a madrugada tentando votar o projeto, que recebeu 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções, após 17 horas de sessão, segundo o "Clarín". De acordo com a AFP, a reforma impacta a receita de cerca de 17 milhões de aposentados, pobres e deficientes, entre outros, em uma população de 42 milhões.
    Nesta manhã, manifestantes contrários à reforma permaneciam nas ruas. Na segunda-feira (18), enquanto os deputados tentavam aprovar o projeto, houve um violento protesto.
    A polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água e em retribuição recebeu pedradas. Segundo o jornal "Clarín", o confronto teve início por volta das 13h30 e durou mais de duas horas naquele ponto. A Guarda Nacional foi acionada.
    O protesto deixou ao menos 109 feridos, entre civis e policiais, de acordo com um balanço divulgado pelo Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires. O jornal "La Nación" traz um balanço maior: 162 feridos (entre eles, 88 policiais). O Ministério de Segurança da Cidade informou que 60 pessoas foram detidas.
Como ficou na Argentina
Entre as alterações aprovadas pela reforma, está a mudança na aposentadoria por idade. Atualmente, a legislação daquele país prevê a aposentadoria para as mulheres aos 60 anos e para os homens aos 65. Com a aprovação da reforma, as mulheres e os homens que trabalham no setor privado poderão se aposentar aos 70 anos, o que estará sujeito a um acordo com o empregador. A reforma também prevê ajustes nos valores das aposentadorias. O texto aprovado pelo governo estabelece 80% do valor total da aposentadoria para aqueles que têm 30 anos de contribuição e propõe um ajuste no valor recebido pelos trabalhadores aposentados relacionado ao crescimento econômico, calculado a partir do índice inflacionário, responsável por 70% do cálculo, e da variação de salários, que representa 30% do cálculo.

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