29 outubro 2013

Acontecimentos que se avolumam - Por: Emerson Monteiro

Cenas cotidianas de violência viraram rotina, desde as práticas diárias dos estados econômicos modernos, campeões na usura colonialista, percorrendo os dramas coletivos dos campos e cidades e a ganância do poder comercial nos mercados, até a antropofagia do turismo sexual, tudo que reclama espaço de reflexão urgente e medidas sérias.

Entrementes, quais habitassem desertos de proporções mundiais, elites conquistaram os oásis férteis da riqueza e inúmeras populações apenas vagueiam estafadas caravanas de fantasmas nos areais da vastidão sem limite, onde existem grupos isolados que ainda possuem camelos, transportam provisões de alimento e água, dispõem da sombra das tendas nos entardeceres e no vento frio das noites mornas. Enquanto a outros nem isso lhes ameniza o tédio, arrastados feito reses perdidas rumo ao fim inevitável dos açougues.

Muitas cogitações cabem nesse quadro.

As cicatrizes reabertas nas gentes, que vêm do egoísmo inútil. A banda forra se deliciando na carne seca dos desavisados, que precisa parar de descer nas perversões da raça e descobrir o valor da solidariedade.

A crise maior desse tempo é a falta de amor. Há que se amar muito para dominar a impura sede do lucro voraz, na falta de escrúpulo materializada nas leis de quem ocupa o comando, parecido bicho demente. Carecemos de refletir melhor as posições sociais, ao invés de defender bandeiras individuais corporativas.

O poder infinito do Amor permanece demonstrado na face de Jesus e dos grandes mestres. Durante a vida material firmam-se as bases da escola verdadeira, no sonho do espírito que nós somos, compreensão trazida à cultura e que transforma para melhor as metas das ações humanas. Amar, esse gesto definitivo, poder maior da Natureza.

Gandhi afirmou que um vibrando para o bem vale milhões vibrando em sentido contrário. No definir objetivos de paz, edificamos a esperança de modos diferentes. Nas propostas da indigência física, existe um compromisso mais amplo dos seres perante a aquisição de outros bens mais elevados. Entretanto, na força desse gesto, reclamam as criaturas o pleno exercício da personalidade completa, somatório de mente e coração.

Por isso, A resposta fica por conta de todos; primeiro, saber amar e, depois, amar muito. Só então se verá o fruto bom do resultado em tudo. Curar o mal na própria raiz, o que somos cada um de nós, omissos ou participantes desse novo projeto de Humanidade.          

(Foto; Jackson Bola Bantim).

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