23 outubro 2014

Cuidado com a vaidade - Por: Emerson Monteiro


Caravanas de motivos permitem, a todo o momento, que se previna da vaidade, porquanto essa erva daninha prolifera nos lugares menos oportunos, queiram ou não os vaidosos admitir. No livro bíblico de Eclesiastes, Rei Salomão prescreve taxativo: Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.

Quantas e tantas vezes, pessoas se sujeitam aos detalhes da existência, no sentido de valorizar justificativas que apenas preservam a vaidade, sobretudo, coisas que detêm a caminhada na direção do supremo bem, da saúde e da paz.

Desde magnatas e suas máquinas geradoras de lucro aos mendigos andarilhos sem rumo certo e seus trastes, seres humanos carecem de artifícios, querendo a todo custo agarrar os ponteiros do relógio e reter a correnteza da vida.


Em sobejas ocasiões, a vertigem das horas impõe necessidades de auto-estima e, nesse fluir de ondas, há momentos baixos contrabalançados com momentos altos, depressão e euforia sucedem, porquanto assim funcionam os pagos da natureza, em sistemas primorosos. Dentro deles, pessoas inserem a consciência. Quais sensores especializados de pensamentos e sentimentos, registram cada sinal de rumo, nas suas ciosas individualidades.


Nesse constante devir, raia estreita entre passado e futuro, habita o presente, sem, contudo, mostrar as certezas plenas quanto ao rumo claro da história.

Por isso, cão de guarda que vigia as portas do mistério, a vaidade impera e reclama sabedoria de quem busca dominar o mundo. Voa, nada, mergulha, namora, sonha, embriaga, transporta, elogia, alimenta, rouba, julga e mata. Todas as funções sociais e individuais trazem no bojo sua marca pegajosa, do tipo das caixas pretas dos aviões.

Há, todavia, uma vacina de combater a vaidade, o que se chama humildade. Só cada um possui dentro de si tal condão de vencê-la, desde que sobreviva ao crivo de suas garras ambiciosas.

Baixar a bola e saber dos limites e perigos da estrada refletirá no destino das ações pessoais. Criar defesas pela prática do conhecimento, abrir espaço nos pensamentos impacientes e vigiar sempre, eis a solução. Religiões falam na chance de defesa contra ardis e emboscadas do maligno. A vaidade, ao seu modo, insiste no assédio aos incautos, vez ser essa a função que lhe cabe no processo. Os mais vivos, entretanto, cuidam a qualquer custo de escapar do inimigo e acendem a luz do amor no seio do coração.

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