04 maio 2011

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa - Por Emerson Monteiro


Dia 03 de maio de qualquer ano. Como organizações, sufrágios, boicotes, consciência, a mídia atual já foi imprensa, o quarto poder das democracias em formação. Seleção prévia. Divulgação. Contraposição de justos valores. Luta permanente. Eis algumas das atitudes da imprensa heróica, no afã de conquistar o mercado de leitores ou de consumidores, qual dizem agora de boca cheia nas misturas deste momento caótico em que donos da verdade invadiram territórios da fama e ditaram as cartas do poder.

Tópicos assim configuram o que, noutras nações, se constituiu o poder político autônomo, onde os regimes políticos eram analisados à luz de uma comunicação soberana e eficaz. Mesmo identificadas às tais circunstâncias difíceis, impossível coexistir independência e subdesenvolvimento. Há sonhos, semideuses, períodos abertos, primaveras que se desfizeram na fumaça dos furacões e guerras. Depois da queda, quase sempre pela truculência, se entronizaram outros titulares do determinismo. Nunca faltaram os escroques que se prestaram aos trabalhos menos dignos, prenhes das justificativas capengas só admissíveis nos conceitos de Maquiavel, tangendo adiante projetos de perpetuação, e as sociedades experimentaram anos de resultados ácidos que viraram esse tapete de contradições das chamadas cenas internacionais.

Regimes de exceção (as ditaduras) admitiram esses instantes postiços de ética duvidosa, obstáculos ao bem-comum da regularidade civil. Na hierarquia dos princípios, ocuparam os baixos escalões, patamares inferiores, parasitas que são na verdade, os bichos das trevas. Um imposto a mais sobre o povo, versus coletividade desorganizada, matéria-prima dos bailes da corte. Daí tudo o mais segue até chegar aos bares e nos lares confundirem as famílias.

Estas observações bem que evidenciam os detalhes cortantes, talvez temperados ou nobres, do que seja o jornalismo. As concessões mercadológicas negam esse direito. O lobo vem ganhando da presa, com ou sem avisos, quando entram no jogo dos rádios, jornais impressos e televisões, na mídia eletrônica, unhas e presas mais afiadas na tecnologia. Vejam que desculpas mostram os poderosos: Razões de Estado, preservação das instituições, propriedades, interesse público (?), estados de necessidade, tradição, mundo livre, nova ordem, e se esvaem na paz que destroem a todo custo, as reservas ecológicas e os bastiões da moralidade, que rasgam com as patas sujas das frases feitas de consumo rápido, nas embalagens leves da pronta entrega dos manufaturados. Desta maneira, numa crítica fora de época aos meios de comunicação que se passaram para o lado das usinas da fornicação, quase na maioria, informações do jeito de embalar mercadoria viraram apelo fácil do monstro totalitário aos escravos contemporâneos.

Afinal, a imprensa existe há mais de cinco mil anos, desde quando os chineses criaram os tipos móveis. Apreensões desta fase também passarão quais percalços de buscar a Luz nas transformações da vida social, arautos de um mundo elaborado desde as cinzas novas dos velhos tanques enferrujados.

Viva a liberdade do pensamento, sempre e sempre!

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