23 maio 2015

Ah! as "Coisas desta República"! -- postado por Armando Lopes Rafael

Fonte: um giro nas notícias deste sábado, tendo como fonte o site VEJA- on line:
Os segredos do mensalão, dez anos depois
A história secreta de como o ex-presidente Lula escapou do escândalo de suborno que levou à prisão congressistas, empresários e toda a cúpula do PT
O ex-presidente Lula sobreviveu à CPI do mensalão, não foi acusado pelo Ministério Público e não pôde ser incluído no processo do Supremo Tribunal Federal: mais que habilidade(Alex Majoli/Magnum Photos/VEJA)
Na edição de 18 de maio de 2005, VEJA publicou uma reportagem exclusiva sobre um funcionário dos Correios filmado quando embolsava uma propina de 3 000 reais. Era puxado ali o fio da meada do mensalão, o primeiro dos dois esquemas de compra de apoio político engendrados no governo do PT. Nos doze meses seguintes, o Congresso esquadrinhou cada peça dessa engrenagem criminosa abastecida com recursos desviados dos cofres públicos. Os resultados produzidos representaram um ponto fora da curva na tradição de impunidade que beneficia os poderosos. Com base em provas colhidas pela CPI dos Correios, três deputados tiveram o mandato cassado, quarenta pes¬soas foram denunciadas pelo Ministério Público e 24 condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A antiga cúpula petista foi sentenciada à prisão. Antes cotado para a sucessão de Lula na Presidência, José Dirceu passou quase um ano atrás das grades numa penitenciária em Brasília. Banqueiros e empresários ainda estão encarcerados. Os criminosos de punho de renda foram finalmente apresentados ao castigo - não sem antes ouvir uma reprimenda moral histórica. "São eles, corruptores e corruptos, os profanadores da República, os subversivos da ordem institucional, são delinquentes e marginais da ética do poder", disse o decano do STF, o ministro Celso de Mello.
Hoje, o mensalão ocupa um papel secundário no panteão dos escândalos nacionais. Foi superado, em cifras e ousadia, pelo petrolão, mas alguns de seus pontos ainda precisam ser elucidados. O mais intrigante deles é como o ex-¬presidente Lula se livrou da responsabilidade no caso, se era, em última instância, o principal beneficiário dos votos comprados no plenário da Câmara. VEJA desta semana desvenda como Lula escapou do risco de ser apontado como o chefe do mensalão e de responder a um processo de impeachment durante a CPI dos Correios. O sucesso da blindagem ao ex-¬presidente não decorreu apenas da capacidade de negociação de seus articuladores políticos. O PT negociou o silêncio do empresário Marcos Valério quando ele - às vésperas da conclusão da CPI dos Correios - avisou que acusaria Lula de comandar o mensalão se não recebesse uma ajuda financeira milionária. Um empresário amigo foi convocado para pagar a fatura e Valério se recolheu. Lula se livrou da CPI, reelegeu-se em 2006 e foi o efetivo cabo eleitoral de Dilma em 2010. Em 2012, Valério contou parte de seus segredos ao Ministério Público, tentando um acordo de delação premiada. Já era tarde. Lula não podia mais ser incluído no processo. O empresário cumpre uma pena de 37 anos de prisão. Definitivamente, não fez um bom negócio.
Manifestantes contra Dilma marcham em direção a Brasília e recebem proteção após ameaças
 O grupo de manifestantes que caminha rumo a Brasília na Marcha da Liberdade terá segurança reforçada neste sábado, no trecho entre Abadiânia (GO) e Alexânia (GO). O motivo: a Polícia Rodoviária Federal recebeu o aviso de que o Movimento dos Sem Terra (MST) não permitiria que os manifestantes contrários ao governo seguissem pela BR-060. Depois de negociar com representantes da PRF, os integrantes da marcha optaram por manter a caminhada. Eles serão escoltados por agentes da corporação e o policiamento na região ganhará reforço. A Marcha Pela Liberdade saiu de São Paulo em 24 de abril para pedir, dentre outras coisas, a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O grupo é vinculado às entidades que organizaram o gigantesco protesto de 15 de março. Quando os manifestantes passaram por Uberlândia (MG), um vereador petista afirmou que o MST iria receber "muito bem" os manifestantes. Daquela vez, a ameaça não foi cumprida. A Marcha Pela Liberdade vai chegar ao Congresso Nacional em 27 de maio. (Gabriel Castro, de Brasília)
Pastor Silas Malafaia rebate Lula: petrolão não é culpa do diabo, mas do PT
Na quarta-feira, em um encontro com sindicalistas, Lula ironizou os pastores evangélicos dizendo que, para eles, se “você está desempregado, é o diabo, está doente é o diabo”. Silas Malafaia, como já era de se esperar, nem esperou muito para rebater as críticas do ex-presidente às lideranças evangélicas. Malafaia acaba de publicar um vídeo em que diz que o mensalão, o petrolão, a roubalheira na refinaria de Pasadena e outros desvios “escondidos”, além do “estelionato eleitoral”, não são culpa do diabo, e sim do PT. O líder da Assembleia de Deus diz que só a mentira vem do demônio, pede que Lula “pare de mentir” e assuma que “sabia de toda a roubalheira do seu partido”.
Antes do “Deus abençoe a todos” final, Malafaia dá outro conselho ao ex-presidente:
- Lula, você vai entender. Você sabia que Jesus liberta da cachaça?
Por Lauro Jardim, na coluna Radar
Ex-candidato a presidente Levy Fidelix se livra de processo criminal por ofensa a gays   
Político era acusado pelo movimento LGBT de cometer crime de injúria por dizer em debate eleitoral no ano passado que 'aparelho excretor não reproduz'
O candidato à Presidência da República, Levy Fidelix, durante debate promovido pela Rede Bandeirantes, em 26/08/2014(Ivan Pacheco/VEJA.com)
O juiz eleitoral Roger Benites Pellicani, da 258ª Zona Eleitoral de São Paulo, homologou no dia 12 de maio o arquivamento de diversas representações que buscavam penalizar o político Levy Fidelix, presidente do PRTB, por crime de injúria contra a comunidade LGBT. No dia 28 de setembro de 2014, em debate entre os candidatos a presidente da República realizado pela TV Record, Fidelix teve de responder a uma pergunta da então candidata Luciana Genro (PSOL) sobre o reconhecimento do casal homossexual como família.
No debate, Fidelix disse: "Aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso. Mas não podemos jamais, gente, eu que sou um pai de família, um avô, deixar que tenhamos esses que aí estão, achacando a gente no dia a dia, querendo escorar essa minoria à maioria do povo brasileiro". O juiz acatou o posicionamento do Ministério Público de São Paulo que não enxergou crime na fala do político. Na peça, o promotor Silvio Antonio Marques diz que "embora os representantes tenham considerado que a conduta descrita nas representações ultrapassou os limites da liberdade de expressão, o fato tratado nestes autos é criminalmente atípico". "No Brasil, por inércia do legislador federal, o Código Penal e o Código Eleitoral não tratam de crimes contra as minorias ou contra coletividades determinadas", afirmou o promotor.
Como Levy Fidelix não falou sobre um casal ou sobre um gay específico ele também não pode ser enquadrado no crime de injúria, que é considerado um crime contra a pessoa "e não a uma coletividade de pessoas". No início do ano, um projeto que criminalizaria a homofobia e que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 2006 foi arquivado no Senado. Há dois meses, o político foi condenado por danos morais a pagar um milhão de reais a movimentos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) por suas declarações no debate presidencial.

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