13 janeiro 2013

Conde d’Eu, esse desconhecido – por Armando Lopes Rafael

                                          Príncipe Gastão de Orleans -- Conde d'Eu (Carl Steffeck)

     Passou despercebido, para quase totalidade do povo brasileiro, os 90 anos de falecimento, fato ocorrido em 28 de agosto de 1922, do Conde d’Eu, esposo da Princesa Isabel, A Redentora. Não fora o cartão-de-natal de Dom Luiz de Orleans e Bragança – Chefe da Casa Imperial do Brasil e bisneto do Conde d’Eu – ninguém teria se lembrado dessa efeméride. E, no entanto, o Conde d'Eu consagrou 25 anos de sua exemplar existência em favor da nossa pátria.     Recebi o cartão de natal de Dom Luiz. E dele retirei algumas das informações, a seguir transcritas.

    “O Príncipe Luís Filipe Maria Fernando Gastão d’Orleans nasceu em 28 de abril de 1842, no castelo de Neuilly-sur-Seine, filho primogênito do Duque de Nemours – quarto filho do Rei Luís Filipe – e da Princesa Vitoria Augusta de Saxe Coburgo Gotha. Escolheu a carreira das armas, primeiro cursando a Academia Militar de Segóvia e buscando depois a ação no Marrocos, onde se cobriu de louros na batalha de Tetuan.
   “Aquele a quem estava reservada a patente de Marechal do Exército chegava assim ao Brasil em 1864 já temperado em combate e com brilhante folha de serviços. Eclodida a Guerra do Paraguai, o curso do conflito em sua última fase o levou à chefia das forças nacionais, que exerceu com brilho e grande competência. Tal é o testemunho do General Osório, Marquês de Herval: “Brindo o Senhor Conde d’Eu, meu companheiro d’armas, pelo seu valor, pela sua coragem e pela justiça com que administrou o exército: brindo-o porque no Paraguai deu sempre provas de amar o Brasil e se devotou d’alma ao seu serviço como os brasileiros que lá serviram.

   “Sua afeição ao Brasil foi inteira e constante. Estava ele na difícil situação que toca aos estrangeiros cônjuges de herdeiros do trono: exame rigoroso, juízo severo, crítica fácil. Mas soube – pelo seu caráter e por sua formação cristã – granjear respeito e estima nas funções oficiais como nas relações pessoais. Ficou isso patente em 1921 quando aqui pôde retornar após três décadas de exílio, recebendo inúmeras manifestações de consideração e afeto.

   “Mostra eloquente dessa entrega ao Brasil é a carta derradeira que dirigiu aos brasileiros estando ainda em nosso território (antes da sua expulsão pelas novas autoridades republicanas), que reproduzimos no artigo abaixo:

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