27 maio 2011

Veja isso: EUA se articulam para tomar a Copa de 2014 - Por: Samuel P. Teles


Atraso e superfaturamento nas obras dos estádios brasileiros, más condições da infraestrutura e o descrédito de Ricardo Teixeira são ingredientes que podem obrigar a Fifa a buscar alternativas para o próximo Mundial
Marcio Kroehn_247 – Já houve um precedente. Em 1986, a Copa do Mundo estava prevista para acontecer na Colômbia, foi cobiçada pelos Estados Unidos e terminou com o México. Agora, os atrasos na construção dos estádios, os escândalos da Fifa e a letargia nas obras de infraestrutura podem fazer com que a história se repita. E os Estados Unidos, que perderam os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro, já se articulam para tomar a Copa de 2014 do Brasil. Isso explicaria até a revelação do maior escândalo da história do futebol mundial, apontando a distribuição de propinas de mais de US$ 100 milhões pela Fifa e pela CBF (leia mais).

Essa especulação já se tornou motivo de apostas no mercado financeiro. Os operadores da bolsa de valores iniciaram nos últimos dias uma espécie de bolão sobre o destino da Copa do Mundo de 2014. O objetivo é acertar qual país será o substituto do Brasil como anfitrião do torneio. Motivos não faltam: o Ministério Público começou a investigar o possível superfaturamento das obras do Maracanã, o principal estádio brasileiro para o torneio; São Paulo, a capital financeira do País, corre perigo de não receber os jogos pelos problemas no futuro estádio do Corinthians; a reforma completa e necessária dos aeroportos foi descartada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Ricardo Teixeira perdeu a força e caiu em desgraça na Fifa depois que um dirigente inglês o acusou de pedir propina para votar na Inglaterra como sede de 2018.

Todos são ingredientes pesados o suficiente para levar a Fifa a tomar uma atitude drástica, embora pouco usual. E agora os Estados Unidos aparecem, mais uma vez, como a saída possível. E, pelas condições, muito provável. Mais do que repetir a festa de 1994, os EUA querem reforçar o crescimento do futebol e substituir o Brasil. Nos últimos anos, a Major League Soccer (MLS) registrou crescimento de público e de receita. Os dirigentes da liga americana miram os principais torneios europeus como meta para daqui a alguns anos. Os investimentos em infraestrutura estão prontos e a carta de intenções está na mesa.

Para o Brasil virar o jogo, o clima de atraso e, principalmente, de descaso precisa se dissipar. Os problemas dos estádios estão se acumulando. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou quatro prováveis elefantes brancos, ou seja, dinheiro que será gasto sem utilização futura. Natal, Cuiabá, Manaus e Brasília são as sedes criticadas pelo órgão público. A Capital Federal, aliás, protagonizou cenas bizarras há duas semanas. O estádio Mané Garrincha deveria ter sido implodido, mas as milhares de bananas de dinamite só conseguiram levantar poeira. As arquibancadas ficaram no mesmo lugar e novos estudos estão sendo preparados para colocar a estrutura no chão. Além delas, o Maracanã entrou na lista negra do Ministério Público por suspeitas de superfaturamento. As obras foram orçadas em R$ 600 milhões e já custam R$ 1 bilhão. O orçamento de Fortaleza, Curitiba e Recife também está em xeque. Para completar, prometido estádio do Corinthians, que precisa ser erguido na zona leste de São Paulo, ainda enfrenta discussões sobre a viabilidade do terreno.

O histórico da África do Sul é um ponto a favor do Brasil. Um ano antes do Mundial de 2010, os principais estádios estavam inacabados. Na Copa das Confederações, que acontece um ano antes para checar a estrutura local, muita areia e cimento estavam espalhados pelo país africano. Parecia impossível ver a Copa do Mundo acontecer ali, mas no final deu tudo certo. É importante lembrar que a Fifa fechou os olhos para os atrasos pelas boas intenções sociais depositadas nos sul-africanos. Para o Brasil, perdões parecem improváveis. Ainda mais nesse momento que Ricardo Teixeira perde prestígio na Suíça. O dirigente brasileiro, que já havia brigado com o presidente Joseph Blatter pela cadeira da federação de futebol, está entre os acusados pelo ex-dirigente da federação inglesa, David Triesman, de pedir suborno para votar na Inglaterra como sede de 2018. Se precisar de apoio, Teixeira não terá. E de preferido mundial, o País pode sair como o vilão. Façam suas apostas.

Por: Samuel P. Teles via Brasil 247

6 comentários:

  1. A credibilidade da notícia depende da Fonte.

    Essa manchete aí é de puro sensacionalismo. Daquelas feitas mesmo pra dair IBOPE. Assisto todos os dias noticiários internacionais e eles sempre se referem à Copa 2014 do Brasil. A coisa já pegou. Não há como alguém tentar entrar e intervir nessa estrutura de modo fácil. Entrevistas estão sendo feitas, estádios reformados, etc.

    Isso aí é puro sensacionalismo, e esse site de origem eu nunca nem ouvi falar. Nunca vi isso num site de credibilidade, como A Folha de São Paulo , Estadão, G1, etc.

    A fonte é importante. E ainda mais que não é notícia, é em forma de crônica. A opinião de alguém que quer aparecer, interpretando os dados.

    VAMOS ÀS NOTÍCIAS.
    A verdade habita o fenômeno, não suas interpretaçoes.

    Dihelson Mendonça

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  2. Caro Dihelson

    Há uma torcida de alguns grupos políticos contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O antecedente que se informa nesse texto foi devido a desistência da Colombia e não por inciativa da própia FIFa. Outro dia, li um artigo de Roberto Pompeu de Toledo na Veja aconselhando a presidente da República a desistir na Copa no nosso país. Por aí se vê o peso da torcida contra.
    Devo acrescentar que em 1950 o país construiu o Maracanã em tempo recorde, pouco menos de dois anos do incicio da Copa.
    Acho que essa notícia é pura torcida contra. Como você bem afirma desprovida de credibilidade.

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  3. Torço, assim como todos os brasileiros, para que a Copa de 2014 aconteça no nosso país e que dê tempo aprontar tudo.

    O problema é que 2014 já está aí batendo a nossa porta e as obras estão a passo de tartaruga.

    Por falar em fonte...

    http://3.bp.blogspot.com/-BM1V4DpXgUU/TdiM-QInRNI/AAAAAAAAAPQ/LA2QTWl9SRA/s1600/1.jpg

    Queira Deus que o autor desse texto no site Brasil 247 e na Veja estejam errados.

    Samuel P. Teles

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  4. Uma coisa são os estádios não ficarem prontos a tempo, aí seria uma incompetência.

    Outra coisa é a manchete sensacionalista:

    VEJA ISSO: EUA se articulam para tomar a copa de 2014.

    Se os estádios não ficarem prontos a tempo, até EU sou contra a copa vir parar no Brasil.
    Como Pelé disse:

    O Brasil não pode dar vexame.

    Meter os Estados Unidos aí na notícia por causa da nossa própria incompetência, fez toda a diferença de credibilidade.

    Abraços,

    DM

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  5. O Brasil é primeiríssimo mundo no futebol e como tal a Copa do Mundo certamente será aqui no nosso país verde e amarelo.
    Com a pressão da FIFA as obras serão aceleradas, pois caso se transfira a sede para outro lugar que vergonha o Brasil passará perante o mundo!
    Copa 2014 e Olimpíada 2016 são conquistas do povo. Muita coisa melhorará nas cidades sede e esperar que dias melhores para as demais cidades brasileiras.

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