25 julho 2011




Pense num prefeito de visão
Anos atrás, a direção da Faculdade Leão Sampaio procurou o prefeito (daquela época) de Crato e pediu a doação de um terreno ocioso da Prefeitura, localizado no Muriti. Em troca, se comprometia a transferir os seus cursos daquela instituição universitária para esta cidade. O “visionário” prefeito não atendeu ao pedido. A Leão Sampaio continuou em Juazeiro, onde cresceu e hoje é a maior universidade particular do Cariri. Além do ensino de qualidade – todo ano – entram em funcionamento novos cursos naquela instituição. Nos próximos dias a Leão Sampaio iniciará a expansão do seu Campus Lagoa Seca (foto acima). Para isso contratou a Construtora Raimundo Coelho–CRC. Serão dois prédios, com três pavimentos, somando 6.300m² de área construída, mais estacionamento com arborização. Dentro do projeto de expansão consta uma Clínica-Escola que servirá como unidade de apoio ao ensino e às atividades de extensão, dos cursos da área de saúde, oferecidos por aquela instituição.

Barbalha de Santo Antônio
A Paróquia de Santo Antônio de Barbalha é um exemplo também na colaboração dos fiéis. Domingo passado, os novos párocos – padre Cícero Alencar e padre Aldizio Nunes – divulgaram o resultado financeiro da última festa do padroeiro: rendeu R$ 98.659,67. Deste total, 70%, ou seja, R$ 56.003,56 foi destinado às obras de restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, de Barbalha, uma joia arquitetônica que merece ser tombada pelo Patrimônio Histórico. O restante, R$ 42.656,17, será destinado a investimento na Matriz de Santo Antônio. Os párocos ainda acrescentaram que quem quiser consultar a prestação de contas de forma detalhada poderá fazê-lo na Secretaria Paroquial, onde se encontra à disposição de todos os paroquianos.

Bispo de Ilhéus vem conhecer Juazeiro
Chegará amanhã a Juazeiro do Norte, o bispo de Ilhéus (Bahia) Dom Mauro Montagnoli. Ele vem conhecer o Cariri. Dom Mauro fará uma visita ao seu colega, Dom Fernando Panico, bispo de Crato e participará na noite do dia 23 da solenidade de inauguração do busto de Floro Bartolomeu, financiado por dois empresários juazeirenses. O busto foi colocado no início da Avenida Dr. Floro, centro de Juazeiro do Norte.

Revendo o torrão natal
Depois de muitos anos sem visitar Crato, Dr. Geraldo Macedo Lobo (antigo tabelião do Cartório Geraldo Lobo) estará entre nós no próximo dia 3 de agosto. Vem participar do lançamento do livro Pela estrada do sonho e da poesia, escrito por sua filha, a jornalista Eliane Macedo Picanço (foto ao lado). Eliane dedicou o livro ao seu pai. Para ela, "Geraldo é um exemplo de vida para todos. É uma experiência nova resgatar a história dele. O desafio foi fazer um livro com um linguajar acessível e simples e com a voz do coração", diz a escritora. O lançamento do livro de Eliane Macedo Picanço (que é editora do Caderno Infantil do “Diário do Nordeste”) acontecerá às 19 horas, no Instituto Cultural do Cariri–ICC, localizado em frente a ExpoCrato.

Retrospectiva de vida
O livro de Eliane Macedo Picanço faz uma retrospectiva da vida de Geraldo Lobo. Nascido em Crato em 3 de dezembro de 1920, ele caminha para festejar 91 anos de idade. Geraldo tinha apenas 12 anos quando uma tragédia abalou sua família e a cidade de Crato. No dia do primeiro voo de um avião a Crato (aeronave pilotada pelo brigadeiro José Macedo), o pai de Geraldo, Elói Lobo, presente à inauguração da pista de pouso do Aeroporto Santa Teresinha, (localizada no atual Palmeiral, nesta cidade), estava feliz e queria abraçar o primo aviador. Tão logo o avião aterrissou, Elói passou pela multidão e se dirigiu à aeronave. Nisto teve sua cabeça decepada pela hélice do avião. A festa transformou-se num funeral. Esta e muitas outras histórias constam do livro “Pela estrada do sonho e da poesia”.

