05 setembro 2012

Começa controle de agrotóxico na Ceasa, em Fortaleza


Fiscalização contra uso de defensivos agrícolas e práticas inadequadas é prioridade do escritório estadual da Adagri

Maracanaú. O controle do uso de agrotóxico foi iniciado nas Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) com a instalação do escritório da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), mantida pela a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). Além do escritório, enquanto não se instala um laboratório para análise, a Adagri vai contar com recursos do Mapa para realizar exames dos produtos até o fim do ano, quatro vezes por mês, ao custo variável de R$ 800 a R$ 1.000.

O combate ao capim no transporte do abacaxi é uma prioridade da Adagri Fotos: José Leomar

O escritório resultou de uma promessa do titular da SDA, Nelson Martins, desde a publicação da primeira pesquisa de frutas e verduras encomendada pelo Diário do Nordeste, em 8 de dezembro do ano passado. Exame do Nutec revelou a existência de um agrotóxico proibido pela Anvisa, em produtos comercializados pela Ceasa, em Maracanaú. A equipe inicial da Adagri, que está atuando naquele equipamento, é composta pelos engenheiros agrônomos Fernando Feijão, Paula Andréia Bezerra e Pedro Mardem.

Desse modo, inspecionar produtos comercializados com uso de agrotóxicos proibidos e fiscalização com relação ao manejo adequado de frutas, legumes e verduras são os objetivos do escritório da Adagri na Ceasa. A atividade vem sendo desenvolvida desde julho passado com os três agrônomos, mas se projeta para que venha a contar com uma equipe multidisciplinar, incluindo biólogos e veterinários, além de um laboratório especializado em análise de substâncias encontradas em defensivos agrícolas de hortifrutigranjeiros.

Segundo Paula Andréia, os primeiros momentos da iniciativa têm sido verificar irregularidades no manejo de alimentos, especialmente frutas. Ela explicou que uma prioridade da Adagri é o combate a doenças como a sigatoka negra e a cochonilha-do-carmim, que atacam, respectivamente, o abacaxi e a banana, por conta de práticas inadequadas no transporte e acondicionamento dos produtos. "Nossa preocupação maior é o combate ao agrotóxico, mas isso ainda demandará tempo e dinheiro, uma vez que precisamos de recursos para realizar as análises e assim impedir o comércio de produtos contaminados", disse Paula.

No entanto, ela lembrou que a equipe já vem realizando palestras, distribuindo folhetos e concentrando os esforços na prevenção de doenças que já preocupam o Estado, ocasionadas pelo uso da folha de bananeira, que pode facilitar a incidência da sigatoka negra e o capim, provocando a cochonilha-do-carmim.

Para o agrônomo Fernando Feijão, há um longo caminho a ser percorrido para mudar hábitos e práticas nocivas à saúde. Daí entende que a Adagri está na direção certa em concentrar seus esforços na prevenção e conscientização dos permissionários e transportadores, em seguida, na análise de produtos com um laboratório especializado, aplicando multas em casos de desobediência às normas de boa conduta sanitária.

DN

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