14 agosto 2012

Notícias do dia-a-dia


Transcrito do Jornal “O Estado de S.Paulo”, edição de 14-08-2012

O difícil resgate da Petrobrás

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, deu mais um passo, nesta segunda-feira, para racionalizar a administração da empresa, reconduzi-la a seus objetivos originais e resgatá-la da condição de instrumento a serviço dos objetivos político-partidários do grupo governante. A companhia, disse a executiva, continuará empenhada em elevar a participação da indústria local em seus projetos, mas "com excelência, competitividade e melhores prazos". Se essa atitude for para valer, a consequência será a prioridade à eficiência, com abandono do voluntarismo, da demagogia e do irrealismo adotados como cartilha pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas essa é apenas a hipótese mais otimista. O discurso da racionalidade, ouvido a partir da troca de comando na estatal, poderá ser desmentido pelos fatos, se fraquejar o apoio do Palácio do Planalto ou se a execução do programa preservar os padrões seguidos até agora na impropriamente chamada política industrial do governo.
Desde o começo de seu primeiro mandato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou da estatal maior participação de fornecedores nacionais em seus projetos. A legislação a respeito do pré-sal transformou a Petrobrás, oficialmente, em instrumento de política industrial. Essa transformação, discutível do ponto de vista gerencial, força a empresa a atender a objetivos nem sempre conciliáveis, pelo menos a curto prazo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre cuidou menos da administração do que dos interesses políticos - seus e dos parceiros mais próximos.
O primeiro erro, é claro, foi a conversão da Petrobrás em agente da política industrial, desviando seu foco das tarefas difíceis e custosas de exploração do pré-sal e do aumento geral da produção. Se a Petrobrás tiver sucesso na realização das tarefas próprias a uma empresa de energia, sua contribuição para o desenvolvimento nacional já será enorme, mas esse dado simples foi esquecido nos últimos anos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá financiar projetos da indústria fornecedora, por meio de empréstimos e de participações. Também falta saber se novos critérios serão adotados ou se ainda prevalecerão os padrões de favorecimento seguidos há vários anos.

Gilmar Mendes pede inquérito contra revista “Carta Capital”

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, requereu à Procuradoria-Geral da República abertura de inquérito por calúnia, injúria e difamação contra a revista Carta Capital. Na representação, ele afirma que a revista, na edição 708, o acusou de receber R$ 185 mil do chamado "mensalão mineiro", em março de 1999, quando era advogado-geral da União. Mendes diz que só virou advogado-geral em janeiro de 2000. Em 1999, era subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Diz que a lista é falsa, que a revista sabia da falsificação e, mesmo assim, publicou-a. Mendes comenta que a revista trouxe a reportagem para levantar dúvidas a respeito de sua capacidade de julgar o processo do mensalão.

Postado por Armando Rafael
 

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