01 fevereiro 2011

Manifestações tomam conta de países do mundo árabe


Os protestos no mundo árabe visam instalar uma verdadeira democracia, com eleições que levem realmente em consideração a vontade da maioria. Os países da região são conhecidos pela falta de liberdade de imprensa e pensamento e por governantes que se perpetuam no poder.

Os egípcios, por exemplo, se mostram cansados de tanta corrupção. Eles querem a saída imediata do ditador Hosni Mubarak, ex-comandante das Forças Aéreas do país, que está há três décadas no poder. A extrema pobreza faz com que as reivindicações por mudanças sejam maiores. Cerca de 40% dos egípcios são obrigados a viver com menos de US$ 2 por dia. O desemprego está em um nível assustador, muito acima do encontrado em países emergentes que passam por um bom momento econômico, político e social. Não se sabe até onde essa indignação vai parar. "As massas árabes estão frustradas e zangadas, em toda parte", disse o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, ao jornalista da Folha Clóvis Rossi, deixando claro que o incômodo não se restringe a somente alguns países.

Seja como for, o mundo espera que as reformas, caso realmente ocorram e onde venham a ocorrer, resultem em avanços para todas as pessoas que por lá vivem.

LÍBANO

O Hizbollah e seus aliados deixaram o governo de coalizão do ex-premiê Saad al Hariri em 12 de janeiro pela resistência dele em desautorizar o tribunal da ONU que deve indiciar integrantes da milícia xiita por atentado que matou, em fevereiro de 2005, seu pai, o ex-premiê Rafik Hariri. Sem força, com a imagem desgastada, Saad Hariri renunciou à negociação para formar um governo de união nacional. Ele anunciou a sua decisão aos meios de comunicação depois de se reunir com o presidente, Michel Suleiman.

BRUNO TORANZO
DE SÃO PAULO ( Folha.com )

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