20 fevereiro 2014

CÂMARA DO CRATO, PALCO DE PALAVRAS JOGADAS AO VENTO


EU ELEITOR!

Na sessão de terça feira 18/fev, eu estava lá no recinto da câmara, sentado,  junto ao público que assistia o desenrolar da sessão, numa expectativa de ver pelo menos um “tantinho” de mudanças.

Os “EDIS” foram ocupando o plenário para suas explanações, até chegar a hora e a vez do eloquente vereador  Paulo de Tarso, líder do governo na câmara, que insistentemente queria falar, queria espaço, era importante o que tinha de dizer, mesmo sem estar inscrito, mais foi  aberta uma exceção pelo presidente Luis Carlos. 

O vereador começou bem em todos os pontos. Falou dos mais de 800 votos que o povo lhe deu para lá estar. Falou bonito ao se referir  da imagem negativa que vive hoje o nosso legislativo cratense, e que precisava ser resgatado. Falou bonito, ao propor união e o não as picuinhas políticas. Enfim, foi um momento contagiante na platéia de muito sim, em balanço de cabeças, foi louvável sua demonstração de buscar harmonia entre os colegas, de um significado, "pra frente Crato" para o bem de tudo e todos. Fiquei orgulhoso como eleitor, acreditei ser aquele momento, um ponto de partida para a renovação de conceitos e consensos éticos "Políticos" (muito raro) para o que se propuseram  para estarem  lá, realmente em nome do povo para o povo. Mas me desculpe nobre vereador, como um eleitor, tenho que lhe dizer, quanta frustração naquela sessão!

Eis que chega a hora de votar os projetos e requerimentos, e entra em discussão isso, em discussão aquilo, o presidente anuncia em votação o requerimento que convocava a secretária da saúde para esclarecimentos pela falta de remédios e outros assuntos. Grita o presidente: “Em votação, quem for a favor fique sentado, quem for contra que se levante”. E quem se levanta contra um secretario do executivo  para vir ao plenário da câmara? Entre outros, lá estava o homem do discurso bonito, que transmitiu renovação e esperança de uma nova câmara.

Afinal, como explicar a população que esta diante dessa crise na falta de médicos nos postos de saúde, da falta do remédio e outros assuntos a serem  discutidos e transmitidos para o povo, ter por alguns vereadores, voto contra na mais corriqueira e habitual convocação? Afinal, quem estava na câmara querendo "blindar" a vindo de um secretário, eram vereadores do legislativo, ou secretários do executivo protegendo os colegas? Desculpe a franqueza deste eleitor nobre vereador, por quem tenho apreço, mais o senhor depois do seu discurso não frustrou só a mim como eleitor. Mas lembrei-me depois, que durante seu discurso, vossa  excelência  havia dito que ficou honrado de ter sido convidado para ser líder do governo, e que seria fiel até o fim. O danado é que essa fidelidade em primeiríssimo lugar, acho eu, que caberia muito mais, aos donos dos 800 votos que o senhor falou no seu discurso lembra?  Esta crítica caro vereador é apenas de eleitor, jamais pessoal, mas sim para um homem público, com um intuito de lhe sensibilizar e não mais frustrar, de ser um critica construtiva para realmente mudar. Também a todos aqueles  que  lhe seguiram e disseram  “NÃO”, não ouviram seu discurso, e se ouviram ignoraram também, e não olharam para o lado, e viram “CINCO CADEIRA VAZIAS”  que não serviram de exemplo, pelos “não” contra o povo. 

Por: Ed Alencar - Repórter
Membro do Blog do Crato e Portal de Notícias Chapada do Araripe


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