16 julho 2011

Dilma promete Plano Nacional de Desenvolvimento Produtivo para agosto


PORTO ALEGRE - Animada com a estatística de que o Brasil alcançou a metade do superávit primário previsto para 2011 já no primeiro quadrimestre do ano, a presidente Dilma Rousseff anunciou para agosto o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Produtivo. O texto, que vai definir as bases da política industrial do governo, chegará com um pequeno atraso ao mercado, já que estava originalmente previsto para o dia 21 deste mês.

A revisão da data foi anunciada nesta quinta-feira, durante a posse do novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Müller, em Porto Alegre. O plano tem como eixos a exigência de conteúdo local na produção, a inovação tecnológica e o fortalecimento de comércio exterior.

- A exigência de conteúdo local é fator decisivo para a expansão da indústria de um grande país - defendeu a presidente, que anunciou ainda o lançamento de uma nova versão do Supersimples.

Dilma garantiu que haverá expansão no crédito e aperfeiçoamento do serviço tributário para que os empresários possam investir principalmente em inovação da indústria nacional. Entretanto, não definiu exatamente quais seriam essas medidas, frustrando as lideranças empresariais que lhe cobraram as reformas estruturais, a redução de juros e tributos, o controle da guerra fiscal entre os estados, a desoneração de investimentos e o acerto do câmbio, que prejudica principalmente exportadores.

Outra medida a ser tomada para fortalecer a indústria nacional será a criação de 75 mil bolsas de estudos de graduação e pós-graduação para estudantes brasileiros no Exterior através do programa Brasil sem Fronteiras, que será anunciado ainda este mês, na próxima reunião do Conselho de

Desenvolvimento Econômico e Social.

- Trata-se de um programa estratégico para o país quando se pensa nas condições para que a pesquisa científica e tecnológica e de inovação sejam de fato uma realidade para o nosso país - avaliou Dilma. As bolsas, financiadas por CAPES e CNPq, serão destinadas às áreas de engenharia, ciências exatas, tecnologia da informação e ciências médicas e permitirão aos estudantes assistir aulas nas "30 melhores universidades do exterior".

Fonte: Yahoo Notícias

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