08 setembro 2014

Obama divulgará na quarta-feira plano para derrotar o grupo terrorista ISIS



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu um passo à frente neste domingo e anunciou que na próxima quarta-feira vai divulgar para a nação os detalhes do plano de ação para "derrotar" o Estado Islâmico (EI). Obama afirmou que é o momento de os EUA assumirem a "ofensiva" contra o grupo jihadista, que controla grandes áreas da Síria e do Iraque.

"O que eu quero é que as pessoas entendam que, durante os próximos meses, não só vamos ser capazes de parar o avanço do EI. Vamos destruir de forma sistemática suas capacidades", acrescentou Obama em uma entrevista para o programa "Meet the Press" da emissora "NBC". "Vamos reduzir o território controlado pelo EI e, finalmente, vamos derrotá-los", acrescentou o chefe de Estado dos EUA. Com isso, Obama tenta retomar a iniciativa depois que há poucos dias declarou em entrevista coletiva que os EUA não tinham ainda uma estratégia para combater o EI, o que gerou várias críticas dos republicanos que o acusaram de não assumir um papel claro de liderança contra os avanços dos jihadistas na região. No entanto, o presidente rejeitou que o novo plano pudesse incluir o "envio de tropas americanas. As únicas tropas no terreno serão iraquianas". Não será o "equivalente" do Iraque, assegurou, em referência à operação militar lançada por seu antecessor, George W. Bush, e que Obama finalizou com a saída das últimas tropas em 2011.

"Será similar às campanhas de combate ao terrorismo em que estivemos envolvidos por repetidas ocasiões nos últimos seis, sete anos. Acredito que uma ampla aliança regional e internacional será capaz de lidar com o problema", acrescentou. Na semana passada, Obama participou da cúpula da Otan no País de Gales e iniciou a organização de uma aliança internacional para enfrentar a ameaça dos jihadistas do EI. Os EUA conseguiram o apoio de nove países, entre elas França, Reino Unido e Turquia. Antes de seu discurso da próxima quarta, Obama receberá na terça-feira na Casa Branca os líderes democratas e republicanos no Congresso, que vai retomar suas sessões esta semana. "Vou pedir ao Congresso que entenda e apoie nosso plano", antecipou Obama. Estarão presentes no encontro o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner; o líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, e o da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell. "Se o presidente está preparado para apresentar ao Congresso um plano estratégico para proteger os EUA e nossos aliados das ações do EI, acredito que terá o apoio significativo dos congressistas", disse McConnell em comunicado.
No dia 8 de agosto, Obama decidiu autorizar ataques aéreos das forças americanas no Iraque, mas o fez de maneira individual como comandante em chefe das Forças Armadas.

Grande parte dos legisladores, especialmente os republicanos, pressionaram a Casa Branca para que expusesse ao Congresso um plano mais detalhado e aumentasse as operações no Iraque. Desde então, os EUA lançaram mais de 100 bombardeios contra diferentes posições do EI no norte do país, todos eles concentrados em torno de Mossul e Erbil, a capital do Curdistão. Precisamente neste fim de semana, o Pentágono anunciou que tinha aberto uma nova frente nos bombardeios no Iraque, com novas operações nos arredores da represa de Haditha, na província iraquiana de Al Anbar. "A perda de controle da represa ou qualquer falha catastrófica nela - e as inundações que poderia causar - ameaçariam tanto o pessoal e as propriedades dos EUA em Bagdá e seus arredores, como milhares de cidadãos iraquianos", declarou John Kirby, o porta-voz do Pentágono, em comunicado. 

Fonte: EFE

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