28 fevereiro 2014

Facebook compra WhatsApp - Mas continuarão a existir juntos e separados


A bilionária aquisição do WhatsApp pelo Facebook mostra que, em rede fechada ou aberta, o negócio de Mark Zuckerberg é um só: conectar pessoas

Na última quarta-feira, o Facebook surpreendeu o mundo ao anunciar a compra do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp por 19 bilhões de dólares. É a maior negociação do mercado de tecnologia desde 2001, quando houve a fusão entre as americanas AOL (America On-line) e Time Warner no valor de 162 bilhões de dólares. Ao arrematar o app, que reúne 450 milhões de usuários ativos, o Facebook transforma em aliado um de seus maiores concorrentes. A aquisição, contudo, impõe uma questão: como dois produtos em essência tão diferentes — enquanto a rede incentiva a exposição pública, o app convida à conversa privada — coexistirão sob o comando de uma mesma empresa? A contradição é aparente: o que o gigante da rede quer é construir um conjunto de aplicações que permita às pessoas se conectar. Não importa o canal: o negócio de Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, é a comunicação.

O acordo bilionário foi construído em apenas dois encontros, separados por quatro dias. O namoro começou no dia 9 de fevereiro, quando Zuckerberg convidou para um jantar em sua casa, em Palo Alto, na Califórnia, Jan Koum, CEO e cofundador do WhatsApp. O anfitrião fez a oferta. O acordo foi selado no dia 14, data em que se celebra o Dia dos Namorados nos Estados Unidos. "Koum foi a um jantar especial com Zuckerberg e sua mulher, Priscilla Chan", contou o jornal The New York Times. "Eles acertaram a compra enquanto saboreavam uma sobremesa de morangos com chocolates." (Zuckerberg curtiu. E Priscilla?) Dias antes, Larry Page, CEO do Google, teria feito a sua proposta: 10 bilhões de dólares. Não levou.

Veja/Abril


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