08 setembro 2012

Edênia Garcia, natural do Crato, sobe ao pódio pela terceira edição consecutiva da Paralímpiada


Londres. Mais uma conquista paralímpica vai para o município do Crato (CE). Sempre que vai a uma Paralimpíada, a nadadora cearense Edênia Garcia traz uma medalha na bagagem.

A atleta, que já havia conquistado uma prata em Atenas e um bronze em Pequim, superou a chinesa Juan Bai nos últimos metros da disputa FOTO: FERNANDO MAIA/CPB - E ontem, discretamente, ela roubou a cena, teimou de novo e garantiu o seu terceiro pódio na história dos Jogos (em três participações), ficando com a prata na prova dos 50m nado costas classe S4, em Londres. A atleta, que já havia conquistado uma prata em Atenas-2004 e um bronze em Pequim-2008, superou a chinesa Juan Bai (tempo de 54s33) nos últimos metros da disputa, após um começo nada animador, e completou a prova em 53s85, atrás apenas da holandesa Lisette Teunissen (51s51). Foi a primeira medalha de uma mulher na natação nestes Jogos de Londres - seja na olímpica ou na paralímpica. Nas eliminatórias, disputadas na manhã de ontem, Edênia havia feito apenas o terceiro melhor tempo, bem abaixo do que conseguiu na final: 54s70. À noite, enquanto a adversária holandesa disparou na frente desde o princípio, a nadadora cearense - que hoje treina e vive em Natal, Rio Grande do Norte - ainda deu uma "colher de chá" para a rival asiática. Na segunda metade da prova, a brasileira recuperou espaço e passou Bai.

A surpresa se transformou em descontentamento para a chinesa, que não escondeu sua decepção no pódio enquanto Edênia comemorava. Embora veterana nos Jogos, a cearense tem apenas 25 anos e quer continuar conquistando medalhas paralímpicas, só que de outra cor daqui a quatro anos. "Fiz o meu melhor e já penso no Rio 2016. A próxima Paralimpíada é meu maior foco", projetou a nadadora. Logo que nasceu, em 30 de abril de 1987, Edênia apresentou uma polineuropatia sensitiva motora, que prejudicava os movimentos dos membros inferiores e superiores. Ela se transferiu muito cedo para Natal (RN) e por lá começou a nadar aos sete anos de idade, para tentar fortalecer seus músculos. Em 2001, passou a competir em torneios nacionais e internacionais e conquistaria, além dos três pódios paralímpicos, três títulos mundiais - o último deles em 2010 - e passou a ser chamada de "Fênix", apelido dado por sua capacidade de ressurgir das cinzas quando pouco se espera dela. Ontem, na única prova em que competiu na capital inglesa, a cearense, mais uma vez, fez total jus ao apelido.

PERY NEGREIROS
EDITOR
O jornalista viajou a convite do CPB ( Dia DN )


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