13 agosto 2012

Leia e Reflita - Por Maria Otilia

 Nestes últimos anos, nós educadores  temos vivenciado momento de grande preocupação. A falta de autonomia dos pais com seus filhos, e na maioria das vezes a total ausencia da família, principalmente da figura paterna  na construção de valores essenciais na formação da criança e do adolescente.Sendo transfeido este papel para a escola. É comum ouvir de muitos pais certas frases como " não posso mais com meu filho...." não sei o que fazer..." Vou entregar ao juiz...." Conselho tutelar...",etc. Por isso posto este texto para que façamos uma reflexão, neste dia dedicado aos Pais, sobre a importância da figura paterna, no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das criançase adolescentes. Leia !

                    A figura  do Pai e a sua relação com a emergência/resolução dos problemas sociais

Cada ser humano é o resultado da relação entre a figura materna e a paterna e esta relação perdura durante toda a vida. Se o relacionamento familiar for saudável teremos um jovem autónomo, seguro, capaz de tomar iniciativas, participante ao nível da cidadania. Pelo contrário, se o ambiente familiar for conflituoso, sem harmonia, repleto de ânsias e inseguranças o futuro dessa criança será o reflexo disso. Teremos um jovem inseguro, ansioso, incapaz de tomar iniciativas com propensão para comportamentos desviantes.

O mau ambiente familiar e a ausência da figura paterna associam-se a fenómenos de toxicodependência, criminalidade, violência entre outros problemas sociais. A presença do pai no lar (pai/marido) é fundamental para o futuro dos filhos: fomenta a confiança e a auto-estima, torna mais eficaz a educação e promove o controlo dos excessos dos jovens, contribui para uma boa socialização e portanto, para um bom desenvolvimento psicossocial dos filhos. O pai é o mediador entre o filho e a realidade exterior ao espaço familiar. Está provado que uma boa parte da emergência dos problemas sociais poderia ser prevenida ou resolvida se fosse recuperada e estimulada a presença da figura paterna no lar, tendo em conta que o desempenho dos papéis que lhe estão associados deve ser concretizado com qualidade.

Na nossa sociedade, fruto de contingências várias de carácter estrutural, algumas delas alheias à vontade dos elementos que compõem o agregado familiar, a figura paterna é muitas vezes eclipsada e emerge o novo matriarcado. Fruto do aumento das separações, dos divórcios e até de imperativos externos à família, a mãe tem tendência a centralizar em si a figura dos papéis maternos e paternos, procurando ser um progenitor completo. De facto, este fenómeno repercute-se negativamente na educação da criança na medida em que a estabilidade e segurança de que necessita desaparece. É importante termos presente que o que está em causa não é qual dos papéis será mais importante, mas antes clarificar que ambos são imprescindíveis para o bom desenvolvimento psicossocial da personalidade da criança.
 Texto extraído  do site: http://pt.scribd.com/doc/28709062/Palestra-O-Pai-a-Figura-Paterna

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