14 novembro 2014

Os milagres da existência - Por: Emerson Monteiro

Independente do credo que se professe, ou deixe de professar, as evidências impõem afirmações as quais a mais meridiana observação rende homenagens, no reino dos acontecimentos da Natureza.

A cada minuto, fatores indiscutíveis isto demonstram, o poder soberano da criação infinita do que alguns acham por bem chamar de Deus, em todo quadrante dos fenômenos espontâneos das circunstâncias. A própria ciência, quando chega aos limites das pesquisas quanto ao princípio original de tudo, baixa a cabeça desconfiada, muito mais por falta de alternativa do que pela fria percepção, e diz que daí em frente existirá o Desconhecido, o outro nome a que resolvem preencher o espaço destinado ao Ser Superior do Universo, e chamar assim, o Ser Desconhecido.

Aonde se queira voltar a atenção, aí residirá o dedo misterioso do Poder. Desde a luz dos olhos, quanta maravilha domina o construto da eternidade. Dirigir a cabeça numa direção, abrir as vistas, colher e decodificar com tão imensa perfeição o domínio daquele lugar, a visão das belezas em torno, quanto dom ao dispor de qualquer criatura, do homem aos animais menos festejados.

Na sequência, os outros sentidos. A audição, o sabor do som no correr dos ventos, em aventura abrangente a todo lugar e território, propiciando às individualidades o perceber das manifestações invisíveis, pelos ouvidos.

O sabor, na gustação, motivo principal dos alimentos. A nutrição que chega aos organismos necessitados, e por cima traz o prazer do degustar, favores multiplicados, rios de sabores diversos, a persistir a vida entre os seres, em meio aos fatores dominantes nos reinos mineral, vegetal e animal, ao caminhar das estações e das idades.

O tato, o tocar da pele que fala e demonstra continuidade nos objetos e outros elementos circundantes. O olfato, o cheiro das percepções, o perfume, as flores, o verde, a primavera, o estio, o inverno, os frutos, as cores, o frescor das horas e as histórias das eras, na crucial da efervescência e da vida.

Sem maiores esforços, a cada detalhe um milagre existe, na luz do dia, na temperatura, que uns graus a mais ou a menos impediria a probabilidade do aqui deste planeta vagando nos céus sem eixo provável ou peças outras que possam ser substituídas ou desgastadas. As galáxias, os astros, o Sol, a Lua e as Estrelas. Gestos de Ser que assina o quadro sem nada cobrar em troca.

E o pensamento o que dizer dele? A fala. As palavras. As atitudes das pessoas. A força da gravidade. O tempo, autoria de relojoeiro tão correto que nem combustível ou energia utiliza na propagação das espécies através dos planos de todos momentos. O sentimento inigualável das emoções e valores. O Amor, enfim, o Amor, amálgama que solda em peça única a barca da dez mil coisas, vagando ao trilho do firmamento, conduzida no fulgor das evoluções musicais desse Maestro primoroso, que permite o crescimento nas dádivas milagrosas de tantos séculos, exata demonstração de bondade e magnitude.

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