21 outubro 2011

Deputado Heitor Férrer cobra ação do Governo nas áreas de Segurança e Saúde


Durante pronunciamento na sessão desta quarta-feira [19] da Assembleia [AL-CE], o deputado Heitor Férrer [PDT] cobrou do governador Cid Gomes uma posição sobre a situação dos policiais civis do Estado, que estão paralisados desde o último fim de semana. O pedetista disse que apoia a categoria e defendeu mais investimentos em segurança pública no Ceará.

“Este Estado tem cantado seu aumento do PIB, seus investimentos, mas parece pensar só no físico, não pensa na alma. Dentro da composição de sua felicidade interna está péssimo”, afirmou.

CONCURSO - Heitor tratou ainda da situação dos aprovados no concurso de saúde pública de 2006. Segundo ele, o Conselho Estadual de Saúde do Ceará tornou público os fatos motivadores para trancar a pauta referente ao assunto do SESA 2006 e a razão principal seria a falta de pronunciamento do Governo. “Diante do não atendimento por parte do Governo em relação à nomeação e posse dos 420 profissionais de saúde aprovados no concurso de 2006, o Conselho trancou a pauta. Isso é muito sério”, ponderou.

“Pedimos ao governador que dê as mãos a esse segmento da sociedade, pois ela sofre de maneira profunda quando esses profissionais não assumem seus postos, recorrendo a serviços terceirizados”, ressaltou.

O líder do Governo, deputado Antonio Carlos [PT] afirmou que o secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, garantiu que até dezembro os aprovados no concurso serão nomeados, mas salientou que os profissionais em questão são os não médicos, como psicólogos, fisioterapeutas, entre outros.

SEGURANÇA AMEAÇADA - Ainda sobre a segurança, o deputado Capitão Wagner [PR] afirmou, durante o tempo de liderança da sessão, que a situação dentro da corporação é ainda pior. “Existe um racha dentro da Polícia Civil justamente por haver uma valorização maior aos delegados, enquanto os inspetores são esquecidos. O governador dá tratamento diferenciado para alguns e acaba criando essa situação entre eles”, explicou.

Segundo o Capitão, além dos salários baixos, falta equipamento para as corporações. “Nossos policiais civis, militares, bombeiros não são valorizados. Esta sensação de insegurança por parte dos cearenses é fruto disso e da falta de políticas efetivas para o combate a criminalidade. Como um bombeiro pode socorrer sem ambulância?” Wagner criticou ainda a existência do Conselho Estadual de Segurança, pois segundo ele, “só existe no papel, não conheço ninguém que faça parte deste conselho”.

Antonio Carlos rebateu as críticas do Capitão Wagner. Segundo ele, não houve benefícios, mas equiparações. O líder ressaltou também que quanto ás viaturas, as críticas não podem ser generalizadas, pois muitas delegacias, como a da mulher, contam com carros em bom estado.

Fonte: Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa ( via Yuri Guedes )


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