14 dezembro 2012

Presidente Hugo Chávez sofreu sangramento durante cirurgia


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sofreu sangramento durante a cirurgia que realizou na terça-feira (11), em Havana (Cuba), para se tratar de um câncer --a quarta operação a que ele foi submetido em um ano e meio.

A informação foi divulgada pelo próprio governo venezuelano em comunicado lido hoje pelo ministro da Informação, Ernesto Villegas. O sangramento teria sido controlado. Segundo o ministro, Chávez experimenta uma "recuperação progressiva e favorável da normalidade de seus sinais vitais" --essa recuperação, porém, vai requerer "um período de tempo de cautela, em razão da complexidade da cirurgia realizada". Em mensagem no site do governo, Villegas afirmou ainda que os venezuelanos devem "se preparar" e "compreender" caso o presidente não consiga tomar posse em 10 de janeiro --no poder desde 1999, Chávez foi reeleito em outubro para mais seis anos de mandato, até 2019.

Embora a Venezuela tenha mudado sua política e divulgado mais informações sobre o câncer do presidente, seu tipo e sua localização exatos ainda são desconhecidos. Foi informado apenas que ele é na região pélvica, de onde se retirou um tumor em 2011. O governo procura mostrar unidade na ausência de Chávez. Em suas aparições televisivas para falar da saúde do presidente, o vice Nicolás Maduro --já apontado por ele como seu eventual sucessor-- se faz acompanhar do presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, e do ministro da Energia, Rafael Ramírez. Logo depois de retornar de Cuba, onde acompanhou a operação (que durou cerca de seis horas), Cabello participou de uma missa pela saúde do presidente em uma base militar e disse que ele estava "lutando por sua vida". Caso Chávez não seja capaz de tomar posse no dia 10 de janeiro, cabe justamente ao presidente da Assembleia assumir o cargo e convocar novas eleições em 30 dias.

Eleição de domingo

Em comícios para as eleições estaduais deste domingo, os candidatos chavistas alternam pedidos de voto no governo com desejos de recuperação do presidente --para analistas, eles podem ser beneficiados por uma "onda de simpatia" decorrente da recaída do câncer de Chávez. O líder oposicionista Henrique Capriles --que perdeu a eleição presidencial para Chávez em outubro e agora tenta se reeleger governador do Estado de Miranda-- acusou seu rival na disputa, o ex-vice chavista Elías Jaua, e outros aliados do presidente de se aproveitarem da doença.

Folhapress


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