31 dezembro 2013

Nas lutas deste mundo - Por: Emerson Monteiro

Pelos variados campos, há lutas. Seja nos leitos de hospitais, seja nos ringues, há lutas. Elas são a tônica do viver. Nada de fraquejar, porquanto os segredos imperam aos lutadores. Sozinhos ou acompanhados, a escola revela os meios de crescimento nas estradas do destino.

Nas sociedades, por vezes existem protestos face ao jeito de conduzir os negócios do Estado. Críticos repassam aos dirigentes o peso dos insucessos, e que outros ofereçam alternativas aos discursos, mas na prática abandonam o barco, causando infelicidade às minorias e maiorias.

Esquecem aqueles os deveres do cidadão para com os seus direitos. Uns negam com facilidade as coletividades, quando o trabalho comum produziria melhores resultados. A luta diária da cidadania significa bons representantes, bons projetos e justiça social.

Nas famílias, assim também, conscientização e trabalho persistente, visando aprimorar as relações humanas. O paternalismo impõe enfraquecimento dos tecidos, motivo de dúvidas e súplicas. Houvesse menos alienação e as bênçãos seriam maiores.

Dentro disso, a lei da justiça, que provê sem cessar os frutos da árvore desta vida. Além de só implorar ou cantar loas a Deus, os indivíduos cuidassem de sua parte no bosque da Criação. Olhar os passos que dá e buscar os lugares sábios na construção da fortuna e da felicidade. Imaginemos quando acontecer tais previsões, e todos agirem de acordo com o certo quais maravilhas advirão.

Pois as lutas são nossas, lutas de paz, no âmbito do trabalho justo, dos estudos e relacionamentos. Organizar os espaços interiores através das atitudes sinceras, fraternas, inteligentes, em forma de providências nascidas do sentimento solidário e harmonioso da união das multidões.

Abrir assim o caminho das vivências, o que lembra Jesus, Buda, os santos. O amor é solene. A dor da matéria é o prazer do espírito a desmistificar o tempo físico. Pensar, só pensar, resolve pouco. Já amar custa o preço do desapego. Desapego até dos pensamentos vacilados. Esta necessidade vem por dentro da carne, no enigma das existências. Sentir, buscar e praticar a certeza. Nem sempre fácil, pois dói e exige decisão.

Sem isto, nada a oferecer, só vaidade, hábito e costume. Lembra o óbulo da viúva de que Jesus fala. Sim, dá daquilo que nos faria falta, do prazer, da comodidade, das satisfações pessoais, dos momentos agradáveis. Oferecer um nós de pedaços de si em forma de doação pela conquista do Reino. A luta de sofrer consciente o que quer, porém sem perder o ponto de vista do Bem e do Amor.

(Foto: Jackson Bola Bantim).

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