31 dezembro 2014

Alguns toques de amor - Por: Emerson Monteiro

Isto, sim, de buscar o melhor nas nossas vidas desde a manhã dos novos dias ao romper das madrugadas seguintes, numa festa de esperança bem necessária ao decorrer das estações e da história humana neste chão de sangue e aço. Palmilhar a estrada do inesperado porém de olhos acesos no brilho do futuro aqui próximo. Andar de alma lavada e leve na brisa suave das horas que passam ávidas de sonho, esvoaçantes cortinas do continuar no coração que souber usufruir das marcas de épocas orientadoras.

Também isso de querer somar as peças do imenso tabuleiro da Criação em nós , na forma ideal, adaptação razoável dos dias que se sucedem na justa medida, em elaboração das realidades eternas, onde dúvidas signifiquem tão só expectativas de conhecer o sagrado, caudal de bênçãos do mistério de Deus.

Assim, úteis palavras contam o pulsar de muitas vezes em que o calendário abandonou as folhas antigas aos livros da consciência das pessoas que o fizeram, meros pontos azuis das águas abertas e de universo distante. Vãos largados de possibilidades em países espalhados pelo globo, e outras vindas virão renovadas aos herdeiros da Palavra que mostrem pomos de felicidade às criaturas que são.

Transcorridos muitos séculos, anda o barco nas ondas infinitas deste mar comum das vivências, individualidades soltas dos segredos quais flores que se abrem no instante da própria paz.

Neste painel multicor, entre razão e fé, se desenvolvem os sentimentos da gente, trabalho incansável das abelhas e do mel, nas árvores do destino. Horas e luzes que revelam a consciência nas moléculas nos diversos sítios da mesma existência onde, um dia, houver sinais de sobreviventes. Inexiste solidão, pois. Focos de pessoas desenvolvem a força da revelação nos distantes pousos, buscas anônimas e incessantes de transformação.

Estabelecido esse quadro de imagens e tons, caberá aos seres daqui abraçar o sacrário da emoção numa realidade perene que o tempo senhor nos oferece todo novo ano.

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