09 abril 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - China encomendará aviões à Embraer


Anúncio pode ocorrer durante a viagem da presidente Dilma ao país; decisão já está tomada, mas falta definir o tamanho da compra. A China vai anunciar uma encomenda de aeronaves da Embraer na visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país a partir de segunda-feira. Apesar da decisão, as negociações continuam para definir o tamanho da encomenda.

Depois de muitas queixas do Brasil, a China concordou em fazer um aceno positivo, na tentativa de mostrar disposição em abrir seu mercado. Mesmo assim, houve muitas idas e vindas nas conversas. O que está em negociação com a China é a encomenda de 50 aviões do jato de médio porte EMB-190, com 114 lugares, além de mais 25 do modelo ERJ-145, com 50 lugares.

Na semana passada, no entanto, os chineses indicaram que ainda estavam fazendo cálculos e poderiam reduzir o tamanho do pedido pela metade, por causa da crise. A possibilidade de corte no pedido deixou Dilma muito contrariada.

A novela dos jatos da Embraer se arrasta desde o governo Lula, quando a planta industrial brasileira foi montada na China para fabricação do ERJ-145. Mais recentemente, passou a se cogitar a possibilidade de produzir outros modelos. O principal problema da Embraer na China é a questão das licenças de importação, que condiciona a aprovação de qualquer venda da empresa à aprovação do governo.

A negociação para a compra de 50 aviões EMB-190 esteve na pauta da viagem do ex-presidente Lula à China, em 2009, mas foi suspensa porque a compradora, a Kunpeng Airlines, passa por um processo de reestruturação interna, iniciado depois do acidente com um avião da Embraer no ano passado.

Lula tentou interceder em favor da Embraer e, no ano passado, chegou a enviar duas cartas ao governo chinês. Não obteve resposta. No Palácio do Planalto, muitos assessores de Dilma consideram que foi um erro a Embraer ter se instalado na China. Agora, a presidente quer renegociar o acordo e fará pressão nesse sentido. Seu objetivo é conseguir autorização de Pequim para ampliar a fábrica da Embraer no país, a fim de produzir o jato executivo Legacy.

Durante a viagem de seis dias à China, Dilma vai assinar cerca de 20 acordos em diferentes áreas. Há memorandos de entendimento nas áreas de defesa, agricultura e educação, entre outras. Mas também há acordos entre empresas para obras de infraestrutura e desenvolvimento de novas tecnologias. Até a tecnologia do bambu ganhou um memorando de entendimento para pesquisar a cadeia de produção e as diferentes aplicações do produto.

Belo Monte. Além das encomendas dos aviões da Embraer, o Brasil que firmar parcerias com a China em outras áreas. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou ontem o interesse dos chineses em participar de grandes investimentos no País, a exemplo da Usina de Belo Monte e do pré-sal. "Eles mostraram interesse em entrar em Belo Monte, mas não tem como isso acontecer agora", afirmou o ministro referindo-se à vaga atual no consórcio, que é para autoprodutores de energia.

O ministro lembrou que executivos da State Grid estiveram no Brasil e visitaram as instalações da Usina Hidrelétrica de Itaipu, do Operador Nacional do Sistema (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Agora, o governo brasileiro retribuirá a cortesia.

Outra negociação no radar é o Trem de Alta Velocidade (TAV). O leilão, antes marcado para 29 de abril, foi adiado para 29 de julho. Um dos motivos, segundo apurou o Estado, é a viagem da presidente Dilma à China. / COLABOROU KARLA MENDES

Fonte: Agência Estado

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