06 abril 2013

Mensagem para reflexão: Por Maria Otilia

Inicia em 2013 um novo período de gestão municipal nos municípios brasileiros.Muitos gestores novos, iniciando seu primeiro mandato.E um dos grandes desafios para que a gestão seja um sucesso, é a visão de liderança  que cada um deve ter.
Posto aqui uma fábula para que reflitamos sobre  liderança.Esta é uma fábula de Liderança sobre um cavalo que se recusava a beber água.
ENSINANDO CAVALOS A BEBER ÁGUA

Conta a fábula que um fazendeiro comprou um bom cavalo por um bom preço. Deixou-o com seu filho com a incumbência de arar o terreno de sua propriedade para efetuar o plantio da primavera. O cavalo era o mais novo orgulho da família, belo, musculoso, com crina e pelo brilhante.
No primeiro dia, o garoto colocou os arreios no cavalo e o levou em direção do local onde deveria arar a terra. No caminho parou em um ribeirão onde todos costumavam levar os cavalos para beber água. Ele sabia que os animais deviam beber água antes de iniciar o trabalho duro, porém ao levar o cavalo no ribeirão, este se recusou a beber.
Chegando ao local, o garoto colocou todos os aparatos no cavalo para iniciar os trabalhos. Depois de muito custo, conseguiu com que o cavalo, em um dia inteiro, arasse apenas alguns metros de terra e por mais que tentasse, nunca de maneira reta como os outros cavalos faziam. Isso era simplesmente ridículo se comparasse aos outros pangarés que conseguiam arar cinqüenta vezes mais em um dia.
Chateado o garoto retorna para casa. No caminho de volta, para no mesmo ribeirão para que o cavalo pudesse beber água. Novamente o cavalo se recusa a beber água.
Chegando a casa, ele solta o cavalo no estábulo e desesperado, o cavalo vai em direção a tina de água e bebe ofegante até a última gota. O garoto não compreende.
Esta situação se estende por dias, até que um dia, tentando fazer o cavalo beber água no ribeirão, ele se depara com o espírito do ribeirão.
Neste encontro o espírito fala para que o garoto solte o cavalo no ribeirão ao invés de levá-lo para onde todos os outros trabalhadores levavam os cavalos. Com certo receio, o garoto soltou o cavalo e não demorou para que este disparasse ribeirão acima. Cheio de medo, achando que perderia o cavalo de seu pai, correu atrás. Depois de alguns metros reparou que o cavalo parou, foi em direção a margem, cheirou a água e … bebeu.
Novamente o espírito do ribeirão conversa como garoto e explica que o cavalo não bebia no local onde os outros cavalos bebiam, pois lá a água estava sempre barrenta pelo fato dos outros cavalos pisotearem a margem. Este cavalo em específico queria água limpa e por isso só bebia quando chegava ao estábulo.
Querendo aprender mais sobre aquele cavalo, o garoto questionou o espírito porque ele não arava como os outros cavalos. Por mais que ele tentasse fazer com que arasse em linha reta, o cavalo sempre ia puxando para esquerda ou para direita. Foi ai que o espírito falou ao garoto: – Já tentou soltar as rédeas do cavalo enquanto ele ara? Seu cavalo foi grandioso, foi um campeão de corridas.
O garoto seguiu o conselho do espírito e soltou as rédias. O cavalo começou a arar o terreno em uma espiral e conseguiu terminar o serviço no mesmo dia. Serviço que outros pangarés demorariam dias para concluir. O único problema é que ao invés de arar em linha, arou em espiral, mas isso não afetava em nada o plantio.
Bem, resumindo a fábula é esta. Nas entrelinhas, descreve que um Líder deve entender e conhecer a capacidade de cada um de sua equipe, deixando-os livres para fazerem o que sabem fazer de melhor. Não se deve colocar “cabrestos” nas pessoas. Cada um é “programado” para fazer determinadas tarefas e cabe ao Líder reconhecer esta “programação” e tirar proveito disso em prol dos objetivos por ele traçados.

Extraída do Livro: Liderança e Competitividade.

                  Você não pode forçar cavalos a beber água, pode apenas deixá-los beber.

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