02 janeiro 2014

Eventos relacionados à história de Crato que poderão ser comemorados em 2014




O que resta da casa onde foi julgado Pinto Madeira
– 250 anos de criação da Vila Real do Crato, fato acontecido em 21 de junho de 1764.
– 180 anos da condenação à morte, na Vila Real do Crato, do líder monarquista Joaquim Pinto Madeira.  Este foi julgado à revelia, sem o mínimo direito de defesa, num júri que passou à história como o mais esdrúxulo julgamento político de que se tem notícia no Ceará. Este simulacro de júri popular aconteceu em 26 de novembro de 1834 e Pinto Madeira foi fuzilado ilegalmente, no alto do Barro Vermelho, no dia 28 daquele mês e ano.
– 170 anos do nascimento e batizado do Padre Cícero Romão Batista, que veio à luz em 24 de março de 1844, em Crato, no local onde hoje se ergue o Palácio Episcopal, à Rua Dom Quintino. Já o batizado do Pe. Cícero ocorreu em 08 de abril de 1844, na então igreja-matriz – e atual Catedral – de Nossa Senhora da Penha.


– 140 anos do início da construção do Seminário Diocesano São José de Crato (foto ao lado com a fachada já modificada). Em junho de 1874 chegava a Crato o padre Lourenço Vicente Enrile – sacerdote italiano, cujos restos mortais estão sepultados na capela do Seminário – para iniciar os preparativos da construção. Em dezembro daquele ano, no dia 31, chegava a Crato o primeiro bispo do Ceará, Dom Luís Antônio dos Santos, que veio ultimar a construção do Seminário e permaneceu, nesta cidade, cerca de seis meses.

– 100 anos de criação da Diocese de Crato, evento ocorrido em 20 de outubro de 1914. O encerramento dos festejos comemorativos ao Ano do Centenário está marcado para o dia 19 de outubro de 2014.
– 70 anos da realização da 1ª Exposição Agropecuária de Crato, ocorrida no dia 04 de dezembro de 1944, evento que se transformou na maior referência socioeconômica desta cidade.

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PS - E os católicos da cidade de Crato festejarão, no próximo dia 24 de abril, pela primeira vez, a festa do seu co-padroeiro, São Fidelis de Sigmaringa (1577-1622). Como se sabe, este santo franciscano capuchinho foi oficializado co-padroeiro de Crato, no dia 31 de outubro de 2013, através de decreto episcopal assinado pelo bispo diocesano, Dom Fernando Panico.

ao lado a tela: "Martírio de São Fidelis de Sigmaringa"

Quem é São Fidelis de Sigmaringa -- Fidélis nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringa, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos Rey. Na Universidade de Friburgo, na Suíça, estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado em 1601. Durante alguns anos, exerceu a profissão de advogado em Colmar, na Alsácia, recebendo o apelido de "advogado dos pobres", porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar.

Até os trinta e quatro anos, não tinha ainda encontrado seu caminho definitivo, até que, em 1612, abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos de Friburgo, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidelis. Escreveu muito, e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana.

Como era intelectual atuante, acabou assumindo missões importantes em favor da Igreja e, a mando pessoal do papa Gregório XV, foi enviado à Suíça, a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem a serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu após uma missa em Grusch, na qual pronunciara um fervoroso sermão pela disciplina e obediência dos cristãos à Santa Sé. Em suas anotações, foi encontrado um bilhete escrito dez dias antes de sua morte, dizendo que sabia que seria assassinado, mas que morreria com alegria por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando foi ferido, por um golpe de espada, pelos inimigos, pôs-se de joelhos, perdoou os seus assassinos e, rezando, abençoou a todos antes de morrer, no dia 24 de abril de 1622. O papa Bento XIV canonizou São Fidelis de Sigmaringa em 1746.

É este o santo  que Frei Carlos Maria de Ferrara, fundador de Crato, escolheu – em 1745, quando Fidelis ainda  era Beato – como o co-padroeiro da Missão do Miranda, um aldeamento que deu origem a esta cidade de Crato.

( Por Armando Rafael )

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