13 junho 2011

O leitor Giulliano Wagner comenta a Poluição Sonora na Zona Rural do Crato


"Caro Dihelson, sou mais um daqueles que logo pela manhã dou uma passada por seu blog. Já me tornei "viciado". Vejo que aqui acolá tem-se abordado a tão irritante poluição sonora, ou melhor, a falta de respeito pelos direitos alheios. Não pense que só as pessoas das cidades sofrem com o barulho, ele também de há muito já vem maltratando quem mora nos distritos de Crato, e com mais intensidade no distrito Dom quintino. Aqui a zoeira é fora do limite.

Já não bastasse o local onde todos os finais de semana ocorrem festas não ter um mínimo de isolamento acústico, diga-se de passagem, pousam aqui com seus paredões pessoas da mais baixa estirpe Cratense e formam um verdadeiro inferno sonoro, onde se percebe portas e janelas de nossas casas tremerem frente a tão forte batuque. Que órgãos administrativos (SEMAC) são estes que autorizam essas festas noite adentro sem ao menos indagarem se o local da festa tem estrutura adequada para isolar o som emitido? Amigo, e steja livre para postar esse desabafo em seu blog. E finalizo: meu Deus, a que ponto retornamos!"

Giulliano Wagner.

UMA RESPOSTA:

Prezado Giulliano,

Coincidentemente, nessa semana, após aquela reunião na prefeitura que você deve ter visto as fotos aí no Blog do Crato, estavam 3 pessoas indignadas com esse problema aí: O Pres. da Fundação J. de Figueiredo, George Macário, o Secretário Érico Felício, que acabou de comprar um sítio na Zona Rural e já está decepcionado com a poluição, e estava de passagem o Joatan do Demutran. George reclamava que construiu um ateliê lá na serra para ficar em paz e produzir seus trabalhos de artes plásticas, e o barulho já chegou por lá, enquanto o Prof. Érico disse que alguma providência teria de ser tomada, porque segundo ele, a maior poluição sonora se deslocou da cidade e foi para os distritos e para a Serra. Ele falou que em muitos lugares quando ligam o som com forró eletrônico, os pássaros já batem asas e voam em bando. Dr. Nivaldo já havia saído da reunião.

Certa vez eu presenciei coisa semelhante: Numa das primeiras vezes em que fui para desfrutar da paz e da harmonia da natureza, fui até o Picoto, um ponto tradicional de visitas na Chapada do Araripe. Depois de muita caminhada, chegamos ao local, apenas para ter a tristeza de ouvir um som altíssimo que vinha lá do Clube Recreativo Grangeiro ( imagina só a distância ), e mesmo assim o som era alto demais. Incrível. Foi exatamente no dia 07 de setembro de 2007, pois eu filmei e a data ficou registrada na câmera.

Dr. Nivaldo Soares me abordou lá na reunião da prefeitura nessa semana, me chamou à parte e pediu desculpas pelo ocorrido no parque de exposição durante a EXPROAF. Segundo ele, no primeiro dia ( aquele que gerou a reclamação ), realmente, a SEMAC contou com a boa vontade dos realizadores, e nunca pensou que eles iriam fazer aquilo. Quando publicamos aqui no Blog do Crato as inúmeras reclamaçõe no dia seguinte, ele deslocou uma equipe para ficar lá e ficaram vigiando a noite inteira nos dias seguintes, tanto é que até elogiamos aqui e haviam tomado alguma providência, pois não escutamos mais barulho. No último dia, Com SEMAC e tudo, criou-se lá no parque um celeuma, as bandas que iam se apresentar começaram um bate-boca por causa do som ( que acharam baixo para os padrões deles ), e pelo que eu entendi, eles acabaram driblando a fiscalização.

Dr. Nivaldo Soares me disse que vai se reunir novamente com o promotor Dr. Pedro e ver o que mais podem fazer no sentido de tentar acabar com a poluição sonora na cidade. É bom que o Nivaldo esteja lendo esse texto aí do Giulliano pra ele saber que além da cidade, vão ter mais trabalho ainda para combater a poluição na Zona Rural ( mas eu creio que ele já sabe ).

Eu acho que mais interessante, Nivaldo, seria começar uma campanha de conscientizaçao do povo nas estações de Rádio. Nivaldo discorda, e acha que para esses desordeiros a única coisa que eles entendem, é o peso da multa. Quando afeta o bolso, os caras começam a ficar dentro da lei.

Dihelson Mendonça

4 comentários:

  1. Concordo com o Wagner, é um absurdo o inferno em que vivemos. Temos que nos unirmos e mobilizar-mos para que essa prática descabida e de tamanha falta de respeito com as pessoas acabe, pois piora a cada dia que passa. E realmente lá em Dom Quintino o problema é sério, Abraços, Vivian Cardoso.

    ResponderExcluir
  2. Poluição sonora é caso de polícia (das três policias), sec. de meio ambiente não resolve.É caso de policia!!

    ResponderExcluir
  3. ...nem competência da guarda municipal, alias, tem uns guardas municipais,principalmente de Juazeiro do Norte, desprovidos de conhecimento, se acham o "dono do pedaço", são truculentos e mal educados.

    ResponderExcluir
  4. Na minha opinião tem que prender logo o(s) responsável(is) e apreender o equipamento, já chega de pedir pra baixarem... Já fui acampar certa vez no picoto e lá estava o maldito forró tirando nossa paz. O que falta nessa cidade é vergonha na cara dos responsáveis por manterem a paz. Podiam se mobilizar e fazerem todo fim de semana fiscalização por todos os bairros do Crato e como falei a pouco, apreendendo todo o equipamento, queria ver nos finais de semana seguintes se eles iam ter como "badernar" sem som.

    Abaixo o desrespeito ao cidadão cratense que paga seus impostos e que não anda incomodando ninguém.

    Paulo Guedes (phfighter@gmail.com)

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.