29 maio 2011

100 ANOS DO MEU MAIOR E MELHOR AMIGO-MEU PAI–Por César Mousinho


Joaquim Mousinho de Oliveira nome do meu inesquecível pai, essa homenagem vem de encontros reescrevendo nosso relacionamento quando pré-adolescente e adolescente no Crato da Vila Silvestre ao Pimenta; enquanto aqui atendo em psicoterapias individuais adolescentes que não respeitam seus pais, confesso que o meu veio Mozin mesmo depois de ter ido pro céu há vários anos é e sempre será o meu maior ídolo, só pra vocês terem ideia não tem Senna, Pelé, todos os Kennedys juntos; Vargas, Juscelino e outros; maior que seu Mosin nesses seus 100 anos, meu eterno veiú do Cachimbão, só Jesus Cristo.
Meu pai, não gostava de tomar uma caninha, seus amigos e contemporâneos diziam-me, “César, seu pai não gosta de uma pinguinha, come com farinha”. 100 anos do Meu velho do Cachimbão, para seus amigos seu Mozin, para meus colegas veiu Mozin.
Meu pai tinha vários nichos de amizades no Crato: Mercearia do seu Caririzin, Bodega de seu Sadoque, Bar de seu Ivanildo, Elite Bar e o Redondo. Mas, o que meu pai mais frequentava era o Bar de seu Ivanildo e o Redondo.
Dona Nair que nunca foi boba, cedo já me falava: “Cesinha depois das aulas do Diocesano passe lá no seu Ivanildo e traga seu pai”, ela sabia que o Cachimbão tomava uma e pagava a rodada para todos os amigos e seu Ivanildo tinha uma cadernetinha só pra anotar as pingas do meu pai, as quais eram pagas mensalmente.
Bem, ou no seu Ivanildo ou no Redondo, era a minha área de atuação. Quando meu pai não estava em nenhum desses lugares, aí o estomago batia na costa de fome, pois a aula no Diocesano acabava 1200hs. Chegar a casa ás 13s morrendo de fome e quando era baião de dois, alias o melhor baião de do mundo foi o da minha mãe D. Nair, aí eu comia até as panelas. Ou nos dias de sábados quando meu pai ia pra Redondo, eu nunca tive conhecimento de alguém gostar de conversar tanto com seus amigos com seu Mozin, amigos ponha conversa e multiplica por 100. Minha sorte era quando ele já tinha pego a carne lá no seu Túnico, acho que da minha geração todo mundo comeu as carnes do seu Tunico. Lembro-me quando minha mãe colocando a mão em cima da carne e passava a faca e cortava ao mesmo tempo ela balbuciava “esse Tunico é um amigão, essa carne que ele me mandou é de primeira”.
Mas o reescrevendo a historia têm 100 caminhos, quando eu encontrava o meu pai, seus amigos diziam “aí Mozin a polícia da Nair chegou e eu falava” papai a mamãe mandou lhe chamar “na maioria das vezes nós saíamos do seu Ivanildo e seguíamos pro Redondo pra depois direto pra casa. Mas havia outros caminhos, passar no posto de seu Antônio Almino ou lá no seu Sadoque, meu Deus do céu aja conversa. Papai vamos perder o Vicelmo, não, não vamo não! E era nesses caminhos para nossa casa na Rua: José Alves de Figueiredo, na Vila Silvestre, recordo-me que nossos vizinhos eram seu Zé do For, a família Brito do meu amigo Dr: Valdetário, Dona Anita, e a maior torcedora do Ceará no Brasil Dona Lilô Felipe, para quem eu ligo daqui de São Paulo após a vitória no Brasileirão e na Copa do Brasil. Ou para Rua: Padre David Moreira no Pimenta que o meu pai sempre vinha com um dito popular, só que nesse dia antes de minha vinda para estudar em São Paulo ali na esquina da Irineu Pinheiro , ele disse filho por mim você ficava por aqui mesmo e fazia concursos para o Banco do Brasil, Caixa Ecomonica e Banco do Nordeste e ficar aqui perto da gente, mas conte comigo para fazer tudo que for possível e impossível para lhe ajudar a realizar seus sonhos.

Só lhe peço uma coisa São Paulo não é fácil, é certo que você não passe no primeiro vestibular, mas não deixe São Paulo lhe ganhar. Se você fosse só para trabalhar, mas para estudar e trabalhar e não querer ficar na casa de parentes e sim morar em repúblicas corremos o risco de você não mais voltar e de fazer sua vida por lá. Não se esqueça de suas raízes, um homem sem raízes é um nada. Orgulhe-se de suas origens.

Nos abraçamos choramos juntos e chorando pergunte –Cachimbão e sobre ás drogas, engravidar namorando já que lá o namoro é mais avançado do que o nosso ou entrar para guerrilha do Araguaia; o senhor não vai falar nada. Ele se afastou, pegou nos meus ombros, me apertou forte, olhou firme dentro dos meus olhos deu para vê que seus olhos estavam cheios de lágrimas e disse-me: No final da década de 70: Filho – CONHEÇO MEU GADO. Papai quero dividir com o senhor, mamãe e os homens que esse inicio de ano fui convidado para ministrar aulas na pós-graduação da Universidade que me formei em 82- Hoje estou no meio do sonho que o senhor a mamãe me ajudaram a sonhar aí no Crato .

Maio de 1911/2011-Meus PARABÉNS Pelos 100 ANOS. São PAULO, 29/05/2011.

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