24 agosto 2013

Associação Brasileira de Medicina–AMB vai ao Supremo Tribunal Federal–STF para barrar o “Mais Médicos” e “proteger a população”



(Matéria publicada no “Estado de S.Paulo” deste sábado)

AMB vê ‘manobra político-eleitoral para impor algo inócuo e populista’ e diz que bolsistas do programa vão integrar nova categoria médica no País, como ‘escravos’

 A Associação Médica Brasileira (AMB) entrou nesta sexta-feira, 23, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para tentar suspender o programa Mais Médicos. A intenção da categoria foi adiantada pela coluna Direto da Fonte desta sexta. O governo federal não se pronunciou ainda sobre a Adin, mas o Ministério da Saúde teve de vir a público para explicar que os médicos cubanos trazidos por convênio seguirão a lei e a ética brasileiras e os acertos trabalhistas de Cuba.

No texto enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), o advogado da AMB, Carlos Michaelis Jr, pontua que o Mais Médicos é inconstitucional por ser adotado por medida provisória - manobra "político-eleitoral para impor algo inócuo e populista" - e por dispensar de revalidação do diploma profissionais graduados no exterior, o que "põe a população em risco".

Na mesma Adin, Michaelis Jr. contesta a falta de exigência de proficiência na língua e diz que, se aprovado, o Mais Médicos criará duas medicinas no País, uma de livre exercício e outra "de escravidão moderna". "A primeira terá os que poderão exercer a profissão livremente em todo o território nacional. A segunda é composta pelos médicos intercambistas, que terão seu exercício profissional limitado, com qualidade duvidosa para atender a população."

A nova disputa entre a classe médica e o governo chega ao STF antes mesmo de passar pelo Congresso. A ideia é barrar o programa agora, desde o início, uma vez que nesta sexta-feira já começaram a chegar os primeiros interessados do exterior. Além disso, neste fim de semana chegam ao País os primeiros dos 4 mil cubanos que atenderão cidades não requisitadas na primeira fase do Mais Médicos.

Comentário de Armando Rafael


O governo brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde–Opas (a serviço da ditadura dos irmãos Castro) precisam explicar o destino desses milhões de reais que serão gastos com os médicos cubanos, os quais – com roupas surradas – já começaram a desembarcar no Brasil. Além dessa vultosa importância (pois  se forem levados em conta o custo individual de R$ 10 mil, os 4 mil médicos previstos custarão todo santo mês 40 milhões de reais ao erário brasileiro), a rapidez com que o acordo foi feito levantou suspeitas de entidades médicas brasileiras. Essas entidades médicas brasileiras são instituições sérias. Além do mais, um convênio desse porte não é feito da noite para o dia. Conclui-se, pois, que o governo do Brasil e a ditadura cubana já vinham planejando esse assalto há muitos meses. O acordo com a Opas foi assinado na última quarta-feira e no mesmo dia foi anunciado que os médicos cubanos começariam a chegar neste fim de semana... Além desses milhões serem destinados a ajuda para sustentar a ditadura na ilha-prisão, aí tem coisa...
 
                                                                                                 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.