15 dezembro 2014

O direito à felicidade - Por: Emerson Monteiro

As cogitações humanas tendem ao efeito de se realizar no mundo visível, que disso não restem dúvidas pois obedecem a leis estudadas e comprovadas nos métodos da ciência, onde, por exemplo, nascem as bases hoje mal ou bem utilizadas na tecnologia responsável pela vida moderna.

Uma dessas situações presentes em nossas vidas é o princípio newtoniano de que a cada ação corresponde reação igual e em sentido contrário, dinâmica evidente nos instantes mais comezinhos do nosso cotidiano.

Outra pérola de rara inspiração é o denominado método dialético, do filósofo alemão Friedrich Hegel, que assevera: O pensamento não é estático, mas procede por contradições superadas, da tese (afirmação) à antítese (negação) e daí à síntese (conciliação). Uma proposição (tese) não existe sem oposição a outra proposição (antítese). A primeira será modificada nesse processo de oposição e surgirá uma nova.

Por tais motivos, chega-se ao momento agora, em que retorna ao povo o seu direito de sonhar com a felicidade, valor inalienável da existência humana e aceito no célebre jargão da procura pela felicidade.

Sintomas idênticos demonstram às claras o valor da política na transformação e no crescimento das comunidades. A importância das lideranças sérias determina o encaminhamento da coisa pública e propicia o retorno da esperança através da política. Viver tanto tempo sob a égide perversa das elites no poder gerou qual sentimento fatalista, mesmismo dominante, que parece sair de portas a fora para reanimar o brio desta cidadania conquistada em longa história de lutas silenciosas.

Podemos, sim, praticar a autenticidade. Os conceitos políticos precisam de urgentes reparos. Sonhar torna-se qualidade possível nas relações humanas também aqui abaixo do Equador. A sociedade dispõe dos mecanismos sérios da correta condição, necessários ao estabelecimento da justiça e da paz entre os seres. Nada de baixar a cabeça e abandonar a luta monumental por dias mais luminosos.

Nisso, nesta hora abençoada em que fortes amores democráticos ampliam suas asas sobre nós, vamos reunir o ânimo de trabalho, abrir os olhos e o coração e abraçar este tempo novo que se prenuncia no vasto campo das instituições da Pátria, e exercer sem medo o direito sagrado à felicidade, sonho constante das melhores gerações, em todas as épocas.

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