Resgate importante para a memória do Cariri 1
Na última terça-feira, dia 19, foi lançado no Memorial Padre Cícero o pacote de 15 livros, denominado Projeto Editorial do Centenário de Juazeiro do Norte. Um dos livros lançados (“De Dom Bosco a Padre Cícero – a Saga do Escultor Agostinho Balmes Odísio”, escrito por Vera Odísio Siqueira) resgata a vida do escultor e projetista nascido na Itália, residente no Cariri entre 1934 e 1940. Neste curto espaço de tempo, Agostinho Balmes produziu bom número das obras de arte ainda existente em Crato e Juazeiro do Norte. A mais conhecida delas é Coluna da Hora, localizada na Praça Francisco Sá, em Crato (na foto ao lado a inauguração desta praça na década 30 do século passado). O monumento tem 29 metros de altura, e é encimada pela estátua do Cristo Redentor (esta com 6 metros), totalizando 35 metros no conjunto.

Resgate importante para a memória do Cariri 2
Em Crato, esse italiano foi também autor de outros projetos, como o Palácio Episcopal, busto de Dom Quintino, na Praça da Sé; altar-mor e altar da capela do Sagrado Coração de Jesus, ambos na Catedral; gruta de Nossa Senhora de Lourdes e estátua de São Geraldo, no Colégio Santa Teresa de Jesus; altar-mor da capela do Seminário Diocesano São José, dentre outros. Em Juazeiro do Norte, Agostino Balmes Odísio trabalhou na reforma da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores (hoje Santuário Diocesano e Basílica Menor) onde projetou os altares e esculpiu estátuas, medalhões e painéis daquele templo.

Cidadão
Como cidadão sou obrigado a cumprir a Lei, mas não a concordar com ela, e muito menos a acreditar na honestidade de propósitos daqueles que elaboram leis no Brasil. Atualmente, o Brasil tem 12,5% do seu território (correspondente a 1.069.424,34 quilômetros quadrados) destinado a áreas de reservas indígenas, para abrigar cerca de 460 mil índios. Ou seja, mais ou menos a população da conurbação Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha). Apenas para comparar: 6 milhões de pessoas vivem na cidade do Rio de Janeiro, que ocupa menos de 0,014% do território brasileiro. E na cidade de São Paulo, que ocupa menos de 0,018% do território nacional, vivem mais de 10 milhões de habitantes. Mas a FUNAI– Fundação Nacional do Índio ainda quer mais: planeja declarar reserva indígena 20% do território brasileiro. Ora, a prioridade dos nossos legisladores (e do governo federal) deveria ser a criação de leis para impedir que ministros (como fez Antônio Palocci) aumentassem seu patrimônio 20 vezes em quatro anos. Ou que filhos de ministros (como fez o filho do ex-ministro dos Transportes) aumentassem seu patrimônio em 86,5% em apenas 6 anos.

Ainda as reservas indígenas
A Rede Bandeirantes de Televisão exibiu, dias atrás, uma série de reportagens sobre a demarcação da área Raposa/Serra do Sol, localizada em Roraima, correspondente a 7,5% do território daquele estado. Daquela área foram desalojados agricultores – em sua maioria constituídos por arrozeiros, pecuaristas e pequenos comerciantes – que respondiam por 6% da economia de Roraima. Alguns tinham escrituras de compras de seus terrenos com mais de cem anos. A indenização recebida pelos fazendeiros só deu para levar parte dos móveis para Boa Vista, a capital daquele estado. Os novos “sem-terra” iniciaram o êxodo em direção Boa Vista e hoje vivem de “bicos” ou como camelôs. Reduzidos à miséria, moram em favelas. Depois da expulsão dos colonos, foi a vez de os índios, (que moravam na atual reserva), migrarem também para a capital de Roraima. Eles viviam em contato com os brancos havia três séculos e também perderam sua fonte de renda, proveniente de empregos e comércio, depois que os fazendeiros foram expulsos pelo Governo Lula. Hoje muitos desses índios residem em três favelas de Boa Vista e sobrevivem catando objetos num lixão.

