09 fevereiro 2013

A Praça dos Oitizeiros - Por Magali de Figueirêdo Esmeraldo

Quando chegamos à Praça da Sé, mesmo em qualquer hora do dia, temos para o nosso bem estar, uma agradável brisa que nos protege do calor. Tudo isso devido à preservação dos oitizeiros. Essas árvores estão ali há bastante tempo.  Elas dão sombra para o transeunte que deseja sentar no banco dessa praça acolhedora, além de liberar o oxigênio necessário para purificar o ar que respiramos. Como todas as praças do Crato, a Praça da Sé é muito bonita e bem conservada.

Hoje só se fala na preservação do meio ambiente. Observamos que os governantes cratenses, ao longo dos anos, preservaram e ajudaram ao meio ambiente, deixando os oitizeiros fazerem o seu papel para tornar a vida das pessoas que se dirigem a praça, mais saudável, prazerosa e livre do calor do sol. Além do mais, é obrigação das pessoas que dirigem a nossa cidade e de todos nós, cuidarmos do futuro do nosso planeta, deixando as árvores vivas e nos beneficiando com o seu oxigênio.

A sombra dos oitizeiros abrange toda a praça. Se uma pessoa decidir fazer caminhada, poderá fazê-la em qualquer horário, pois as árvores formam um verdadeiro teto ao redor da praça. O Crato tem a vantagem de ter belas praças que embelezam a cidade e dão melhores condições de vida à sua população.

Lembro-me que na minha infância, a Praça a Sé era a praça das crianças, dos adolescentes, estudantes, namorados e de todos os cratenses. Houve época que tinha até um lago com jacaré para divertir as crianças, embora fosse assustador.

Na festa da Padroeira, todos freqüentavam a praça à tardinha e à noite para aproveitar o parque de diversões.  Hoje também ainda continua sendo a praça dos cratenses.

Tenho boas lembranças do tempo que estudava no Colégio São João Bosco e, após as aulas, eu, meus colegas e minhas colegas, nos reuníamos abaixo da sombra de um oitizeiro para conversarmos. Mesmo sendo hora de sol quente, estávamos protegidos do calor pelas sombras das antigas árvores. Gostava tanto desses momentos que me esquecia do tempo e algumas vezes eu chegava em casa, atrasada para o almoço. Meu pai reclamava, pois ele queria a família reunida durante as refeições.

Muitos casais, há anos casados, namoraram nos bancos da Praça da Sé, às sombras dos oitizeiros. Eu e Carlos tivemos o privilégio de ter passado horas e horas nos bancos dessa praça no período de férias, conversando enquanto nos conhecíamos melhor. Nesses momentos matávamos a saudade do tempo de separação, quando ele tinha que viajar para Salvador, onde estudava. Por isso, um primo de Carlos até brincava com ele, dizendo que ele recebia a chave da praça do leiteiro e a entregava ao guarda noturno. A Praça da Sé era a praça dos namorados. E hoje, ainda é?

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

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