30 maio 2011

O general Inverno - Por Emerson Monteiro

Assisti recentemente ao filme Guerra e Paz (1957), superprodução do diretor americano King Vidor, com Henry Fonda, Audrey Hepburn e Mel Ferrer, dentre outros destaques, que aos dez anos vira pela primeira vez no Cine Moderno, em Crato, bem cuidada e rica montagem cinematográfica do célebre romance de Leon Tolstói, obra imorredoura da literatura universal.

Aprendemos que bom é reler; e, no caso dos filmes, rever. Atualizar a leitura de peças antes conhecidas, quando, então, desaparecerá a ansiedade em conhecer o final, e se mergulhará na interpretação dos detalhes com visão mais ampla e apurada no tempo.

Depois disso, a trama romanceada nos personagens russos das guerras napoleônicas impõe sua força ao decorrer dos acontecimentos, mostrando capacidade extrema daquele povo de resistir aos desafios de sua história. A beleza exótica de Audrey Hepburn domina o papel de Natasha, personagem ingênua, contraponto ideal para mundos em conflito, a inocência original que nutre de ânimo os vencidos. Enquanto que o senso crítico de Pierre (Henry Fonda) conduzirá testemunho do contexto em queda livre diante do inesperado, formulando meios de superar o imperfeito.

Mas o que toca na essência do drama significaria a destruição das tropas francesas em retirada convulsa, vítimas da eficiência do general Inverno, com o que não laborou Napoleão Bonaparte no ímpeto das conquistas, vendo-se em condição de fragorosa decepção, ao furor das baixas temperaturas, da fome e da neve, dizimando preciosos efetivos. Esta lição Hitler não aprenderia, lá na frente, quando jogou os alemães a circunstâncias parecidas, no mesmo território, amargurando a maior derrota das campanhas nazistas aos custos, inclusive, de rendição humilhante na Segunda Grande Guerra, mérito do bem sucedido general Inverno.

Recordo, na fleuma dos soviéticos perante a dor, sua busca pela transformação socialista que propôs e que redundaria no fracasso de 70 anos de vivências do recente século. Com a fibra heróica da civilização milenar, o sonho justo e igualitário ver-se-ia por terra, face às humanas limitações em realizar a perfeição nos grupamentos comunitários. Eles, os russos, chegaram longe nesse projeto de transformação social, contudo haverá longo percurso pela frente até a concretização plena da solidariedade e da paz em termos coletivos, porquanto, no íntimo, o egoísmo ainda impera e detém a consciência das massas. Sem o aprimoramento real dos indivíduos jamais se chegará à verdadeira fraternidade neste chão, pois.

3 comentários:

  1. Dihelson,

    Só consegui chegar nessa formatação. Não localizei o botão de justificação de que falaste, nem o de parágrafo. Diga mais alguma coisa, alguma informação, que vou à busca.

    Abraço.

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  2. Oi, Emerson,

    Fiz um pequeno tutorial, que será útil não só para você, como para outras pessoas. Está na página prncipal do Blog no dia de hoje.

    Eu vi que dividiu em Blocos. Bom, melhor do que ser um bloco único, pois facilita a leitura. O parágrafo de que eu falava é essa divisão em blocos. Ninguém usa mais aquele recuo de parágrafo de antigamente, é apenas isso.

    Faltou apenas selecionar todo o texto na hora da postagem e clicar no botãozinho que deixaria teu texto igualmente distribuído no espaço ( justificar ).

    Veja o tutorial...

    Abração, E obrigado por tentar. Está quase conseguindo.

    DM

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  3. Grato, Dihelson,

    Só agora descobri a barra de ferramentas que ficava escondida.


    Abraço.

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