14 julho 2011

Palco Sonoro URCA-BNB na Expocrato

NOTA DO EDITOR: Eu havia prometido que o Blog do Crato não daria qualquer cobertura a este evento promovido pela URCA, pela sistemática discriminação que eles têm à minha pessoa e ao meu trabalho musical, além de outros artistas que por suas posições políticas, estão também sendo discriminados no evento. Entretanto, não mou mexer nesta postagem do Carlos Rafael. ( Dihelson Mendonça )


Programação de hoje, quinta-feira, 14/07

Luciano Brayner, ontem 13/07 (Foto: Samuk)

O II Palco Sonoro URCA-BNB tem salvado a Expocrato no que diz respeito à programação musical alternativa protagonizada pelos artistas do Cariri. Talento e diversidade são as marcas do Palco. Tudo sob a ótica contemporânea de fazer cultura. Músicas boas. Público antenado. Integração de pessoas e experimentações. Ontem por exemplo, Ulisses Germano incorporou seu pífano e dupla de pandeiristas, invocando as raízes populares no frondoso som roqueiro de Calazans Callou e banda Trimurti. O sanfoneiro mirim Gilberto Neto deu uma palhinha na apresentação charmosa da também charmosa Jord Guedes. Até eu cantei, invadindo o palco de Calazans (Salatiel foi o culpado) e errando a letra de “Maria dos Santos”, de Alceu e Don Tronxo (o culpado fui eu). Mas depois, muitos foram me encorajar com palavras carinhosas.
Então... Hoje a noite promete. Sempre a partir das 17 horas. E olha quem vai iluminar o palco. Os
seguintes sóis:

17:00 - Cantigar
18:00 - Zabumbeiros Cariris
19:00 - Synkrasis
19:40 - Abidoral Jamacaru
20:00 - Ermano Moraes
20:40 - João Do Crato
21:00 - Ibbertson Nobre (com participação do baterista Demontiê Dellamone e do baixista Marcelo)
21:40 - Beatles Cover

Quem for, verá e ouvirá.

2 comentários:

  1. Dihelson:
    Não creio que seja apenas uma “sistemática discriminação” contra sua pessoa.
    O que está existindo na URCA é a volta do PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO.
    Não bastassem alguns professores – verdadeiros dinossauros – ainda hoje defendendo, em sala de aula, (e envenenando os desinformados alunos) de coisas tipo: “socialismo real”, modos de produção”, “ditadura do proletariado”, e outras baboseiras já varridas das universidades da Europa e EUA, agora estão a determinar os rumos das promoções culturais naquela universidade.
    As velhas ideias marxista-leninistas só sobrevivem hoje nas arcaicas universidades públicas (mantidas com o dinheiro dos contribuintes) do Brasil e de alguns países da América Latina. E algumas ainda se intitulam “universidades públicas de ensino gratuito e de qualidade” (sic).
    Fosse você um retardado, que ainda acreditasse (ou fingisse acreditar) nas falácias marxistas -- superadas no tempo e no espaço-- certamente teria sido incluído entre os artistas convidados...
    Em tempo. Para quem não sabe: “patrulhamento ideológico” é a ação ditatorial de grupelhos unidos por laços ideológicos, aboletados em alguns órgãos da imprensa ou repartições públicas, que tem por objetivo impor suas ideias (como é o caso da superada ideologia comunista) a outros grupos de pessoas que pensam diferente deles. Para tanto esses grupelhos impõe o “patrulhamento” munindo-se da censura, de discursos tendenciosos e do acobertamento da falência do Socialismo Real, varrido do leste europeu há 22 anos...
    Existe de tudo nesse mundo!

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  2. O Prof. Armando Rafael consegue enxergar muito além de um mero episódio e com o seu comentário expõe as vísceras de uma instituição que sempre foi alvo de incontáveis discussões sobre a política de panelinhas dentro da URCA.

    Não é de hoje que ouvimos falar nessas coisas, que reclamam professores, gestores...inclusive há brigas intermináveis entre os que estavam no poder lá antes com os de durante a gestão do reitor Plácido Cidade Núvens.

    As Universidades Brasileiras, desde o tempo da ditadura militar, foram o berçário das idéias comunistas e socialistas, e depois da queda da ditadura, hoje se prestam a um papel político muito estranho, que é de sustentação aos chamados partidos de esquerda, que têm nessas universidades o seu núcleo.

    Qualquer um que não rezar por essa cartilha, logo uma pessoa como eu, que se tornou contrária a isso, pode vir a se tornar alvo de retaliações, exclusões, discriminações.

    Há vários artistas ligados a partidos políticos contrários e que me reclamaram nas ruas que também estão sendo sistematicamente excluídos destas coisas.

    Portanto, o Armando fez uma ótima reflexão, quando ele aborda a coisa não a uma desavença particular e transitória, mas a uma política de sucateamento, de esquecimento para aqueles que não estiverem alinhados com os núcleos pensantes daquela Universidade.

    Parabéns, Armando. A História registrará todas essas coisas, que deveriam ser motivo de vergonha para os que organizam, saber que descobrimos e publicamos e provamos que o Rei está Nu.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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