17 novembro 2012

Ânsias de poder - Por: Emerson Monteiro


Das fraquezas históricas apreciadas, as ânsias de poder praticamente comandaram relações deste mundo temporal dos humanos, seres bizarros. Há tendências por demais insistentes nos hábitos de querer misturar alhos com bugalhos, nas conquistas secundárias que obtém nessa fase contraditória, com os dotes naturais superiores retalhados nos açougues sujos. Quase que trocaram grandeza dos amores eternos pela futilidade de interesses imediatos. O reinado pelo prato de lentilhas, na negociação de Esaú e Jacó.

Isto, porém, soma custas astronômicas em termos de honradez e dignidade; que viva o luxo e morra o bucho, moedas de troca no mercantil das glorias fáceis e prazeres delituosos, instintos prontos na forma dos apelos do desejo, balança da atualidade. Essas palavras parecem explicar no tanto aproximado os desmandos da permissividade, quando leiloar almas enriquece e dura pouco para conter a matilha que domina a selva. Ética de verdade conta pouco, face da conivência das vaidades. Buscar só lucros materiais, invés dos planos de salvação, no decorrer das grandes crises e dores.

Em consequência do atraso milenar, se contorce a burguesia, múmia estirada nos chiqueiros da fama, que abre as pernas morais cada vez diante dos apetites vorazes das taras a lhe corroer as entranhas, preço impagável acumulado ao longo das esperanças pelas veias doloridas de gerações.

Que adianta ao homem ganhar este mundo e perder a Eternidade? – indagava Jesus, em meio aos tumultos desse quadro.

Muitos, no entanto, baixam a crista das aspirações maiores, gladiadores conformados às feras, e aceitam o estado natural que produzem nos espelhos individuais. Dominar a si deixou de pesar no foco dos amores sonhados, idealizados e depois traídos, enlameados.

Bom, o quadro mostrar a cara do Moloc das civilizações, fera tonta e personagem principal dos filmes jogados nas cabeças eletrônicas. Antes, vilões caíam vencidos perto do final das histórias.  Anos seguintes, fugiam rumo a paraísos fiscais. Data mais recente, possuem seus próprios canais e ofertam lances convidativos ao engano das consciências trabalhadas a quatro cores.

Deixo por menos não, pois saídas continuam em brasa dentro dos corações independentes. Às crianças, aos jovens, busquem o estudo, as possibilidades infinitas da transformação. Descubram formas de pelejar nas cartas de navegação dos segredos positivos. Pequenos sinais indicam oportunidades bem próximas de conservar a visão da certeza definitiva.

Por: Emerson Monteiro

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