26 fevereiro 2011

Primeira eleição a presidente do Brasil foi há 120 anos


Com 56% dos votos, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca foi eleito o primeiro presidente do Brasil, há exatos 120 anos. A votação, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 1891, foi indireta, apesar da Constituição da recém-formada República no Brasil determinar eleição direta. Como naquela época já existia o “jeitinho brasileiro”, as disposições transitórias da Constituição previam eleições indiretas para o primeiro governo. Também naquela época o candidato poderia concorrer ao cargo de presidente e, ao mesmo tempo, de vice-presidente. Como ocorreu com o marechal Floriano Peixoto, que recebeu apenas três votos para presidente, mas 153 para vice-presidente. Deodoro da Fonseca foi eleito com 129 votos, seguido por Prudente de Morais, com 97 votos.


Via Eliomar de Lima

2 comentários:

  1. -- 1 --

    A República é cheia dessas mutretagens. Mas a maior foi como ela foi proclamada...
    Através de um artigo do professor Fernando Mascarenhas (*) ficamos sabendo que a verdadeira causa da proclamação da república chamou-se Adelaide… É o seguinte: Deodoro estava no Comando Militar do Rio Grande do Sul. O influente político Silveira Martins ocupava a Presidência daquela Província (hoje chamado Estado). Ambos disputavam uma viúva, cujo nome era Adelaide. Parece que ela preferiu o Silveira Martins, deixando Deodoro em segundo plano. Por consequência, tornaram-se inimigos ferrenhos… Daí, anos mais tarde, Adelaide entrou no episódio da “Proclamação da República”.
    Deodoro não era republicano. Havia mesmo escrito, poucos dias antes, a um de seus sobrinhos, o General Clodoaldo que: “República no Brasil e desgraça completa são a mesma coisa”.
    Mas numa crise político-militar Deodoro exigiu que o primeiro ministro, Visconde de Ouro Preto, fosse substituído. Adoentando e recolhido à cama Deodoro pensava que a crise se acabaria com a saída de Ouro Preto.
    Foi aí, que, por má fé, os militares golpistas disseram ao Marechal que o Visconde de Ouro Preto seria substituído por Silveira Martins. Sabiam da inimizade entre os dois. Deodoro não havia perdoado seu antigo rival na disputa pela Viúva Adelaide.
    Tresloucado, como sempre ficava quando se lembrava de sua antiga paixão, Deodoro pulou da cama, tremendo de febre e disse textualmente: “Deixe-me assinar esta porcaria”. A “porcaria” era o primeiro decreto do “governo provisório” documento este que efetivamente implantou o regime republicano no Brasil.

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  2. -- 2 --

    De fato, as chamadas “causas” da proclamação (que nunca ocorreu) desta República (que não é, e nunca foi) não passam de eventos maquiados pela propaganda golpista (que não menciona a Viúva Adelaide). São poucos, muito poucos, os que já ouviram falar na Viúva Adelaide. É natural. A historiografia oficial, por motivos óbvios, faz o possível para que seja esquecida.
    Portanto, a chamada Proclamação da República no Brasil é uma fábula. Nunca aconteceu. Contudo, resta a pergunta: Se não houve uma proclamação, como foi implantada a República no País? Após ter gritado “Viva o Imperador”, (que a propaganda oficial mudou para “Viva a República”.), Deodoro voltou para casa. Volta ao leito e, na cama, recebeu a visita alguns militares republicanos. Tentaram fazer com que Deodoro assinasse o documento que viria a ser o decreto Nº 1 da república. O velho militar se recusou: havia jurado fidelidade ao Imperador.
    Mas, quando falaram que Silveira Martins ia ser o novo primeiro ministro, Adelaide falou mais alto. Deu no que deu...

    (*) Fernando Mascarenhas Silva de Assis, residente em Belo Horizonte, é Engenheiro Civil pela UFMG, pós-graduado em Engenharia Econômica. Diretor do CETEC – Centro Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Diretor da Faculdade de Administração da Fumec, Auditor de Sistemas e Auditor Ambiental.

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