21 novembro 2012

O ato de doar - Por: Emerson Monteiro


Amor, eis o poder infinito que transforma as contradições das jornadas e atualiza valores e circunstâncias por vezes trágicas, talvez inevitáveis. Quando propomos algumas considerações a respeito da doação de sangue, de medula, córnea e órgãos vitais, pedaços de nossos corpos que a Ciência obteve o ganho de os participarmos com os demais seres humanos, nos vem à lembrança o reparo sublime das máquinas que nos mantêm no seio da natureza.

Dia 25 de novembro é comemorado o Dia do Doador de Sangue, data escolhida para evidenciar a coragem dos que contribuem nesta preservação de existências físicas perante os diversos riscos na saúde, através da sobrevida que lhes permite receber o plasma sagrado depositado nos bancos de sangue. A humanidade evolui ao nível de oferecer tamanha oportunidade, participação valiosa de outros, os chamados doadores, pessoas especiais, na história clínica dos semelhantes. Já cabe sentir no coração o tanto dispomos na busca da perfeição em grau de sentimentos bons, solidariedade, virtude, destas pessoas escolhidas.

Inexiste amor maior do que dar a vida pelos irmãos, afirma o livro bíblico de João 15, 13, enquanto, na essência mais verdadeira, este pensamento se torna viável, ao pé da letra, em toda probabilidade, na circunstância das doações. Oferecer parte de si mesmo em favor de outras criaturas, numa atitude ímpar, excelente gesto de abrir mão de parcela do próprio organismo a fim de partilhar o bem da vida com irmãos por vezes anônimos, importância inestimável, recurso que só avalia quem cruza momentos de aflição. Muitos e muitos, em quantos lugares, contam histórias parecidas.

Sem perder vitalidade, o doador agirá movido pelas bênçãos do gesto de servir os irmãos de humanidade nas crises... Quanto há nisso de desapego e grandeza... Ainda estamos longe de saber das exatas proporções, o significar pleno disto, porquanto passa além das providências apenas materiais deste mundo temporal.

Nada superior em termos de magnanimidade, portanto, do que o gosto de se permitir multiplicar a existência em outras existências. Amor que existe no que afirmou o evangelista, lição digna de ser secundada, nas possibilidades científicas de cura deste momento.

Partilhemos, pois, de nós e ofereçamos à medicina tão nobre instrumento de preservação do direito de viver.



Por: Emerson Monteiro

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