30 março 2013

Processo de morte celular tem papel-chave no desenvolvimento do cérebro


Trabalho realizado com genes da mosca de fruta pode trazer avanços para a medicina e pesquisa neurológica

Foto: Mike Wolterbeek/University of Nevada
Thomas-kidd-ao-centro-junto-dos-estudantThomas Kidd (ao centro) junto dos estudantes Gunnar Newquist (a dir.) e Kirsti Walker, durante o processo de pesquisa
Pesquisadores da Universidade de Nevada, nos EUA, descobriram que o processo de morte celular tem papel importante no crescimento de nervos e no desenvolvimento do cérebro.
A , publicada na revista Cell Reports, pode trazer avanços na medicina e pesquisa neurológica.
Thomas Kidd e seus colegas realizaram estudos com moscas de fruta para investigar o desenvolvimento dos nervos. "Embora a mosca seja um organismo relativamente simples, quase todo gene identificado nesta espécie parece estar desempenhando funções semelhantes em seres humanos", explica o pesquisador.
A rede do sistema nervoso é composta de axônios, extensões especializadas dos neurônios que transmitem impulsos elétricos. Durante o desenvolvimento, axônios navegam longas distâncias até alcançar seu alvo através de sinais no seu ambiente. Netrina-B é um desses sinais. Kidd e seus colegas demonstraram que a netrina-B também mantém os neurônios vivos. "Tirem a netrina B e o crescimento e a morte celular dão errado", observam.
Isto levou à descoberta de que a morte celular é ativada no crescimento dos nervos, e parece ser uma parte integrante do mecanismo de navegação.
"Nós usamos a genética da mosca de fruta para estudar como esses axônios navegam por essas longas distâncias corretamente durante o desenvolvimento. Compreender os mecanismos que utilizam para navegar é de grande interesse, não só para entender como o nosso cérebro se forma, mas também como um ponto de partida para elaborar formas de estimular o recrescimento de axônios após lesões da medula espinhal, especialmente", explica Kidd.
"Encontramos algo que ninguém tenha visto antes, que o bloqueio da via de morte celular pode deixar os nervos sem os sinais de orientação para descobrir o jeito certo de se conectar com outros neurônios. Isso foi completamente inesperado e novo, mas realmente excitante porque muda a forma como olhamos para o crescimento do nervo", ressaltam os autores.
Segundo os pesquisadores, o trabalho sugere que terapias projetadas para manter os neurônios vivos após a lesão podem ser capazes de estimular os neurônios a voltarem a crescer ou criarem novas conexões.
R7 – Isaúde

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