30 março 2014

Coronel Francisco Bento e a solução para a Bandidagem no Crato - Por: Valdemir Correia


Li neste domingo, um artigo escrito pelo Dr. Carlos Esmeraldo, em que no tempo do estado novo, ou seja no tempo da ditadura de Getúlio Vargas, tinha um interventor ali na Paraíba, que sem poder conter a criminalidade existente naquele estado, tomou uma atitude inesperada muito dura, que bem ligeirinho resolveu o problema; Mandou despejar no mar, depois de sorteio democrático, um perigoso bandido, que estava a bordo de um barco, com outros 99 comparsas. Ao voltar o barco, que foi devidamente recepcionado pelo interventor, que  avisou que eles seriam os próximos a tomar um belo banho de mar, porem sem volta, caso continuassem com a pratica de crimes, resolveu ligeirinho o problema. A turma tratou de se endireitar, e pararam com os roubos e crimes. 

Pois bem, aqui no Crato aconteceu do mesmo jeito. Lembro-me bem que durante uma seca braba aqui no Ceara, toda segunda feira, a feira era saqueada. Eu tinha uma pequena mercearia na rua Santos Dumont, e quando menos se esperava, la vinha o tsunami, ou seja uma leva  de desordeiros, saqueando tudo o que tinha pela frente; Das barracas da feira que vendiam roupas, calçados, frutas, eles saqueavam tudo. Depois entravam nas pequenas mercearias como a minha, e outros iguais, e o que não podiam carregar, destruíam tudo, somente pelo prazer de destruir.  a situação foi ficando insustentável, ao ponto de varios comerciantes, nao abrirem mais as portas nos dias de feira. O prefeito, se nao me engano o sr. Pedro Felicio, foi à Fortaleza tratar o caso ao Governador, que de imediato enviou para cá, um pelotão da polícia sob o comando do coronel Francisco Bento. Chegaram no trem de domingo a noite, e logo cedo na segunda, ele espalhou  a tropa na rua. Ficaram somente observando o saque e anotando os nomes dos insufladores. O saque foi total. Levaram tudo. Porem na terça-feira logo cedo, o coronel bateu na porta de cada um, e encontrou o fruto do saque estocado na residencia. Muitos dos bandidos, nem precisavam, pois era gente de posse. Então o coronel mandava o saqueador colocar o saco, de arroz, feijao, farinha, ou seja la o que fosse na cabeça e levasse para a delegacia, sendo  seguido por uma imensa multidao. Lá chegando, era obrigado a dançar o sapinho, que consistia o elemento passar meia ou uma hora, pulando com o saco na cabeça, acompanhado de umas  tantas chicotadas ( naquele tempo nao existia ainda os direitos humanos ). No outro dia ele era obrigado a devolver o produto do saque ao local . Bem, o resto aqui no Crato, as pessoas do meu tempo já sabem... o vendedor podia colocar o que quisesse na feira,  que ninguem metia mais a mão.

Valdemir Correia - Membro do Blog do Crato


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