04 fevereiro 2014

"Ré-pública": Uma tragédia em 3 atos

ATO 1 – Ministro do STF suspeita haver indícios de “lavagem de dinheiro” nas doações dos presos do “mensalão”
Brasília - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira, 4, haver elementos para que o Ministério Público inicie uma investigação para apurar o processo de arrecadação de dinheiro para pagamento de multas impostas a condenados no processo do mensalão. "E se for um fenômeno de lavagem? O Ministério Público precisa olhar isso", comentou.
Para Gilmar Mendes, está "tudo muito esquisito". Além da coleta de dinheiro "com grande facilidade", o ministro do STF citou o fato de José Dirceu ter conseguido uma oferta de emprego com salário mensal de R$ 20 mil para trabalhar em um hotel em Brasília, mas sob administração de uma empresa com sede no Panamá. "Seria empregado e empregador?", indagou. Mendes reforçou que os condenados no mensalão não são presos políticos. "São políticos presos por corrupção. É disso que estamos falando", declarou o ministro. 

ATO 2 – "Brasil parou", diz governador Eduardo Campos
Brasília - "Temos a clara percepção de que as pessoas estão vendo que o País parou", disse Eduardo Campos, provável candidato à Presidência. Protagonista do lançamento das diretrizes da campanha presidencial do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, utilizou parte do discurso para criticar o que classificou como letargia do Estado brasileiro. O evento foi realizado na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 4, e contou com a participação da ex-ministra Marina Silva e alguns parlamentares do PPS, PDT e PROS.

ATO 3 – Joaquim Barbosa manda prender ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decretou nesta terça-feira, 4, a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por envolvimento no esquema do mensalão. O ex-presidente da Câmara considera a hipótese de fazer um ato de "entrega" à Polícia Federal em frente ao Supremo. O petista foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
(Fonte: Jornal “O Estado de S.Paulo”)

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