27 janeiro 2015

Coisas da República: Executivos exigem publicação de balanço para assumir vaga na Petrobras

(Fonte: Folha de S.Paulo)
Os cotados para o conselho aguardam a divulgação dos números estimados do prejuízo com a corrupção não apenas para ter informações reais da situação financeira da empr.esa, mas também para se certificarem de que não enfrentarão eventuais processos judiciais em caso de irregularidades passadas
Executivos sondados pela presidente Dilma Rousseff para integrar o Conselho de Administração da Petrobras avisaram nas últimas semanas ao governo que só podem vir a assumir cargos no colegiado após a publicação de balanço financeiro reconhecendo os desvios por corrupção na estatal. O conselho agendou reunião para esta terça-feira (27), e deve divulgar o balanço da empresa referente ao terceiro trimestre de 2014. O Planalto quer substituir os atuais ministros que têm assento no conselho por ''estrelas'' do setor privado. O objetivo é tentar recuperar no mercado a credibilidade da Petrobras, que perdeu valor e está com a imagem desgastada desde 2014, após virar alvo da Operação Lava Jato, que investiga esquema de desvios na estatal.
Os nomes cotados são Nildemar Secches (ex-presidente da Perdigão e presidente do Conselho de Administração da BRFoods), Rodolfo Landim (ex-BR Distribuidora e EBX), Antonio Maciel (ex-Ford e atual Caoa Hyundai) e Josué Gomes (Coteminas e candidato derrotado ao Senado pelo PMDB em Minas). Beto Sicupira (Inbev) e Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central e hoje na JBS/Friboi) também estão no radar do governo.
No mercado, estima-se que a Petrobras contabilizará entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões em baixas contábeis por desvios já reconhecidos em obras nas refinarias de Abreu e Lima (PE), Comperj (RJ) e Repar (PR). O balanço está atrasado desde 14 de novembro porque a PwC, auditoria externa que avaliza as contas, se recusa a assinar o documento da estatal. O aval de auditores no balanço contábil é exigência feita às empresas que negociam ações pelas leis que regem o mercado de capitais.

Cresce o número de brasileiros em situação de pobreza extrema

(Fonte: “O Estado de S. Paulo”, por João Villaverde)  

Relatório da Cepal mostra que, apesar de o índice de pobreza no País continuar caindo, o número de miseráveis aumentou entre 2012 e 2013
Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgados nesta segunda-feira, 26, mostram uma elevação de 5,4% para 5,9% na quantidade de brasileiros que vivem em situação de extrema pobreza entre 2012 e 2013. Esse índice estava em 10,7% em 2005, segundo os critérios da Cepal.
"A recuperação da crise financeira internacional não parece ter sido aproveitada suficientemente para o fortalecimento de políticas de proteção social que diminuam a vulnerabilidade frente aos ciclos econômicos", afirmam os especialistas da Cepal no relatório "Panorama Social da América Latina 2014".
A piora do quadro da extrema pobreza no Brasil se opõe às manifestações públicas da presidente Dilma Rousseff ao longo da campanha do ano passado. Além de negar uma deterioração dos indicadores devido aos sucessivos anos de crescimento econômico fraco e de inflação rondando os 6% ao ano, o governo também atravessou o ano de 2014 com embates políticos internos.

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