03 junho 2011

NEM O CHICO MENDES SOBREVIVEU - Por: Ed Alencar - Ambientalista


Assim lembra a canção de Luiz Gonzaga e não sobreviverá do jeito que vai, nem outro Chico Mendes, missionárias Dorothys, Josés ou Maria, que tenham a coragem de denunciar crimes ambientais na Amazônia enquanto a justiça desse País não tiver atitude.

O Brasil se prepara hoje, em menos de uma década, ( 4 anos ), para a realizar o maior e mais caros evento esportivo do mundo, a copa de 2014. Serão milhões de reais gastos em aeroportos, estádios, meios de transportes e um grande efetivo militar de um projeto de segurança para o mundo ver.

É o mesmo Brasil, que em muitas décadas não mostrou para o mundo também, a competência de impedir os maiores eventos de destruição e crimes na Amazônia. Quantos pedidos de socorros, quantas denucias ilícitas de ameaçadores e quanta omissão de quem não devia.

A região Norte do Brasil sempre foi palco de crimes cruéis contra a natureza e o homem. O retrato fiel do descaso e da desobediência as nossas leis ambientais e humanas. O9 que mais nos revolta, é ver na tela da TV os pós crimes ambientais, sucessivos e vergonhosamente, e como punição são aplicadas multas compensatórias e amenizadoras para os transgressores continuarem seus crimes, no momento em que muitos fazem criticas ao novo projeto ambiental pelas suas controvérsias recentemente aprovado pela Câmara Federal.

De repente, o planalto se manifesta extraordinário e tardiamente para uma demonstração de “ poder “ e voltam a discutir a mesmice de tanto tempo atrás, como tema principal a impunidade velha e calejada. Mas isso é bom, embora tarde do que nunca. O Brasil lança para o mundo outra competição para ser avaliada no quesito competência e realização nas mudanças para a copa do mundo de 2014 e suas deficiências, versus crimes e desmatamentos na Amazonia. Quem leva a melhor ? aposta nessa ?

Por: Ed Alencar - Ambientalista

Um comentário:

  1. Os povos da floresta amazônica se sentem acuados pelo setor madeireiro ilegal que cada vez mais penetram mata a dentro a procura de madeira de lei. Matam quem for contra sua atividade criminosa, eis os exemplos do casal morto no Pará e o líder camponês em Rondônia.
    A floresta vale mais em pé e a aprovação desse novo Código Florestal pela Câmara traz o terror e a impunidade para o seio das matas.

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