30 setembro 2012

COMO NASCE UMA FOFOCA? - Por: Ely Pomin


“-Olha, vou te falar uma coisa, mas não é fofoca não, vou te falar, pois sou seu amigo”! Mas não conte nada para ninguém! Se você contar eu falo que é mentira e não confiarei, mas em você. Só, estou te falando, pois eu gostaria de saber se fosse comigo! Isso não é fofoca, estou apenas tecendo um comentário e te alertando. Guarde para você e se for fazer alguma coisa a respeito não mencione meu nome, por favor!”

Amigos! Quem de nós nunca ouviu algumas destas frases acima se não todas? Acredito que todos nos já ouvimos! Cuidado com qualquer conversa que comece com estes precedentes, pois é exatamente assim nasce uma fofoca. Qualquer comentário sobre a vida alheia sem a presença da pessoa mencionada é FOFOCA, MEXERICO e não devemos jamais compartilhar pois não há nada de superior em uma fofoca. Nossa tarefa é simplesmente expressarmos amor, a vida é muito mais plena de paz quando vivenciamos nossas vidas e não a vida alheia. De algum modo, todos nós lidamos com a fofoca, hora ouvindo, hora vitima mas jamais devemos proferir nem alimentar. 

Devemos compreender melhor as polaridades com as quais temos que lidar sondando as origens que moldam tudo que temos que enfrentar, equilibrando-nos, sem jamais acreditar muito menos ficar a mercê da fofoca que tem a força de poluir nosso raciocínio e nos segar. Nada na vida, vem sozinho, a fofoca é irmã da inveja que é filha da escuridão. Tudo que ouvimos, deve ser filtrados pela nossa consiencia, procurando enxergar os dois lados da moeda. 

O mundo esta repleto de pessoas que se dizem cristãs, espiritualistas, religiosos, mas que não perdem uma oportunidade de pincelar um comentário maldoso sobre alguém com quem não tenha afinidades desejando assim puxar para seu lado o maior número de pessoas jogando uns contra os outros. Isso é atitude inferior. Quem assim procede, está mostrando que ainda tem muito que estudar e aprender com a simplicidade e a humildade que Cristo nos deixou como exemplo, pois, ele sofreu todos os tipos de humilhações e injustiças e ainda assim pregou o amor e até o perdão como comportamento cristão. 

A vida, tal qual conhecemos, sempre terá fofocas, sempre será assim, mas a nossa tarefa, é de nos desligarmos deste polo, aceitando as ocorrências de nossas vidas sem procurar culpar a ninguém, manifestando equilíbrio espiritual e emocional. Só assim, nos daremos conta de que todos somos parte do todo e cada um, esta aprendendo e evoluindo de acordo com o tempo de cada um. O impulso de interferir na vida alheia dá lugar, portanto, à aceitação de que cada um viva a sua própria experiência, havendo assim, o respeito e o equilíbrio. 

Por: Ely Pomin

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