24 novembro 2011

Deputado Heitor Férrer aponta aumento da pobreza no Ceará, segundo dados do Censo 2010

Na ocasião da ssessão plenária desta quarta-feira [23], deputado Heitor Férrer [PDT] comentou os resultados do Censo 2010 do IBGE referentes ao aumento da pobreza no Estado.

O parlamentar informou, com base nas estatísticas da pesquisa, que a pobreza no Ceará aumentou 51% de 2007 até 2010. Para ele, essa é uma marca que compromete o Governo Estadual, que tem feito muitos investimentos em diversas áreas. “Mas nada adiantam os empreendimentos se o povo está cada vez mais miserável’, avaliou.

De acordo com o deputado, não existe uma política pública que quebre os mecanismos geradores da pobreza no Estado. Segundo ele, o Censo revelou que em 2009 tínhamos 909 mil miseráveis. “Essas pessoas viviam com um oitavo de salário mínimo da época, o que equivalia a viver com até R$ 58,00, que é uma missão impossível”, pontuou. Hoje, conforme ele, no Ceará, há 1.502.924 cearenses vivendo com um oitavo de salário mínimo.

“O Estado do Ceará é pobre e desigual e tem aprofundado esse fosso dentro da sociedade, que está cada vez mais violenta também”, afirmou. Ele ressaltou que, em função da pobreza, a violência aumenta em todas as camadas sociais, principalmente nas mais baixas. “Dentro das amarguras da pobreza e da desigualdade social, dentro da dureza no seu cotidiano, muitas vezes não há outro caminho para nossa juventude e para o adulto a não ser o de entrar para o mundo da droga”, salientou.

Heitor frisou que muitos pais de família, para sustentar os seus filhos, acabam vivendo do comércio da droga. “Facilmente eles caem na presa desse vício e partem para o mundo da violência. Então, os vitimados passam a nos vitimar também”, disse.

Em aparte, o deputado Moésio Loiola (PSD) destacou que muitos só saem do mundo das drogas depois que seguem uma religião “ou se entregam a um grande amor”. Ainda segundo o deputado, uma das maneiras para evitar o aumento da miséria no Estado seria a diminuição do êxodo rural. “É preciso fazer com que as pessoas fiquem na sua terra”, comentou.

Por fim, Heitor disse que em 1995, durante o segundo governo de Tasso Jereissati, houve uma redução de 4,52% na pobreza no Ceará. No governo de Lúcio Alcântara, segundo ele, de 2007 a 2010, a pobreza foi reduzida em 15%. “Por isso, esses números atuais do IBGE nos entristecem e nos obrigam a cobrar do Governo do Estado uma política focada e que quebre os mecanismos geradores da pobreza em nosso Estado”, completou.

* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
Via Yuri Guedes


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