12 fevereiro 2014

Cinco cubanos já abandonaram programa “Mais Médicos”


BRASÍLIA - Cinco cubanos deixaram o programa Mais Médicos e não voltaram para o seu país, informou nesta terça-feira, 11, o Ministério da Saúde. O ministro Arthur Chioro disse que, desde sexta-feira, 7, houve registro de quatro intercambistas que deixaram de comparecer ao serviço, entre eles, Ortelio Guerra, que nesta segunda-feira, 10, postou nas redes sociais que já estava nos Estados Unidos. Soma-se a esse grupo Ramona Rodriguez, que na terça-feira da semana passada, 4, pediu refúgio para liderança do DEM, depois de abandonar o posto de Pacajá (PA).
(“Estado de S.Paulo”, 12-02-2014)

Enquanto isso...
BRASÍLIA - O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira, afirmou nesta quarta-feira, 12, que uma nova onda de ações contra o Mais Médicos deverá ser desencadeada nos próximos dias, por sindicatos estaduais. A ideia é usar como nova munição relatos e documentação apresentada pela cubana Ramona Rodriguez, que semana passada abandonou o programa e pediu refúgio na liderança do DEM. "A documentação traz claros indícios de que a formação não é a de um médico, mas de um assistente", disse.

A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que deixou o Mais Médicos em 4 de fevereiro e pediu asilo ao Brasil, foi convocada a depor no inquérito presidido pelo promotor Sebastião Caixeta no Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar a violação de direitos trabalhistas nesse programa. O promotor preparou um relatório preliminar da investigação em que afirmou serem necessários ajustes no Mais Médicos para corrigir o desvirtuamento das relações de trabalho.

A forma bizarra da remuneração é a mais polêmica delas: por meio de um convênio feito com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o governo brasileiro passa a maior parte dos R$ 10 mil mensais pagos por cada um dos 5,4 mil profissionais cubanos que já exercem a medicina no interior do País diretamente para o governo cubano, uma ditadura caribenha comandada com punhos de aço pelos irmãos Castro, Fidel e Raúl. Mas desta quantia, que seria uma fortuna para qualquer cubano, apenas R$ 900 são pagos ao profissional pelos serviços que presta, conforme relatou ao Estado Andres Manso, que atende em Quipapá (PE), a 180 quilômetros do Recife. No posto de saúde de Mustardinha, na periferia da capital pernambucana, Anais Rojas relatou à repórter Angela Lacerda uma situação similar à de outros patrícios que embarcaram para o Brasil para ganhar mais: "Ganho menos do que a enfermeira que trabalha comigo".
(Estadão)

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