30 dezembro 2011

Os combustíveis da vaidade - Por: Emerson Monteiro



Quão poucos vencem com honra os ardis das fraquezas humanas diante do desafio apetitoso do prazer. Sobram reações precipitadas, contadas nos quatro cantos da existência, de tropeços inúmeros nos laços do destino. O freguês pensa dominar as regras do jogo e, quando menos espera, corre o risco de dar de cara com o bicho feio nas dobras das estradas, sofrendo espantos e prejuízos incalculáveis.

Digo isso a lembrar quando, outro dia, a rever um filme americano, O advogado do Diabo, observei o seu personagem principal, um advogado de sucesso do interior do estado da Florida que resolve mudar para Nova York para trabalhar em importante escritório e receber alto salário a custo da falsidade e do desengano.

Enquanto tudo parecia correr às mil maravilhas, nos inícios da experiência a esposa logo sente saudades da vida antiga do casal e tem visões preocupantes dos resultados da mudança. Na defesa das ricas causas que aparecem, esquece o profissional da atenção à família e vira presa fácil de mordomias e riquezas.

Assim, casos semelhantes sujeitam ocorrer nas histórias das pessoas em qualquer lugar. A cegueira dos ganhos materiais envenena muitos, que quase recusam a pisar no chão, cabeças nas estrelas, vítimas da velocidade dos produtos milionários.

Esquecidos de onde vieram, poeira do pó, mergulham a cara no lodaçal das irregularidades e largam rastros de pesar pelos tempos, desconhecendo métodos válidos, as virtudes das sementes boas e os valores da tranquilidade. Quantas almas foram, por isso, vendidas no leilão das ambições, panorama das agonias.

Antes, a poucas léguas, havia oportunidades mostradas na tela das consciências. Avaliar primeiro e agir depois, longe da precipitação e do desespero. Pesar e medir as consequências dos atos individuais, isto ocasiona os meios de chegar nas alternativas certas. Ninguém queira fugir do respeito aos semelhantes a pretexto de salvar os próprios interesses, sob pena de perder parcelas valiosas de vitórias.

Há pela frente os infinitos da Eternidade que aguardam a todos sem exceção, férteis esperanças dos dias ricos de bênçãos. Independente de credo religioso, todos atendem às leis do Bem que rege a mãe Natureza. Justa sabedoria, por isso, significa escolher práticas corretas e obedecer ditames limpos e boa convivência. Querer aos demais apenas o que se deseja a si mesmo, esta regra vale ouro na santa felicidade.


2 comentários:

  1. Feliz ANo Novo, Emerson Monteiro e família!

    Dihelson Mendonça

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  2. Grato, Dihelson,

    Retribuo os seus votos de Feliz Ano Novo, extensivos a sua família.

    Abraços de Paz.

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