30 abril 2015

Coelce propõe parcelamento para clientes que receberam duas contas de luz

 

coelcee

Representantes da Companhia Energética do Ceará (Coelce) apresentaram, nesta quinta-feira, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, alternativas para minimizar os impactos gerados com a emissão de duas contas de luz no mês de abril.  O debate ocorreu na Comissão de Defesa do Consumidor da AL e foi iniciativa do deputado Odilon Aguiar (Pros), presidente desse colegiado.

Durante o encontro, foram apresentadas duas opções de parcelamento para os clientes. O diretor institucional da Coelce, José Nunes, explicou que não houve duplicidade de cobrança. “Gostaria de tranquilizar e deixar claro que nenhum cliente pagou o mesmo período de consumo duas vezes, embora as informações que estão de posse do consumidor tenham levado a essa dedução. Reconhecemos que foi uma falha”, disse Nunes.

José Caminha Araripe, ouvidor da Coelce, esclareceu que o aumento do número de consumidores de energia fez com que a companhia precisasse “se readequar para prestar um serviço de qualidade”. Segundo ele, de 2000 a 2015, o volume de clientes no Ceará saltou de 1,6 milhão para 3,2 milhões. Dessa forma, foi feito remanejamento de rotas por área geográfica, o que alterou a data da leitura e o vencimento das contas de alguns consumidores.

Como solução, Araripe disse que a Coelce está oferecendo duas opções de parcelamento de contas para clientes com duplo vencimento: dez parcelas fixas e sem juros para cliente de baixa renda e quatro parcelas fixas e sem juros para os demais consumidores. Além disso, a companhia não vai cobrar multas ou juros para pagamentos realizados até 31 de maio. Ainda de acordo com Araripe, as condições de financiamento serão informadas aos clientes por comunicado.

Odilon Aguiar argumentou que a emissão de duas contas gerou “constrangimento e impasse na vida dos consumidores”. Para o deputado, a informação expressa no rodapé do boleto sobre o envio de duas faturas deveria ter sido feita de forma “mais clara e didática”. “O consumidor foi pego de surpresa. Além disso, temos que considerar que houve mais um reajuste neste mês de abril, de 6,87%. Isso agrava ainda mais o problema”, avaliou o deputado.

Já Adriano Campos, presidente do Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce), considerou que as opções de parcelamento satisfazem o direito do consumidor. “Verificamos que não houve erro de faturamento em relação a valores. Houve datas em menores ou maiores prazos, o que não levou prejuízo financeiro ao consumidor”, analisou Campos.

(Foto – Divulgação)

O POVO

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