12 maio 2011

O Tempo é mesmo o Senhor da razão – por Armando Lopes Rafael

O falecido general Olympio Mourão Filho não era apenas um homem inteligente e visionário. Era um profeta! Pensando nele, me vêm agora à lembrança dois provérbios: “O tempo é mesmo o Senhor da razão” (como diz a Bíblia) e “Nada como um dia atrás do outro”, como diziam nossos avós...

Quantas vezes, nos últimos oito anos, uma minoria ínfima de brasileiros – que não engrossou o bloco do ôba-ôba reinante no Brasil no governo Lula – foi criticada pelos deslumbrados petistas. Estes achavam que o ex-presidente era mesmo O Cara e a partir dele a história do Brasil começara a ser reescrita. Aquela minoria apenas enxergava e alertava quanto ao rumo errado que nosso país começava a mergulhar fundo. Debalde! Falou mais alto a bajulação. Prevaleceu o achincalhamento aos que pensavam diferente. Amizades foram desfeitas porque fazer restrição a algumas decisões do “Cara” era crime de lesa-pátria!

Esta semana li – não com prazer, mas preocupado – artigo publicado no Estadão, de onde pincei as frases a seguir transcritas:
“Agora, às voltas com renitente inflação gerada pela farra fiscal que fez Lula popular e elegeu Dilma, vivem (os governistas) momento difícil e não têm bode expiatório para execrar”...) “Lula melou as mãos de petróleo, alardeando autossuficiência que jamais houve. Mágico de circo, "trouxe" o pré-sal para o presente, dando a impressão de que os benefícios seriam para o hoje, quando mil dúvidas, a começar pelo marco regulatório, rondam o êxito das operações” (...) “Hoje a dívida pública é mais que o dobro da que herdaram (os petistas em 2003): R$ 1,7 trilhão” (...) “Temo turbulências. Que a democracia saia vencedora de qualquer desafio que se anteponha à sua consolidação plena”.

Tudo isso me fez lembrar o livro “A verdade de um Revolucionário”, publicado em 1978, de autoria do general Olympio Mourão Filho, que escreveu: "Ponha-se na Presidência da República qualquer medíocre, louco ou semianalfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".
Algo mais precisa ser acrescentado?
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

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