Curtas
1 – Nesta 6ª feira, dia 22, a população ordeira e trabalhadora da Terra do Padre Cícero assiste às comemorações do centenário de criação do município de Juazeiro do Norte. A programação oficial, lamentavelmente, não teve o brilho que se esperava. Mesmo assim uma solenidade merece destaque: a entrega da recuperação da estátua do Padre Cícero, feita numa parceria Congregação Salesiana/Prefeitura (foto acima).

2 – No setor privado, na 5ª feira, 21, foi inaugurado o Hiper Bom Preço, que custou 30 milhões de reais e foi construído numa área total de 22,4 mil metros quadrados, gerando cerca de 200 empregos diretos. O Hiper Bom Preço de Juazeiro do Norte comercializa 40 mil itens, entre alimentos e não alimentos, incluindo eletroeletrônicos, bazar, setor automotivo, têxtil, livros e CDs, dentre outros. Produtos frescos da padaria, rotisseria e açougue são outros itens que foram disponibilizados aos clientes pelo Hiper Bom Preço.

3 – Entretanto, o ponto alto das comemorações do Centenário de Juazeiro do Norte foi considerado o lançamento do projeto editorial, entregues ao público na última terça-feira, dia 19. O projeto foi coordenado pelo secretário de Romarias e Turismo, José Carlos dos Santos e pelo escritor Renato Casimiro. Esse pacote editorial (fruto de parceria UFC-BNB-Prefeitura) é composto de duas reedições de livros, três volumes inéditos e dez livros com textos acadêmicos (monografias de mestrados e teses de doutorados, todos focando a figura e ação do Padre Cícero), totalizando 15 livros.

4 – No pacote editorial consta a reedição da raridade “Joaseiro do Cariry”, do padre Alencar Peixoto), livros inéditos como: “Memórias de um Romeiro”, do cratense Fausto da Costa Guimarães e “De Dom Bosco a Padre Cícero – a Saga do Escultor Agostinho Balmes Odísio, Discípulo de Rodin”, de Vera Odísio Siqueira. Nas teses de doutorado foi publicada: “A Construção de Práticas e Saberes em Saúde dos Romeiros do Padim Ciço”, de Anair Holanda Cavalcante e “A Cidade do Padre Cícero - Trabalho e Fé”, de Maria de Lourdes Araújo.

5 –Nem em “ritmo de PAC” andam mais as obras de transposição do rio São Francisco... Antes andassem! Esta semana – no trecho da transposição em Petrolândia (PE) – os serviços foram paralisados e todos os operários demitidos. Já no trecho da obra em Custódia (PE) os donos de caminhões, que prestam serviços à Construtora Odebrecht, completaram três meses sem receber seus pagamentos...

6 – Próximo dia 22 de agosto terá início o novenário a Nossa Senhora da Penha, Rainha e Padroeira de Crato. A cada nova realização, essa festa ganha mais destaque. A presença dos fiéis vem aumentando a cada ano e o ponto alto dos festejos – a procissão de 1º de setembro – cresce em beleza com o passar do tempo.

7 – Este ano, a renda da festa de Nossa Senhora da Penha será destinada à aquisição de novos bancos para a catedral de Crato. Os atuais, adquiridos no início da década 50 do século passado, além de desconfortáveis são inapropriados ao novo piso da igreja da Sé, feito com cerâmica porcelanizada.

8 – Diante de tantos escândalos de corrupção – noticiados diariamente pela televisão, jornais e rádios – no Ministério dos Transportes, foi sugerido – na mídia paulista – a mudança do nome Ministério dos Transportes de Lama. E o mais deplorável nessa roubalheira: ninguém foi preso; ninguém foi punido. Como gostava de dizer certo “Cara”: “Nunca antes na história desse (sic) país” se viu tanta corrupção...

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