14 janeiro 2012

Adolescente de 13 anos acusa prefeito da cidade de Araripe por agressão física


O adolescente de iniciais A.L.F.S., de 13 anos, acusou o prefeito da cidade de Araripe, Humberto Germano Correia, vice-presidente da Associação de Prefeito do Estado do Ceará (Aprece), de tê-lo espancando por volta das 12h30 de ontem. O motivo foi por o garoto ter riscado o vidro do carro do gestor com xingamento. De acordo com o menor, o prefeito chegou a torcer o seu braço e imobilizá-lo, deitando-o no chão com os joelhos sobre as suas costas.

No final da tarde de ontem a garoto veio ao Crato registrar a ocorrência na Delegacia Regional de Polícia Civil, acompanhado por sua mãe, Antônia Ferreira da Silva e pelo advogado Normando José de Sousa. O registro chegou a ser feito na delegacia de Juazeiro. Em seguida, ele foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML), para realizar exame de corpo de delito. A vítima afirma que estava sentindo dores na altura da clavícula e já chegou à delegacia com o braço imobilizado.

O prefeito ficou surpreso ao saber da proporção que o caso tomou e alega motivações políticas. Ele disse que em nenhum momento agrediu o garoto e que não é do seu comportamento sair agredindo ninguém. “Apenas estava saindo da prefeitura, quando vi o adolescente riscando o carro. Segurei no braço dele e a polícia cidadã em seguida o conduziu até a delegacia”, disse Germano. Uma moradora da cidade, que não quis se identificar, afirma que não imaginava que uma situação tão simples, que não chamou sequer a atenção das pessoas, pudesse ter chegado a esse ponto.

Mas, o garoto afirma que chegou a ser espancado também por um agente do Pró-Cidadania, que ele não soube dizer o nome. No momento da agressão, conta que várias pessoas se aproximaram do local. “Ao invés do agente ter tirado o menino, os espancamentos continuaram”, disse o advogado Normando José de Sousa. “Tremi de tanta dor e a minha clavícula está doendo”, disse.

O adolescente chegou a ser levado para a delegacia da cidade, mas não houve registro da ocorrência. Foi então que o advogado Normando José decidiu se dirigir até a Delegacia Regional de Polícia Civil do Crato, mas terminou tendo que ir fazer o registro na regional de Juazeiro do Norte. Ele disse que não chegou a realizar os exames de corpo de delito na cidade como forma de ter isenção maior no IML de Juazeiro. De acordo com o advogado, serão tomadas providências penais e cíveis em relação ao caso, além de entrar com ações de indenização contra o agente e o prefeito.

Segundo a mãe do garoto, que soube do ocorrido pouco tempo depois, o prefeito não tinha o direito de espancar o seu filho e chamá-lo de trombadinha e ladrão. “O Meu filho estava errado, mas ele não podia ter feito isso, já que é um prefeito e um médico. O garoto se contorceu de tanta dor”, completa.

Fonte: Elizângela Santos
Repórter - Colaboradora


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